FIQUE SABENDO AGORA
PUBLICIDADE
Segurança

Médica mata mulher e atropela quatro

por
Silvana Blesa REPÓRTER
Publicada em 13/04/2012 01:49:19

A médica Lorena Cavalcante Reis Silva, de 25 anos, recém- formada, atropelou cinco pessoas que aguardavam atendimento médico numa clínica situada no final da Avenida Manoel Dias da Silva, no bairro da Pituba. Das cinco pessoas feridas, duas foram socorridas em estado grave e levadas para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas Gissélia Santos Silva, 48 anos, não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo no final da manhã de ontem.


De acordo com familiares da médica, ela subia a ladeira em seu veículo modelo Fox de placa NZZ-5959 e se enganou ao engatar a macha ré em vez da primeira. O veículo começou a descer de ré, e a médica acabou perdendo o controle do carro e atropelando cinco pessoas que aguardavam numa fila para serem atendidas na Clínica Pró-Cura.
 
O acidente aconteceu por volta das 6h30 de ontem e um grande engarrafamento se formou na Avenida. Na frente da clínica é grande o movimento de pessoas que formam longas filas todos os dias bem cedo em busca de atendimento médico gratuito.
 
Ao descer do carro, que parou depois de bater nas proximidades da clínica e nas pessoas, e ver o estado em que as vítimas se encontravam, umas com fraturas exposta  nas pernas, braços e rosto, a médica entrou em desespero e gritava com a mão na cabeça, andando de um lado para o outro se perguntando o que havia feito, segundo relatos de testemunhas do acidente.
 
Três ambulâncias do Samu foram enviadas ao local do acidente e, após os primeiros socorros, os feridos foram levados para o HGE. Quatro vítimas do atropelamento permanecem internadas: Maria da Conceição Silva Costa, 63 anos, Ana Maria Santos Novais, 60, e Aldeiva Antônio Santos Silva, de 81, e um homem de 50 anos.
 
A aposentada Alderina é a vítima em estado mais grave. Ela teve fratura exposta em uma das pernas e múltiplas lesões pelo corpo. A aposentada tem as pernas amputadas e usa cadeira de rodas.
 
Em estado de choque, a médica Lorena foi levada para a 16ª Delegacia da Pituba, mas a polícia não conseguiu ouvi-la por conta do seu desespero. Segundo o delegado titular Nilton Tormes, ela não conseguiu prestar depoimento porque estava muito emocionada e abalada fisicamente.
 
Ela ficou de comparecer um outro dia para relatar o que realmente aconteceu. Familiares disseram que ela engatou uma marcha errada, enquanto outras testemunhas relataram que o carro havia morrido na subida da ladeira e acabou descendo de ré.
 
Na frente do HGE, era grande o movimento de parentes das vítimas que chegaram desesperados em busca de informações sobre o estado de saúde dos atropelados. Uma das vítimas do atropelo disse a uma emissora de televisão que esse era seu segundo atropelo este ano. A aposentada que está em estado grave é mãe da vítima fatal.
SIGA A TRIBUNA
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE