Mulheres ocupam profissões que antes eram só ocupadas por homens
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Mulheres ocupam profissões que antes eram só ocupadas por homens

por
Daniela Pereira
Publicada em 12/10/2012 00:00:00
Foto: Blog do Planalto
Dilma ao lado dos trabalhadoras da obra de construção da Ferrovia Transnordestina

Elas são bonitas, mães, corajosas, firmes e educadas. Por todos os cantos da cidade, as mulheres exercem profissões antes consideradas masculinas, e chamam atenção da população pela competência profissional e serenidade, única das mulheres.

Na corporação da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), onde geralmente as tarefas são de alta periculosidade, elas ocupam a maioria dos cargos de coordenação e quando precisam ir às ruas no trabalho ostensivo à criminalidade são as mais atenciosas com os moradores, de acordo com populares.

Segundo dados do Departamento Pessoal da PM, a Bahia tem 32 mil policiais, sendo que o efetivo de mulheres na corporação é de 4.400, entre oficiais e praças.  Apesar de ainda ser um número baixo, a Bahia é o estado recordista na inserção de mulheres na PM. Cargos administrativos e de comandos de operações são os mais ocupados pelas militares. Das 10 bases comunitárias instaladas na Bahia, quatro possuem mulheres no comando, além de outras três no sub-comando.    

Há 15 anos na PM baiana, a capitã Paula Queirós, comandante de operações da coordenação de polícia comunitária, responsável pela verificação de funcionamento das bases, ressaltou a importância da mulher em profissões “masculinas”.

“Se observarmos, veremos que nas aldeias indígenas as mulheres estão sempre na liderança. Basta expandirmos o olhar que veremos a necessidade da mulher em todas profissões”, explicou a capitã, que aos 18 anos ingressou na academia de oficias como Cadete e em 2000 foi promovida a 1ª tenente. Oito anos depois Paula tornou-se capitã e assumiu a responsabilidade geral das Bases Comunitárias da Bahia.

Apesar da quantidade, a presença das mulheres no efetivo policial ainda é alvo de preconceitos. Sobre isto Paula Queirós ressalta os diferentes olhares, que recebe e contou situações preconceituosas que lhe ocorreram depois de formada. “Se na capital há resistências contra a mulher no poder, no interior do Estado é bem maior. Fui trabalhar como tenente em Bom Jesus da Lapa e, durante uma operação, percebi que mesmo presente no local, as pessoas só se dirigiam ao sargento, pois não aceitavam o fato de uma mulher está no poder. Somente, após o próprio sargento explicar, por várias vezes, que o comando da operação era meu, a população passou a me aceitar”, contou.

Há 57 anos, a primeira policial brasileira integrou a corporação de São Paulo. Anos depois, outra mulher conquistou o posto de coronel em Minas Gerais. Na Bahia, somente em 1989 a mão de obra feminina foi introduzida no quadro funcional. Ao todo, eram 27 sargentos e 78 soldados, que formaram a Companhia de Polícia Militar Feminina, na Vila Militar, Dendezeiros. Três anos depois, foi ingressada a primeira turma de ”Pfems” para compor o Curso de Formação de Oficiais. 

Presença em outros espaços

Atualmente, a presença de mulheres em profissões, antes ocupadas apenas por homens, também é vista como a conquista de novos espaços. “Acho importante que a mulher busque sempre novas experiências. Está comprovado através de pesquisas que somos mais estudiosas e nos preocupamos mais com a independência financeira do que os homens. Fico feliz em ver a quantidade de mulheres em cargos importantes e profissões consideradas de risco”, contou a analista de website, Patrícia Carvalho, 28 anos. Já o comerciante Carlos Alberto da Silva, 52, ressalta a simpatia das mulheres policiais em lidar com a população baiana. “Sempre as vejo trabalhando com alegria. Diferente dos homens, que procuram conservar aquela ideia de durões implacáveis”, analisa.  

Em outros setores, as mulheres vem conquistando espaço. Profissionais da construção civil, presidente, condutoras de veículos pesados e ministras, são alguns dos cargos ocupados por elas. A motorista Ieda Pereira, 48, orgulha-se da recente troca de categoria da habilitação. “Passei da D para a E”, conta animada. Motorista há 30 anos, atualmente, ela trabalha numa distribuidora de gás e garante que conquistou muitos admiradores com a profissão. “Fui motorista de ônibus por nove anos, quando uma mulher no volante ainda era “novidade”.

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