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Cidade

Mutirão vai renegociar dívidas antigas

por
Catiane Magalhães
Publicada em 16/11/2011 23:00:54

Dificuldade em comprar a prazo; falta de acesso a talão de cheque e crediário; reprovação de cadastro para financiamento ou mesmo contratos aluguel ou habilitação de uma simples linha telefônica. Esses são apenas algumas situações desagradáveis enfrentadas por quem teve o nome inserido no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Na Bahia, estima-se que cerca de 580 mil consumidores vivem esta dura realidade.

Os motivos que levam à restrição do nome são os mais diversos, desde a perda do emprego a um descontrole financeiro gerado pelo excesso de gasto ou por imprevistos, como doenças e outras emergências. Segundo o dito popular, é fácil entrar, difícil mesmo é sair, pois dívidas costumam ser como bolas de neves, ou seja, não param de crescer.

Contrariando a máxima, a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Salvador lança, pela primeira vez na capital e Região Metropolitana, a Campanha “Nome Limpo”, que vai proporcionar a renegociação de dívidas antigas e restabelecer o crédito para pessoas com “nome sujo” na praça.

Segundo o superintendente do CDL, Carlos Roberto Oliveira, entre os dias 22 de novembro e 1 de dezembro, os clientes inadimplentes poderão procurar os seus credores para renegociar ou até quitar seus débitos com descontos de até 100% dos encargos e 50% do valor principal.

“Neste período, a população terá a chance de regularizar a sua situação, reabilitar o seu crédito e estará pronta para voltar a fazer as compras a longo prazo já para o fim de ano. Para isso, basta comparecer ao mutirão que faremos no Centro de Convenções disposto a negociar”, informou.

De acordo com Oliveira, ao contrário do que se imagina, reabilitar o crédito dessas pessoas não significa dá nova chance à inadimplência, pois pesquisas revelam que mais de 90% dos devedores têm interesse em honrar suas dívidas, mas não têm condições.

A análise mostra que o maior vilão dos devedores é o cartão de crédito, responsável por pelo menos 38% do endividamento da população. Já as dívidas com os cheques representam 32% do total e o crediário apenas 17%. O estudo mostra ainda que 36% dos devedores tiveram restrição no nome porque perderam o emprego; 26% porque se descontrolaram e 9% por razões de força maior, como gastos não planejados com doenças na família.

“Ninguém suja o nome porque quer ou porque gosta. Pelo contrário, a grande maioria tem boa fé e quer pagar. Por isso nos empenhamos para trazer essa campanha para cá, para dar oportunidade de quem só compra à vista a ter crediário, já que a compra a prazo é a maior democratização da economia”, ressalta o superintendente do CDL.
Segundo ele, alguns bancos, financeiras, companhia de telefone, água e luz, além de uma série de lojas de varejo e redes de supermercados já confirmaram participação no evento, que pretende fechar mais de 80 mil negociações em dias.

Para os moradores da capital e Região Metropolitana a negociação será feita no Centro de Convenções, diretamente com os credores. Já os devedores que residem no interior do estado podem procurar uma filial ou escritório da empresa em seu município para fazer o rescalonamento ou a quitação do débito.

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