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Política

João Henrique diz não abrir mão do Metrô

Publicada em 11/11/2010 07:31:31

O prefeito de Salvador, João Henrique, disse ter ficado surpreso ontem com a proposta apresentada por políticos ligados ao Palácio de Ondina de transferência da gestão do Metrô para o governo do estado.

“A Prefeitura enfrentou todas as dificuldades para concluir esta obra e não abre mão do Metrô”, afirmou o prefeito, lembrando da existência de compromissos assinados entre o município, governo do estado e governo federal, que determinam que a Prefeitura conduzirá o período de testes e treinamento, durante o qual será realizada uma licitação internacional para a escolha da empresa que  vai obter a concessão para operar o sistema.

Segundo o prefeito, foram realizadas várias reuniões, inclusive na Casa Civil da então ministra Dilma Rousseff, no sentido de definir a competência de cada esfera de governo para o início de operação do Metrô. Posteriormente, durante reunião realizada na Companhia de Transporte de Salvador (CTS), o ministro das Cidades, Marcio Fortes, garantiu subsídio federal para os primeiros meses de operação, até o fim do processo licitatório.

“Eu venho cumprindo toda a parte que cabe à Prefeitura”, destaca João Henrique, acrescentando que a administração municipal pegou o Metrô com apenas 25% das obras físicas realizadas e hoje elas estão praticamente concluídas. “Já podemos fazer a viagem inaugural. Só falta a empresa fazer os primeiros testes e combinar o dia com o governador Jaques Wagner”, garante.

“Além de arcar com o ônus de assumir em 2005 uma obra praticamente parada, que se arrastava desde 1999, com várias suspeitas de irregularidades, a Prefeitura também teve que assumir na negociação a gestão dos trens do subúrbio”, lembra João Henrique.  Segundo ele, hoje esse sistema gera um gasto operacional de R$1,2 milhão por mês para os cofres do município.

“Enquanto a Prefeitura se sacrificou para cumprir seu papel, a Conder realizou cinco aditivos ao contrato firmado, deixando de se comprometer com etapas essenciais para o início da operação do Metrô”, destaca o secretário de Transportes do município, Euvaldo Jorge, colocando entre essas demandas o pagamento dos custos com o comissionamento (período de testes) e treinamento de mão de obra.

De acordo com João, a Prefeitura não abre mão da liderança do processo envolvendo o início de operação do Metrô, mas a ideia é formar um comitê gestor tripartite, incluindo também o estado e a União, para que o sistema atenda da melhor maneira possível os interesses da população de Salvador.

 “Mas é preciso que todos os envolvidos cumpram o cronograma definido. Falar em mudar o Metrô para a esfera estadual nesse momento nada mais é do que tentar provocar um desgaste institucional desnecessário, e a única coisa que pode acontecer com isso é prejudicar ainda mais a população de Salvador, que espera há 30 anos pelo Metrô”, argumenta o prefeito. “Salvador precisa estar preparada para a Copa do Mundo de 2014.

Essa deve ser a atenção de todos nós. Não é hora de dividir, de excluir, mas de somar na busca das melhores e mais eficientes soluções para a cidade”, conclui.

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