FIQUE SABENDO AGORA
PUBLICIDADE
Cidade

Nordeste violento

por
Daniela pereira
Publicada em 22/10/2011 00:30:33

Apesar do grande número de homicídios, a região Nordeste não concentra presença de armas de fogo e tem as armas brancas como maiores causadores dos assassinatos, conforme levantamento feito pela Organização das Nações Unidas (ONU). O estudo concluiu que não há relação direta entre o número de armas de fogo em circulação e o número de homicídios, pois os crimes cometidos por pedradas, pauladas ou facadas são realizados pelo crime organizado, resultado de uma desigualdade social.

O relatório do estudo, denominado “Global Study on Homicide”, foi feito pelo escritório da ONU, UNODC. Segundo o documento, a desigualdade social e o crime organizado são os agentes motivadores que colocam a região Nordeste como a mais violenta do país. O Mapa da Violência 2011, divulgado em fevereiro deste ano, trouxe dados de 1998 a 2008, e colocou a Bahia em oitavo lugar no índice de violência em nível nacional e em segundo lugar em relação a homicídios no período.

No período de 10 anos, a taxa de violência cresceu 3,89 vezes e a de homicídios aumentou na proporção de 237,5 mortes a cada 100 mil habitantes. O Mapa foi elaborado pelo Instituto Sangari.

Apesar da pesquisa, dados do site da Secretaria de Segurança Pública (SSP) apontam que 229 armas de fogo foram apreendidas de janeiro a setembro deste ano, somente na capital baiana. O número apresenta diminuição de 51,5% referente ao mesmo período do ano passado, no qual foram apreendidas 444 armas de fogo. “Não acredito nesta pesquisa, pois o que vemos diariamente nas páginas policiais é exatamente o contrário.

 Ela pode até ter veracidade em outras cidades, mas em Salvador, isso é bem diferente. Muitos bandidos são presos com armas de fogo com poderes assustadores. A Campanha do Desarmamento não está aí à toa”, defendeu o advogado Carlos Brito.

De acordo com dados da Campanha, até o final do mês passado, 25 mil armas foram recolhidas em todo o país. Do total, 12% são armas pesadas e consideradas de grosso calibre, como fuzis, metralhadores e submetralhadoras. O Ministério da Justiça também afirmou que mais de R$ 2 milhões já foram pagos em indenização desde maio deste ano, quando a Campanha foi lançada.
 

SIGA A TRIBUNA
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Edição Online
(71) 3022-6046
Av. Magalhães Neto, 1856, Ed. TK Tower - Sala 619
Edição Impressa
(71) 3321-2161
Rua Djalma Dutra, 121, Matatu