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Segurança

Ação de facção criminosa é desarticulada

por
Silvana Blesa
Publicada em 29/09/2010 06:06:46

César Dantas de Resende, 41 anos, mais conhecido como “Lobão”, foi apresentado à imprensa ontem pela manhã no Centro Administrativo da Bahia, e negou ser traficante e autor de vários homicídios, inclusive a chacina no Alto das Pombas com quatro mortos e dois feridos.

O acusado foi preso na última segunda-feira, no estado de Goiás, durante uma operação realizada pelo Comando das Operações Especiais (COE), em conjunto com a Polícia Civil e a Superintendência de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Em Salvador, a operação se estendeu em vários bairros e nove pessoas foram presas, inclusive, Selma da Silva Floquet Miranda, mãe do traficante Leandro Floquet, morto numa operação policial, e Irandir Copquer de Sena, mais conhecido como Pipinha, que seria o gerente do tráfico comandado por Lobão em Salvador e Região Metropolitana.

Em Uberlândia, Marluce Rosalina dos Santos, que, segundo a polícia, fazia transações entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a quadrilha de Lobão no envio da droga, também foi presa, mas ainda não veio para a capital baiana.

Com os acusados, a polícia apreendeu drogas, armas, 14 automóveis, aparelhos celulares, cartões de crédito, joias, dinheiro em pouca quantidade e agenda de anotações. O secretário de Segurança Pública, César Nunes, e o delegado geral da Polícia Civil, Joselito Bispo, comemoram mais uma vitória da polícia contra o domínio do tráfico.

“Depois das prisões e transferências dos maiores traficantes da Bahia, Genilson Lino da Silva, Cláudio Eduardo Campanha da Silva, Renildo Nascimento, o Aladim, encontrado morto numa cela onde cumpria pena num presido de segurança máxima, conseguimos prender o traficante mais procurado da Bahia. Lobão vivia disfarçado de empresário e ostentava luxo com o dinheiro proveniente do tráfico de drogas”, afirmou o secretário.

Empresa servia de fachada para ação

As investigações duraram três meses e o delegado responsável pelo caso, Daniel Pinheiro, disse que obteve informação sobre o paradeiro de Lobão, que há cinco anos residia em Goiânia, onde se passava por empresário usando o nome falso de César Albuquerque. Ele é acusado pela polícia de fazer lavagem de dinheiro.

 Quatorze veículos da revenda de carro Yure, da qual Lobão é proprietário, foram apreendidos. No momento da prisão, o acusado estava em sua residência, que, segundo a polícia, é avaliada em R$ 500 mil e com câmaras e portões de difícil acesso.

A esposa dele, Nelma Maria do Nascimento, também foi presa. Ela ostentava um salão de beleza em um bairro nobre de Goiânia e também é acusada pela polícia de compactuar com tráfico de drogas. Outros supostos integrantes da quadrilha, Reinaldo Santana Sena, Luciene Melo de Almeida, Rafael Atanásio dos Santos, Tiago Atanásio dos Santos, Reinaldo e Jacson, foram detidos em Salvador, acusados de atuar para a quadrilha de Lobão.

O delegado Daniel disse que a quadrilha comandava o tráfico na Federação, Alto das Pombas, Calabar, Calabetão, dentre outros bairros. Lobão é apontado como sucessor do traficante Eberson Souza Santos, o Pitty, do Comando de Paz, morto em agosto de 2007, em uma troca de tiros com a polícia no município de Candeias. Ele também seria aliado de Cláudio Campanha e o traficante Leandro Floquet. 

Diante da imprensa, Lobão negou as acusações e disse que não conhece a tal família Foquet. “Desde quando fui morar em Goiânia, há cinco anos, que não tive paz. Sempre saíram fotos minhas na imprensa, me acusando de coisas que desconheço. Não sou grande traficante, não matei ninguém em chacina. Não fui amigo de Pitty e nem sou aliado a nenhum traficante. Estava trabalhando honestamente em minha empresa.

A minha casa não custa R$ 500 mil e sim, R$ 150 mil, dinheiro suado pelo meu trabalho. Desconheço sociedade com PCC entre outras acusações. Quando fui preso no presídio, existia um Comando de Paz que foi criado para gerar a paz e não a desavença no presídio”, alegou Lobão, que irá cumprir pena no Presídio Salvador. 

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