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Tecnologia

Nokia Asha 501 é opção barata com Android e falha por não oferecer 3G

Publicada em 09/09/2013 12:56:04
Foto: André Cardozo/iG
Asha 501 tem design elegante e é confortável na palma da mão

Quando se pensa em smartphone da Nokia, logo vêm à mente os aparelhos da linha Lumia , com Windows Phone. Mas a empresa finlandesa também tem uma outra linha de celulares, chamada Asha, composta de aparelhos mais simples e voltada para mercados emergentes. Um dos modelos mais recentes dessa linha é o Asha 501 (R$ 329), que chegou ao Brasil recentemente.

Dá para chamar o Asha 501 de smartphone, mas só com alguma boa vontade. O aparelho tem algumas características de celular inteligente, como a capacidade de rodar aplicativos criados especificamente para ele e tela sensível ao toque.

Por outro lado, o celular não tem recursos obrigatórios mesmo em smartphones básicos, como conexão 3G e GPS. Sendo assim, o público-alvo do celular acaba sendo o de pessoas que querem um aparelho um pouco melhor do que um celular comum apenas para usar serviços muito populares, como Facebook. Confira o teste.

A favor:

- Design atraente
- Sistema rápido e fácil de usar
- Bateria com duração excelente

Contra:

- Não tem conexão 3G
- Pouca oferta de aplicativos
- Não tem GPS

Design

Um dos pontos altos do aparelho é seu design, que lembra o visual dos aparelhos da linha Lumia. A parte frontal traz apenas um botão físico, com função Voltar. Na lateral direita ficam o botão liga/desliga e o volume. Na parte superior, as conexões microUSB e de fone de ouvido.

A parte traseira é coberta por uma capa de policarbonato, mesmo material usado na linha Lumia. Com tela de 3 polegadas, o Asha 501 consegue ser menor do que alguns aparelhos com tela igual, como o Galaxy Y, por exemplo.

Configuração

O Asha 501 não impressiona em termos de configuração, com apenas 64 MB de RAM. Mas, na prática, isso não faz muita diferença, já que o sistema operacional Asha 501 é muito leve. Nos testes do iG não foram notados engasgos em transições de tela ou rolagem de páginas web. Houve alguns engasgos em aplicativos um pouco mais pesados, como o Facebook, mas nada muito diferente do que ocorre em aparelhos Android básicos.

O aparelho tem suporte para dois chips de operadora, mas vale observar que ele usa chips do tamanho microSIM. Esse tamanho de chip é mais comum em smartphones intermediários e avançados, mas não é usado em celulares básicos (que usam um chip maior, o SIM). Isso pode frustrar quem tem um celular comum e quer começar a usar o Asha 501 na hora, já que será necessário trocar o chip por um de tamanho menor.

A câmera do Asha 501 tem 3,2 megapixels. Ela é suficiente apenas para tirar fotos de qualidade mediana em situações de muito boa luz, mas a fidelidade das cores deixa a desejar. Enfim, quebra um galho pra publicar aquela foto sem compromisso no Facebook, e só.

A falta de conexão 3G é um dos pontos fracos do aparelho. Mesmo considerando que os aplicativos de internet (como navegador e aplicativos do FB e Twitter) já foram criados para reduzir o consumo de dados, a navegação em redes 2G é muito lenta. Em redes Wi-Fi, obviamente, esse problema não existe. O Asha 501 também peca por não ter conexão GPS, o que inviabiliza uso de aplicativos de mapas.

Com resolução de 320 x 240, a tela do Asha 501 não impressiona. Os pixels são visíveis e a detecção do toque também não é a ideal. Em vários momentos durante os testes foi necessário repetir o toque na tela para ativar algum recurso.

Sistema

O Asha 501 roda o Asha 1.0 e o sistema é prático e rápido. O sistema é baseado em três gestos. Deslizar o dedo da esquerda para direita traz a página principal, com todos os aplicativos do usuário.

Um gesto de cima para baixo traz uma tela de notificações com alguns ajustes básicos, similar à tela de notificações do Android, mas mais simples. Nessa tela é possível ativar Wi-Fi, Bluetooth e deixar o telefone no mudo, além de ler mensagens de alguns programas, como o Facebook.

O terceiro gesto, da direita para a esquerda, traz uma tela com todas as atividades recentes do usuário no smartphone. Isso inclui aplicativos abertos, ligações feitas e recebebidas e mensagens enviadas.

O Asha 501 traz ainda alguns detalhes que parecem bobos, mas fazem diferença no cotidiano. Um deles é que, mesmo quando está em descanso, a tela do aparelho exibe as horas. Nada de ter que ativar o celular só para saber que horas são. 

Aplicativos e navegação

Este é um quesito em que o Asha 501 fica bem atrás dos rivais. O aparelho vem de fábrica com aplicativos comuns, como navegador, calendário, agenda e contatos, e dois aplicativos de redes sociais populares, Facebook e Twitter. E fica mais ou menos por aí. Não há aplicativos de serviços do Google (Youtube, Drive e outros), Instagram, nem aplicativos de grandes sites de notícias.

Durante os testes, várias tentativas de download de aplicativos deram em erro, com mensagens enigmáticas como "certificado confiável usado para autorizar o aplicativo expirou" ou "os arquivos do aplicativo não podem ser verificados".  Esse tipo de erro ocorreu em aplicativos da própria Nokia (Here Maps) e em outros conhecidos, como o LinkedIn e Foursquare.

A navegação na web é uma experiência irregular. Quando o navegador do aparelho é detectado corretamente e a versão móvel do site é exibida, tudo corre bem. Mas, em muitos casos, o navegador do Asha 501 não é reconhecido e o internauta recebe a versão do site convencional, para PC, o que deixa a navegação praticamente impossível. É até possível contornar esse problema digitando diretamente o endereço móvel dos sites, mas dá um trabalhinho a mais. Nos sites visitados pelo iG , mesmo algumas versões móveis não funcionaram muito bem no Asha. 

Bateria

Se existe um quesito em que o Asha 501 fica muito à frente de smartphones convencionais é a bateria. Nos testes do iG , com uso moderado, a bateria durou 4 dias. É uma duração impensável para qualquer outro smartphone. 

Conclusão

O Asha 501 é, basicamente, uma opção para quem nunca teve um smartphone e quer usar apenas serviços básicos, como navegação na web, Facebook e Twitter.

Com preço sugerido de R$ 329, ele concorre diretamente com aparelhos básicos com Android, que costumam ter preços a partir de R$ 350. Uma grande vantagem do Asha 501 em relação a esses concorrentes é a excelente duração de bateria. Por outro lado, a ausência de 3G, a oferta limitada de aplicativos e a navegação na web capenga podem frustrar quem procura um smartphone um pouco mais versátil. 

Ficha técnica: Nokia Asha 501
Preço: R$ 329
Configuração: sistema Asha 1.0, tela de 3 polegadas e resolução de 320 x 240, 64 MB de RAM, 128 MB de memória interna (+ cartão de 4 GB incluso), Wi-Fi, Bluetooth, rádio FM, dual chip, câmera de 3,2 megapixels.
Dimensões (cm): 10 x 5,8 x 1,2
Peso: 98 gramas

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