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Cidade

Mercado de seminovos aquecido

Setor de veículos usados comemora acréscimo de 33% entre novembro e dezembro

por
Yuri Abreu
Publicada em 11/01/2017 09:37:47

Um dos poucos setores a não sentir os efeitos da crise econômica que assola o país, o segmento de veículos seminovos praticamente manteve a estabilidade nas vendas em comparação a 2015, segundo a Associação dos Revendedores Independentes de Veículos da Bahia (Assoveba), que conta com quase 200 lojas associadas na capital baiana. Apesar da leve queda de 0,4% ao longo do ano – contra quase 27% de baixa na venda de novos, segundo dados da Fenabrave –, o setor comemora o acréscimo de 33% nas vendas de carros usados entre novembro e dezembro de 2016.

“Normalmente é um período em que as vendas crescem, já que muita gente tem acesso ao 13º salário e pensa em trocar de carro”, afirmou o vice-presidente da Assoveba, Paulo César Mascarenhas. Como forma de estimular a atração de um público maior, ele afirma que constantemente são feitas ações de vendas em feirões. Ainda de acordo com ele, a estimativa é a de que tenham sido vendidas 30 mil unidades em todo o estado no ano passado.

Dentre os modelos mais procurados, estão aqueles cuja faixa de preço varia entre R$ 20 mil e R$ 30 mil, quilometragem baixa, com a maioria dos opcionais (ar condicionado, direção, vidros e travas elétricas) e de modelos como Onix, Palio e HB20. Para se ter uma ideia, de acordo com Mascarenhas, a diferença de preço entre um veículo usado e um novo pode chegar a até 25%, a depender do exemplar. Com relação ao tempo de uso, os carros preferidos têm de ter, no máximo, três anos de utilidade.

“Os compradores visam as garantias dadas pelas fábricas que podem chegar a esse período. Quanto aos opcionais, é muito mais prático comprar um usado com todos os itens já inclusos, do que um zero com poucas opções. Muitos já vem com banco de couro e kit multimídia, por exemplo”, ressaltou o vice-presidente da Assoveba.

FACILIDADES
Nas revendedoras, que celebram o fato de não serem tão atingidas pela crise, a gama de facilidades aos consumidores variam desde o financiamento, entradas no cartão, passando pela redução de parcelas, emplacamento, transferência, até chegar ao IPVA e o sensor de ré. “Podemos dizer que o setor se pagou. Não tivemos ganho de capital, mas conseguimos pagar as contas. Mesmo com a crise, fomos bem”, disse Roque Barreto, sócio-gerente da revendedora Paraíso do Automóvel, que fica na Avenida Bonocô.

Por lá, que é uma das quatro lojas da empresa, foram vendidas 200 unidades de veículos por mês ao longo de 2016. Além do preço, os representantes do setor apontam algumas vantagens em realizar uma aquisição de um carro seminovo. “O veículo já vem ‘amaciado’, não sendo necessária a realização de testes como no caso de um carro novo, mas é importante que o cliente faça uma breve pesquisa antes de comprar o carro em qualquer loja física, buscando saber procedência e boas referências”, comentou Paulo César Mascarenhas.

Para 2017, a expectativa do setor é a de que as vendas possam ser melhores do que foram em 2016. Funcionária de uma revendedora que fica na região do Dois Leões, Viviane Santos espera bater a meta mensal de quase 30 carros vendidos por mês, chegando próximo aos 40, dois anos atrás. Já para Roque Barreto, tudo vai depender das ações do governo para a economia. “Eles precisam fazer algo para motivar a economia. Um ideia seria a redução dos juros e, assim, as vendas aquecerem. Mas, se ficar do jeito que está, em banho Maria, nada vai mudar”, apontou.

Dicas na hora da compra

Com o preço dos veículos novos cada vez mais altos, para muitos brasileiros a opção se tornou, de fato, a escolha por um seminovo. Mas, mesmo diante de tantas vantagens, o interessante é ficar de olho em algumas dicas para não tornar uma compra tão desejada em uma futura dor de cabeça. Dentre os pontos citados, de acordo com especialistas no assunto, vale checar se o carro tem algum tipo de pendência como multas ou débitos em aberto, além de ver se possuem uma chave reserva. Confira alguma delas:

·    Na hora de ir à revendedora, estar acompanhado de um mecânico de confiança.
·    No momento da compra, ver itens como extintor de incêndio, chave de roda e as condições do estepe.
·    Ao entrar no carro, ligá-lo em marcha lenta e verificar os níveis de ruído na cabine e de vibração do volante.
·    Verificar alinhamento de portas, capô, porta malas e irregularidades na pintura para descobrir se o caro foi batido.
·    Para verificar se existem pendências jurídicas, uma ideia é entrar nos sites do Detran ou da Prefeitura para verificar se existem débitos.
 

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