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Brasil / Entrevistas

Infiltrações em "rolezinhos" estão deixando participantes preocupados

por
Portal EBC
Publicada em 17/01/2014 19:20:04
Foto: Facebook/Reprodução
MC Luucas e MC Danadinho
MC Luucas e MC Danadinho

A repórter Thaís Antônio, da Radioagência Nacional, entrevistou Daniel de Souza, o MC Danadinho, e Lucas Jardilino, o MC Luucas da Capital, que participaram dos últimos rolezinhos que aconteceram em São Paulo e que acabaram em tumulto devido ao confronto com a polícia do local.

Entre as reclamações das administrações dos Shoppings, está o risco de roubo e danos ao espaço. Lucas reconhece que há pessoas se que misturam ao grupo, mas afirma que esses não fazem parte da ideia inicial dos rolezinhos. "o foco do rolezinho era tirar fotos, conhecer gente nova. Como todo lugar, tem a semente ruim e acabou tendo essa repercussão".

Em uma conversa sincera com a repórter, os dois contam como surgiu o rolezinho e relatam preocupados com o futuro dos encontros. Confira na entrevista abaixo:

EBC: Como começaram os rolezinhos?
MC Danadinho: n
ós queriamos curtir, encontrar pessoas novas que só conheciamos pelo WhatsApp, pelo Facebook... Antes do Rolezinho tinha o encontro de admiradores, dos famosinhos das redes sociais. Eles marcavam o encontro e se reuniam no Shopping.

E: Mas por quê nos shoppings?
D: 
Ah, é o único lugar quetodo mundo conhece e é público.

EBC: O que acontecia nos encontros de admiradores?
D: 
Tiravam fotos, davam presentes, abraços, e conhecíamos pessoas novas. A gente mandava rima na hora e o pessoal parava para escutar.

EBC: E depois, com os rolezinhos?
D: 
Começou a juntar os caras que fazem baderna. Passou na televisão e veio gente de longe para tumultuar. Por causa de uns, todos pagam pelos que tumultuam, inclusive os que vão só para curtir. Antes, não tinha confusão.

E: O que virou o rolezinho depois dessas notícias de tumulto?
D:
 Acho que o rolezinho nem vai mais acontecer. Já os encontros admiradores, sim, mas em outros lugares. O povo do Facebook vai acabar descobrindo uma praça, ou um lugar grande que não tem problema, que não tenham nada para ser roubado.

E: E como vocês reagem a essa repercussão?
D: 
É da hora, mas ao mesmo tempo, a gente fica assustado com os policiais achando que os jovens estão indo para tumultuar. Mas a gente vai pra conhecer pessoas novas. Nós vamos para nos divertir e não para sair correndo a base de spray de pimenta, fugindo de bomba.

E: E o lance da música?
D: 
Os rolezinhos são mais voltados pros funkeiros, aí nós mandamos as rimas, e todo mundo fica parando, tirando foto, querendo conhecer o nosso trabalho.

E: Vocês podem fazer uma agora com o tema do rolezinho?
D: 
Sim, faz ae, Lucas: 

E: Lucas, aproveitando, qual era a ideia inicial do rolezinho pra você?
Lucas:  
O foco era tirar fotos, conhecer gente nova. Como todo lugar, tem a semente ruim e acabou tendo essa repercussão. Aí tem gente que não quer se esforçar e não quer trabalhar e aproveita aquela oportunidade para roubar, para tumultuar, mas as pessoas esquecem que ali tem pai e mae de familia lutando pelo sustento. E esses rolezinhos com confusão acabam atrapalhando.

E:: E a sua opinião para esses encontros?
L: 
Para quem não sabe o que significa, o principal do rolezinho foi pra conhecer gente, divulgar nosso trabalho e ter novos fãs. Não tem nada a ver com roubar, fazer arrastao..Isso é coisa de um grupo pequeno de adolescentes que vai pra tumultuar e se aproveitar do tumulto. Aí, a gente pede pro pessoal que, em vez de criticar, entender que todo lugar tem uma semente ruim.

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