Carnes sem higiene são vendidas em feiras livres
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Carnes sem higiene são vendidas em feiras livres

por
Daniela Pereira REPÓRTER
Publicada em 07/03/2012 23:59:30

 Lavar as mãos e os alimentos e cozinhá-los a mais de 70ºC para destruir os micróbios, são importantes dicas a serem praticadas antes do consumo. Apesar dos alertas, um hábito comum entre os baianos, tem chamado atenção pelo risco de contaminação: o consumo de carnes sem higienização adequada.

Em feiras como a São Joaquim e dos bairros da Liberdade, Periperi, Mussurunga e Sete Portas, que apresentam variedade de mercadorias, os alimentos ficam expostos as impurezas do clima, insetos e outros tipos de animais. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirmou que a Vigilância Sanitária, responsável pela fiscalização, não tem equipe disponível para atuar sobre ambulantes, fora dos períodos de grandes festas na cidade. 


O cenário é semelhante. O feirante monta a banca, a maioria construída por pedaços de madeiras e cobertas por papelão ou lona, e espalha os diversos tipos de carne para escolha do freguês. Na Rua Jayme Sapolnik, Marback, moradores denunciam a presença de um vendedor, que todos os sábados, comercializa carne, sem refrigeração, próximo a um montante de lixo. “Tenho nojo só de olhar. Não sei como muitos ainda compram”, indagou a servidora pública Cláudia Vieira, 46 anos.
 
Entre a diversidade de eletrônicos, roupas, frutas e adereços vendidos na Feira do Japão, Liberdade, é comum flagrar peixes e carnes amontoadas em mesas ou penduradas em ferros, onde ficam expostas a céu aberto. O mesmo acontece na Feira de São Joaquim, considerada a maior da cidade. Nos boxes, comerciantes cortam diferentes peças em tigelas de alumínio, sem nenhum tipo de higienização, nos utensílios usados.
 
De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o departamento de Vigilância Sanitária do município não tem equipe específica para fiscalizar ambulantes, tendo autonomia “apenas com estabelecimentos cadastrados” ficando os demais de responsabilidade da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesp). Já a assessoria da pasta retrucou, afirmando que toda venda sem qualquer tipo de cadastro é ilegal, porém a Sesp só pode atuar contra este tipo de comércio nos mercados municipais ou nos nove estabelecimentos que são da sua administração. 
 
Estes mercados são: o do Bonfim, do Cortume, mercado de São Miguel, mercado do Fruto do Mar, do Dois de Julho, Mercado das Flores, do Rio Vermelho, de Itapuã e o Núcleo de Abastecimento, Comércio e Serviço (Nacs). Segundo informações de Yuri Dias, Coordenador de Feiras e Mercados da Sesp, o consumidor tem três caminhos caso queira denunciar algum fato que envolva falta de higiene com alimentos.

“A queixa pode ser feita através do telefone 156, que será transferida para a vigilância sanitária. Caso seja constatado que a competência é nossa, a Sesp entra em ação. Porém na maioria dos casos, trabalhamos em parceria”, explicou.
 
O barato pode sair caro
 
O abate clandestino é o principal agente motivador desta comercialização. De acordo com dados do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados do Estado da Bahia, Sincar, cerca de 40% da carne bovina abatida no estado é oriunda de clandestinidade.  

A mercadoria vem do interior do Estado, onde há o hábito do consumo sem resfriamento, passa pelas barreiras, montadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRE), e chega as feiras livres da capital. Os principais municípios responsáveis por esta exportação são; Feira de Santana, Simões Filho, Serrinha, Juazeiro, Santo Antonio de Jesus, Alagoinhas, Camaçari, Candeias, Alagoinhas e Jequié.

A carne de frigorífico oficial custa até 50% a mais que a clandestina e são conservadas em temperaturas apropriadas para eliminação de bactérias. Alimentos crus, comercializados em feiras livres e mercados públicos podem servir de canal de contaminação de microrganismos causadores de toxinfecção. 
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