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Política

PSB continua interessado em disputar a eleição ao governo da Bahia em 2014

por
Lilian Machado
Publicada em 09/01/2013 01:50:37

Embora o presidente nacional do PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, tenha sinalizado que deve ficar ao lado da presidente Dilma Rousseff (PT) em 2014, em um suposto descarte de ser candidato à presidência, a senadora Lídice da Mata, presidente do PSB baiano, disse nessa terça-feira (8/1), em conversa com a Tribuna, que o partido permanece com o desejo de disputar o governo baiano.

Apesar de rejeitar qualquer especulação em torno do assunto por considerar ainda cedo as conversas sobre 2014, a líder socialista frisou que o governador Jaques Wagner (PT) tem ciência do anseio do partido aliado. Nas entrelinhas, a senadora indicou que não se pode precipitar nas conclusões políticas, ainda mais antes do carnaval. Segundo ela, o ano político só começa depois da festa momesca.

“O PSB, como qualquer outro, tem o desejo de ter candidatura própria ao governo. Isso é natural e o governador sabe disso. Não há nada de novo nessa questão”, disse.

Lídice minimizou, entretanto, o rumor referente ao PSB nacional para 2014, que tem Campos como um dos grandes nomes citados numa aliança com a liderança da oposição no país, o senador Aécio Neves (PSDB-MG). “Nada de novo mais uma vez. Eduardo Campos já deu a declaração dele (de união ao projeto Dilma)”, afirmou.

No comando do PSB estadual, Lídice tem visitado as bases. Neste início de 2013, segundo ela o partido tem como meta apenas seguir as gestões dos prefeitos. “A prioridade será acompanhar as administrações municipais”, disse.

Nessa linha, ela descarta, porém a cobrança de espaços na base do governo Wagner, no entanto dá um suposto recado, que pode soar como recomendação. “Acho que o governador vai considerar conveniente mudanças que acelerem a gestão. Ele vai pode está identificando espaços que precisem de celeridade”, disse.

O deputado estadual Capitão Tadeu, secretário especial do partido, que levantou a defesa em torno de uma candidatura própria na eleição municipal de Salvador, reforçou a cobiça socialista. “O PSB tem o desejo de ter cargos eletivos mais altos. Estamos trabalhando para viabilizar, mas isso irá depender das negociações e da conjuntura. O partido tem o segundo melhor governador do Brasil, portanto seria natural se na Bahia pudéssemos ter também o governo”, frisou.

Nos bastidores, o certo é que o partido pretende se cacifar para alcançar postos maiores. Em âmbito nacional, o PSB parece em busca da vaga de vice na chapa da presidente Dilma, sendo essa questão defendida pelo próprio governador Jaques Wagner.

No cenário estadual, o partido goza de confiança no seio estadual, o que pode criar condições para um espaço na chapa, porém está no sentido de que Lídice tem carreira e potencial estabelecido na cadeira do Senado, o que inviabiliza outro espaço na chapa com o PT em 2014, a não ser como protagonista. 

Campos diz a Dilma que PSB será fiel

Os afagos que a presidente Dilma Rousseff vem fazendo no governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como o almoço na Base Naval de Aratu, em Salvador, no último sábado, serviram para selar a permanência do PSB na base parlamentar do governo no Congresso durante este ano. Mas não conseguiram ainda tirar do também presidente nacional do PSB o compromisso de que ele não disputará a Presidência da República no ano que vem.

Uma coisa é o acordo para evitar conflagrações num ano em que a presidente busca sossego para fazer um terceiro ano de governo voltado para a consolidação das obras de infraestrutura e costura de uma base aliada sólida que possa garantir sua reeleição; outra é a disputa presidencial, confidenciou ao Estado um interlocutor de Eduardo Campos. No almoço de sábado ficou decidido que o PSB evitará qualquer tipo de ataques ao governo.

O governador de Pernambuco é visto no meio político como um potencial candidato à Presidência, ou em 2014 ou em 2018, o que preocupa o PT. Correligionários de Campos não escondem que o PSB, partido que mais cresceu proporcionalmente nas eleições municipais do ano passado, tem a pretensão de conquistar a vaga de vice-presidente numa reeleição de Dilma em 2014 como um trampolim político para credenciar Eduardo Campos para um voo solo.

Campos vinha fazendo críticas à política econômica do governo Dilma. Em entrevista ao Estado em 17 de dezembro, o governador disse que a presidente terá de retomar o crescimento econômico de forma urgente no primeiro trimestre. Caso contrário, previu, terá perdido todo o ano de 2013. O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), também participou da conversa. Estavam presentes no almoço, ainda, as mulheres dos dois governadores, a mãe da presidente Dilma, sua filha Paula e o neto Gabriel.

Wagner defende a ideia de dar a Campos a vaga de vice na chapa de Dilma nas eleições de 2014. O problema é que o dono da vaga hoje é o PMDB, o principal aliado do governo. E o presidente do partido, também vice-presidente da República, Michel Temer, já disse que o PMDB está comprometido com a chapa de Dilma no ano que vem. E que só pensará em candidatura própria em 2018.

Campos vem sofrendo pressão dentro do próprio partido, por parte de empresários importantes e também de oposicionistas, para sair candidato a presidente no próximo ano. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já o procurou para dizer que deve deixar uma possível candidatura para 2018, garantindo-lhe apoio do PT.

No final do ano, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) afirmou que 2018 será de fato a vez de Campos. E que o PT não lançará candidato. Mas Campos não confia nessa promessa nem acha que os petistas vão desistir de lançar candidato próprio.

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