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Cidade

AEROCLUBE: Sem perspectiva até o Verão

por
Adriano Villela
Publicada em 14/10/2010 06:39:31

Além das barracas de praia, outra opção de lazer da capital baiana está longe de ter uma solução até o próximo verão: o Aeroclube Plaza Show.  Inaugurado em 1999, com o conceito de centro de lazer, o shopping funciona hoje parcialmente. Abriga uma clínica, uma unidade do Banco do Brasil, a Central do Carnaval, as lojas do lado do estacionamento e do trecho entre as máquinas 24 horas do Bradesco e o cinema, além do multiplex.

O movimento, porém, é bem menor do que na primeira metade da história do Aeroclube. Nem fila para procurar emprego atrai fluxo de pessoas. Ontem, por volta das 9h, duas pessoas esperavam para ser entrevistadas numa seleção de teleoperador da Grenit.

 Usuário eventual do Aeroclube por morar próximo, o comerciante Ítalo Franco destacou que atualmente só há movimento às segundas e quartas, à noite - em razão de um pré-vestibular sediado no local – e na sexta-feira, quando as pessoas são atraídas pelo cinema. “Não tem opções de lazer aqui. Acabou tudo e isso já vai dois anos”,  lamentou. O comerciante indagou o por quê de as obras de revitalização não ter sido reiniciadas após a liberação do alvará das obras.

A moradora da Boca do Rio Ana Chagas concorda com Ítalo Franco. A seu ver, com as imagens das obras pela metade às pessoas perderam o ânimo para frequentar o Aeroclube. “Muitas lojas fecharam. Tem certas horas que fica muito deserto”. O item segurança também foi destacado pelo gerente da farmácia Santana, Jader Costa.  “O segurança faz o melhor que pode, mas mesmo assim é muito perigoso”, testemunha Costa.

Na avaliação da também moradora da Boca do Rio Simone Silveira, a insegurança e a falta de atrativos afastam o público infantil que frequentava o local quando ele funcionava plenamente.  “Lembro que minha filha costumava trazer meu neto. Hoje não traz mais. Pra quê?”, questiona. Segundo Simone Silveira a presença das Lojas Americanas garante algum movimento. “Se não fosse esta loja, a queda do movimento seria pior”.
 
Alvará embargado – A assessoria de imprensa do Consórcio Parques Urbanos, empresa que administra o Aeroclube, afirmou que as obras estão paradas por causa do embargo judicial ao alvará conseguido.

Não há previsão de quando a requalificação do equipamento poderá ser concluída, mas o jurídico do consórcio acompanha o caso e acredita no êxito na ação que corre na Justiça Federal, uma vez que obteve ganho de causa no julgamento em primeiro grau.  Indagada sobre a situação financeira do empreendimento, a assessoria informou que “o consórcio Parques Urbanos esta aportando capital mês a mês para cobrir prejuízos e manter o Aeroclube funcionando até o desembargar da obra”.

Empregos em queda. O Aeroclube Plaza Show foi inaugurado em 1999 com o conceito de ser um shopping a céu aberto e focado mais no lazer. Ocupa uma área de 28 mil metros quadrados onde antes funcionava o aeroclube de Salvador. Tinha como âncoras principais a casa de shows Rock in Rio Café, bares, uma praça de alimentação e o multiplex. Fruto de um investimento inicial de R$ 50 milhões,  empregava no auge 10 mil pessoas.

Em 2007, o shopping começou um processo de reformulação, quando também começou a batalha judicial em torno da obra de R$ 14 milhões. A geração de empregos caiu par 1,5 mil postos. A obra foi embargada judicialmente por decisão do desembargador Souza Prudente, proferida em janeiro de 2008.  A alegação foi de que o empreendimento ocupa uma área tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 

Se as obras forem retomadas, o projeto de revitalização prevê a retomada para pelo menos 7 mil postos de trabalho. No novo projeto, o shopping cumpriria o compromisso de construir um equipamento público, o parque dos Ventos, e mudaria o arranjo comercial, agregando escritório de negócios. Com a mudança, o Aeroclube Plaza Show passaria a se chamar Aeroclube Shopping e Office.

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