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Cidade

Praias em Salvador começam a se livrar das barracas armadas de qualquer jeito

por
Kelly Cerqueira
Publicada em 02/12/2013 00:02:00
Foto: Francisco Galvão
As barracas improvisadas terão que ser retiradas da areia
As barracas improvisadas terão que ser retiradas da areia

A 20 dias para o início do verão, a orla de Salvador começa a se preparar para receber os turistas aguardados na alta estação. Neste domingo (1) venceu o ultimato dado pela prefeitura aos ex-barraqueiros que permaneciam com o comércio nas praias de maneira improvisada, para dar início a Operação Verão, que inclui a intensificação da limpeza urbana, o combate a poluição sonora, e o aumento da fiscalização nos locais onde é proibido estacionar. Entre os serviços de ordenamento dos 65 km de faixa litorânea está a retirada dos equipamentos irregulares como stands, mesas e cadeiras. Quem resolveu curtir os 28ºC máximos registrados ontem nas areias de Salvador teve a última chance de aproveitar orla à moda antiga.

Apenas 200 pontos de exploração econômica foram liberados pela Justiça Federal para distribuição entre os comerciantes das praias, número abaixo da oferta de interessados, novos e antigos, em vender os produtos na beira do mar da capital baiana.  A decisão ainda divide a opinião dos soteropolitanos, que desde a derrubada das barracas em 2010 exigiam a requalificação da orla da capital baiana. A pedagoga Joana Barreto, 42 anos, se diz ansiosa pelas melhorias na praia do Jardim de Alah, região que costuma frequentar.

“É claro que a gente espera mais infraestrutura, banheiros, organização, uma orla mais bonita. Mas quando a gente pensa pelo lado social, das pessoas que trabalham aqui há anos, começa a ficar dividido”, confessa.

Comerciantes  atentos ao sorteio

A divulgação da lista dos novos credenciados ocorre no próximo dia 6, mas quem atualmente vive do comércio nas praias já se mostra apreensivo com o resultado do sorteio. É o caso do ex-barraqueiro e atual dono do stand “Sabor e Sal” no Jardim de Alah, Sérgio Raimundo Silva Santos, mais conhecido entre os clientes como Marreta.

“É uma situação complicada porque a prefeitura deu um ultimato pra retirar tudo, mas a gente vai sair daqui hoje e não sabe se volta. Não tem vaga suficiente para todo mundo e quem já trabalha na praia há muito tempo como eu, não terá preferência nenhuma no sorteio. Já passamos por tudo aquilo em 2010 com a derrubada das barracas e agora estamos correndo o risco de perder nosso ponto de novo”, desabafou. Ele também reclama da não divulgação dos critérios de escolha entre os 980 interessados em possuir um ponto em uma das praias da cidade.

Outra reclamação de quem atualmente trabalha em postos fixos na areia é sobre a falta de informações sobre o destino dos que não forem aprovados na seleção para a aquisição de novas tendas. “ O que vai acontecer com estas pessoas, vão viver de que? É fato que da maneira que a justiça determinou não vai haver espaço para todo mundo. Esse povo vai viver de que? Qual a alternativa que o município apresentou? Nenhuma”  continuou Marreta que atualmente emprega quatro garçons.

Quem não obedecer a determinação municipal terá o equipamento apreendido pela Secretaria Municipal da Ordem Pública (Semop). Segundo o município, as medições e preparativos para instalação das 200 tendas autorizadas começam hoje e no próximo dia 7 os novos credenciados podem começar a explorar o comércio na região. Além de seguir as exigências judiciais e municipais de padronização e ordenamento, os novos comerciantes não poderão preparar alimentos na areia, utilizar botijões e fogareiros no local. Eles também ficarão responsáveis por todo o lixo produzido em seus locais de atuação. Ainda de acordo com a prefeitura, as regras estipuladas para a nova orla serão fiscalizadas por guardas municipais e agentes da Semop.

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