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Brasil

Apresentadora de TV diz que índio deve morrer de malária

Jornalista da TV Record de Goiás não gostou do samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense que faz críticas ao agronegócio

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Publicada em 11/01/2017 19:16:19
Foto: Reprodução/Facebook
Nas redes sociais, Cahê Rodrigues postou fotografias durante suas visitas a aldeias indígenas

A jornalista da TV Record Fabélia Oliveira, à frente do programa “Sucesso no Campo”,  fez duras críticas ao samba-enredo da escola Imperatriz Leopoldinense para o Carnaval de 2017. A apresentadora ficou revoltada com o tema "Xingu, o clamor que vem da floresta", criado para homenagear os indígenas e a luta diária para preservação da floresta e da cultura, além de criticar o modelo do agronegócio. 

“O índio luta pela sua terra, da Imperatriz vem o seu grito de guerra! Salve o verde do Xingu”, diz o samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense. Em outro trecho, a música fala sobre a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte e a desapropriação de terras dos índios. “O belo monstro rouba as terras dos seus filhos”.

Para Fabélia, os produtores rurais são os verdadeiros heróis e merecem ser homenageados. "Eles que trabalham de sol a sol para alimentar a população. Que conhecimento eles (os autores do samba) têm para falar do homem do campo? Para falar do índio, da floresta?”, disse. 

A letra foi criada pelo carnavalesco Cahê Rodrigues, 40, que trabalha há 5 anos com a escola e estudou um ano sobre a cultura indígena. De acordo com a apresentadora, os índios estão certos em preservar a cultura, desde que sejam "originais e não façam uso da tecnologia". 

"Se ele quer preservar a cultura ele não pode ter acesso à tecnologia que nós temos. Ele não pode comer de geladeira, tomar banho de chuveiro e tomar remédios químicos. Porque há um controle populacional natural. Ele vai ter que morrer de malária, de tétano, do parto. É… a natureza. Vai tratar da medicina do pajé, do cacique, que eles tinham", falou.

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