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Economia

Preço do tomate está pesando no bolso

por
Kelly Cerqueira
Publicada em 06/04/2013 00:01:22
Foto: Reginaldo Ipê
A caixa do tomate com 23 quilos passou de R$ 25, em janeiro deste ano, para R$ 70
A caixa do tomate com 23 quilos passou de R$ 25, em janeiro deste ano, para R$ 70

Lá se foi o tempo em que fazer uma salada ou purê para como acompanhamento ao prato principal era sinônimo de economia na mesa. Com a continuidade da seca que assola não só a Bahia, mas boa parte dos estados produtores do Nordeste, itens básicos da panela do baiano vêm sofrendo reajustes desde o final do ano passado, o que exige do baiano grande jogo de cintura no preparo dos pratos mais comuns à mesa.

Tomate, cebola, cenoura e a batata são alguns exemplos de alimentos que estão deixando os consumidores de bolsos vazios devido a alta dos preços. Pra quem não consegue excluí-los definitivamente do cardápio, o jeito é percorrer feiras e supermercados em buscas da economia nos mínimos centavos, ou reduzir a utilização os itens nas receitas.

Nos grandes mercados, nas feiras e nos pequenos estabelecimentos dos bairros populares o quadro é o mesmo. O aumento dos preços e a baixa na procura são recorrentes, mesmo se tratando de alimentos comuns à mesa. O tomate, por exemplo, um dos itens mais consumidos e utilizados nos pratos dos mais simples ao mais sofisticados, tornou-se o vilão da refeição e está com o preço em alta, chegando a quase R$ 6 em alguns estabelecimentos.

De acordo com Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), uma pesquisa realizada em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Reforma Agrária, Pesca e Aquicultura (Seagri), revela o aumento elevado o preço da caixa do tomate.

Segundo o coordenador de Pesquisas Sistemáticas e Especiais e do Índice de Preço dão consumidor de Salvador, Denilson Lima, a caixa do tomate com 23 quilos passou de R$ 25, em janeiro deste ano, para R$ 70 cobrados já este mês. “De fato, o tomate é um dos itens que mais sofreu reajustes, apresentando uma alta de 42,97% em janeiro e de 16,33% em fevereiro e com previsão de continuar subindo devido a quebra na safra causada pela seca”, informou o coordenador.

O mesmo acontece com a batata inglesa com o valor girando em torno dos R$ 5,50 nos supermercados. Segundo a Sei, o item também é um dos lideres de aumento, apresentando o acumulado de janeiro e fevereiro o aumento de 42,20%. A cebola, que está com o preço com grande variação, entre R$ 2.99 e R$ 4.29 também é um dos grandes vilões, já que o tempero é utilizado na maioria das receitas. O item vem sofrendo, desde o mês de janeiro, grandes reajuste, já chegando a 41,16%.

Escolhendo a dedo os temperos a serem utilizados no final de semana, a dona de casa Sebastiana Gonçalves se mostrou surpresa com os valores encontrados em um grande supermercado em Nazaré.

Em Salvador para acompanhar um parente internado no Hospital Santa Izabel ela, que é de Ilhéus, disse estar assustada com o aumento dos preços. “Já tinha percebido o aumento de algumas coisas, mas aqui em Salvador as coisas estão muito mais caras. Lá em Ilhéus ainda consigo achar tomate de menos de R$ 4”, informou, levando apenas dois frutos. “O jeito é diminuir a quantidade”, relatou. A reação da dona de casa é a mesma de inúmeros consumidores que se negam a manter os hábitos de consumo dos itens com maiores reajustes. 

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