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Pedro Oliveira

Coluna do dia 24/09/2016

Publicada em 26/09/2016 12:28:52

Petista faz grande comício em Valilândia de Valente

O prefeito Ismael Ferreira (PT), candidato a reeleição, e seu vice Timótio de Almeida (PSD), vem com tudo na reta final da campanha eleitoral. Nesta sexta-feira, ele fez comício na comunidade da Valilândia, domingo vai a Tanquinho e na próxima quinta-feira, faz o último ato com grande comício na sede de Valente com toda a comunidade. Ismael Ferreira vai à disputa pela reeleição, aliado ao PCdoB, PSB, PP, PT e PSD, e o apoio de 18 candidatos a vereador, dos quais três com mandato, na coligação Pra Valente Continuar Avançando.  “A administração avançou muito em Valente e queremos continuar nosso trabalho”, enfatizou. Ele diz que sua principal plataforma é apresentar aos valentenses o trabalho que foi feito e que ele quer dar continuidade. “Fizemos muito e quero fazer muito mais. Por exemplo, na Saúde, implantamos o parto normal, a máquina de raio X e equipamos o hospital com enfermaria com ar condicionado. Agora, quero colocar os partos programados e pequenas cirurgias, e ampliar o transporte para pacientes e agentes de saúde”, afirmou.

Ismael destaca ações em comício

Ismael lembra que foram ações em diversas áreas. Na infraestrutura, limpou e abriu diversas aguadas e cisternas, programa que quer ampliar. Na área da agricultura, quer ampliar a comercialização de produtos da agricultura familiar, agregando valor. “Vamos também valorizar o social, fazendo com que mais assistência chegue ao morador carente. Na educação, vamos continuar a formação continuada de professores, melhorar mais a estrutura das escolas e investir cada vez mais, para que possamos sempre figurar no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) como os melhores da região. Outra área importante é o esporte, onde iremos ampliar a construção e melhoria das quadras e ginásio de esportes nos bairros”, enfatizou. “E vamos atuar em todas as áreas, Na administração, vamos investir na qualificação e formação profissional, acabar com a perseguição que sempre ocorreu aqui e efetivar o concurso público para complementar as vagas que foram abertas”, disse Ismael. “Tudo isso vamos fazer com a continuidade do trabalho para melhorar a vida em Valente”, concluiu.

Sem tetos lutam por moradia em Ribeira do Pombal

Cerca de 90 famílias de baixa renda sem casa própria, fizeram uma manifestação em frente a uma construção de casas populares inacabadas e abandonadas há mais de seis anos, no bairro do Pombalzinho, em Ribeira do Pombal. As unidades habitacionais começaram a ser construídas em 2010 com recursos federais e intermediação da prefeitura. Os invasores pedem que o Ministério Público e os governos Estadual e Federal se sensibilizem com a situação deles e permitam que concluam as benfeitorias dos imóveis a fim de torná-las habitáveis. Segundo os invasores, o prefeito Ricardo Maia, teria dito, caso se reeleja dia 2 de outubro, que usará a força policial para expulsar todas as famílias que ocuparem as moradias. São 87 casas em fase de construção - algumas ainda no alicerce.  “Todos aqui são trabalhadores, pais e mães de família. A gente viu nestas casas abandonadas a oportunidade de termos nossa casa própria. Não estamos invadindo nada que é de alguém. Esta é uma obra do governo federal que está abandonada, um verdadeiro desperdício do dinheiro público. Agora que nós invadimos e começamos a construir foi que apareceram representantes da prefeitura, nos amedrontando” disse William dos Santos, 29 anos, pedreiro, casado e com um filho.

Desperdício de dinheiro público

As histórias em torno do conjunto são as mais diversas. Sabe-se que são recursos federais, com interveniência do município, e que teriam sido entregues a uma construtora de Feira de Santana que terminou falindo e não deu andamento as obras. O certo é que são casas do programa de habitação popular e que seriam doadas a famílias de baixa renda, sem condições de pagar a prestação social. Porém, nada foi adiante. “Essas não tem dono. E nós, como sequer temos chance de sermos cadastrados, invadimos. Não tomamos nada de ninguém. Agora, o prefeito já avisou que, passadas as eleições, vai vir e tirar todo mundo. Para onde vamos se o que tínhamos, está investido aqui?”, disse William. Algumas casas já estão em ponto de colocar a madeira do telhado. Poucas ainda estão na fundação e todos trabalham em sistema de mutirão.

Casas abandonadas, uma oportunidade de vida digna

 A dona de casa Raimunda Nascimento, viúva, quatro filhos, disse que só duas crianças recebem pensão. As outras duas não foram registradas. “Vim para cá porque as pessoas estavam me ajudando a construir um teto para minha família. Se me expulsarem, para onde vou com meus filhos? Vi nessas casas uma oportunidade de vida digna. O que ganho nem dá pra viver. Ontem, dei chá para meus filhos irem para a escola. Ninguém ajuda e ninguém dá assistência. Para ter uma vida melhor, minha esperança está em ter essa casa”, contou Raimunda. As histórias de sofrimento, lutas, abandono, rejeição e desesperança são semelhantes. São 87 famílias que querem apenas o direito a uma casa e estão numa área que o poder público abandonou há seis anos.  “Ninguém nos ouve, nem nos dá atenção. Aqui, nem agente de saúde passa porque somos considerados indigentes. Só queremos o direito de concluir a construção das casas e dar dignidade as nossas famílias”, concluiu a doméstica Rosiene Marques Gomes, 44 anos e quatro filhos, pedindo as autoridades competentes que intercedam a favor dos sem tetos.

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