TRÂNSITO AO VIVO
domingo, 23 de abril de 2017
FIQUE SABENDO AGORA
PUBLICIDADE
Esportes

Bahia é oficialmente bicampeão

por
Raphael Carneiro
Publicada em 22/12/2010 23:43:00
O argumento da torcida do Vitória para rebater as duas estrelas bordadas acima do escudo do Bahia agora não tem mais fundamento. A questão por diferenciar o título brasileiro de 88 da Taça Brasil de 59 caiu por terra. Na manhã de ontem, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) oficializou os títulos brasileiros de 59 a 70 e acabou com a divergência. Agora, o Bahia é oficialmente bicampeão brasileiro.
 
Por ironia do destino, coube a um rubro-negro receber a legitimação do principal motivo de gozação entre os torcedores do Bahia e Vitória. Com a justificativa de não ter achado passagem aérea, o presidente do Bahia não foi ao Rio de Janeiro. O clube, então, foi representado pelo presidente da Federação Bahiana de Futebol (FBF), Ednaldo Rodrigues.
 
“O presidente do Esporte Clube Bahia, Marcelo Guimarães Filho, esforçou-se ao máximo para viajar até a capital fluminense a fim de representar o clube, inclusive desmarcando compromissos importantes, porém, não conseguiu encontrar passagens aéreas. O presidente Marcelo Guimarães Filho lamenta profundamente não poder comparecer à homologação, já que foi um dos que lutaram para que a Confederação reconhecesse este importante título para a história do Bahia”, justificou o dirigente através do site oficial do Bahia.
 
Sem a presença no evento da CBF, Marcelo Filho também utilizou a internet para comemorar a unificação. “Estou muito feliz e honrado, assim como todos os tricolores, pela homologação dessa conquista. Já me sentia bicampeão brasileiro, mesmo assim é um orgulho para mim como presidente e torcedor essa confirmação”, falou.
 
O primeiro título da história foi conquistado em uma melhor de três com o Santos. No primeiro jogo, na Vila Belmiro, o Bahia venceu por 3 a 2. Na Fonte Nova, o time paulista levou a melhor e ganhou por 2 a 0. O tira-teima foi realizado então, em março de 1960, no Maracanã. Resultado: Bahia 3x1 Santos, festa em Salvador e o tricolor foi o primeiro time brasileiro a disputar a Taça Libertadores da América.
 
Pesquisador justifica unificação
 
Para justificar a equiparação das conquistas de um torneio mata-mata com o atual Brasileirão, o pesquisador que montou o dossiê que levou à decisão da CBF usou a dificuldade de transportes nos anos 50 e 60. “É impossível analisar o passado com os olhos no presente. Naquela época, a primeira ponte aérea do Rio para São Paulo surgiu em 1959. Então ficava difícil fazer um torneio com muitas viagens. Só era possível fazer a competição mata-mata. Era a nossa Liga dos Campeões. O Brasil é um país de dimensões continentais, a taça era o único jeito de montar um torneio”, afirmou Odir Cunha, na cerimônia de entrega das taças, realizada ontem no Rio.
 
A unificação foi um pedido de Bahia, Botafogo, Cruzeiro, Fluminense, Palmeiras e Santos. Os seis times encomendaram o dossiê para Cunha, jornalista e pesquisador, com o intuito de equiparar a Taça Brasil e o Roberto Gomes Pedrosa - Taça de Prata, torneios que aconteceram entre 1959 e 1970, com o Campeonato Brasileiro, que teve sua primeira edição em 1971.
 
Com a decisão, o Brasil passa a ter pelo menos um campeão inusitado. O Palmeiras é bicampeão no mesmo ano, em 1967, quando conquistou a Taça Brasil e o “Robertão”. Para Cunha, o fato não é um demérito para a unificação. “A Itália, por exemplo, tem dois campeões em um ano, assim como o Campeonato Carioca”.
 
O Santos é o maior beneficiado com a posição da CBF e passa a ter reconhecidos como títulos nacionais cinco triunfos na Taça Brasil, disputada de 1959 a 1968, e um no Robertão, também chamado de Taça de Prata (realizado de 1967 a 70). O Palmeiras, com mais quatro títulos incorporados (dois de cada competição), também se torna octacampeão. Em 1967, o Alviverde venceu as duas competições. Com a decisão, o Bahia passar a ser considerado oficialmente o primeiro campeão brasileiro, mérito que pertencia até então ao Atlético-MG, vencedor do Campeonato Brasileiro de 1971.

 

SIGA A TRIBUNA
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
EDIÇÃO ONLINE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE