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Terreiro em Salvador se inspira no Benin para realizar ato religioso

Publicada em 16/12/2013 09:50:25

Uma cerimônia cheia de alegria e que reafirma a religiosidade e a tolerância. Com esse pensamento o Terreiro Vodun Zo, da Nação Vodun Savalu, dirigido por Doté Amilton Costa, realizou um ‘Agabasa’ – semelhante ao batismo católico – primeiro que até então se tem notícia dentro de um terreiro de candomblé no país.

O ritual, cheio de simbolismo, foi a concretização do sonho de Leonel Monteiro, 44 anos, e Sandra Monteiro, 35 anos, pais da pequena Adunni, de sete anos.  Ele, presidente da Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro-Amerindia, AFA, e Ogan de Osanhe e filho de Oxossi no Ilê Axé Oxumarê, e a esposa, iniciada de Oxaguiyan no Ilê Axé Araka Togun, tiveram na religião afro o ponto de partida para a história de amor que gerou a menina.

Segundo Leonel, como candomblecistas convictos, eles entenderam que a realização do ritual dentro do candomblé ia muito além que uma simples opção, mas um ato de amor e respeito às origens, tradições e aos Vodun. “Com isso estamos dizendo não ao racismo, não à discriminação e a opressão. Optamos por realizar este ato de ‘Agabasa’ no Terreiro Kwe Vodun Zô, de Nação Vodun Savalu, dirigido por Doté Amilton Sacramento, pois sendo este iniciado de “Sogbo” e a nossa filha Adùnni, iniciada de Airá, há toda uma relação de mesmo fundamento do Vodun (Orixá)”, revela.

A cerimônia teve o salão do terreiro lotado. Entre os padrinhos, o chefe de gabinete da Prefeitura de Salvador, João Roma, e a chefe da Codesal, Maria Luiza Oliveira da Silva. Também estiveram presentes o secretário de Promoção Social Mauricio Trindade.

Leonel Monteiro também faz algumas observações quanto a escolha do terreiro para a cerimônia. “Além disto o Terreiro, fundado há mais de 50 anos, tem toda tradição fincada no Culto aos Vodun na linhagem do Savalu, o que é muito raro. Vale destacar que o Doté Amilton, além de todo o seu conhecimento, também manteve contato com Africanos, do Benin, que o orientaram a cerca de todo o ritual que envolve o batismo no Candomblé.  Esse é o primeiro ‘Agabasa’, que temos notícias, realizado num Templo Afro-Religioso”.

Segundo Doté Amilton Costa, o ‘Agabasa’, ou batismo, é renovado a cada obrigação. “A cabeça é o caminho. Há elementos que se utilizam como a água, que é considerado sagrado. Somos gerados numa bolsa d’água, sem ela não há vida. Há ainda o Obi, fruto sagrado essencial na cerimônia. Entrei em contato com amigos meus africanos que estão na região do Benim e eles me orientaram para fazer essa cerimônia”, explica.   

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