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Opinião

De volta ao passado

O autor é jornalista

por
Adilson Fônseca
Publicada em 15/03/2017 07:16:59

Em um País em que o goleiro Bruno, aquele mesmo que foi condenado por ter assassinado a companheira, e, depois de esquartejá-la, escondeu o seu corpo com a ajuda de comparsas, é solto e recebido com selfies pelo povo, com direito a emprego em um time de futebol da Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, não é de estranhar que existam ainda brasileiros que queiram de volta o ex-presidente Lula.

Depois de 13 anos de um governo populista, que resultou no maior descalabro econômico e político da história do país, que foi o principal artífice do desmonte e quebra da maior empresa brasileira, a Petrobras, o ex-presidente, esse mesmo que é réu em cinco processos, incluindo quatro da Lava Jato, já faz campanha para a eleição presidencial de 2018.

O mais inusitado num País, que a cada dia transforma seus valores éticos morais é que ele é um dos favoritos. É o mesmo ex-presidente que admitiu, na época do Mensalão, que tinha sido traído pelos companheiros e pedia desculpas pelos erros, mas que em seguida negou tudo. Que antes de ser eleito, quando estava como sindicalista e no PT, foi contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, contra o Plano Real, não apoio a atual Constituição e se posicionou até mesmo contra o quase presidente Tancredo Neves.

Que quando presidente e acuado pelas denúncias do Mensalão e atualmente pelo Petrolão, ante todas as evidências, deixou na rua da amargura antigos companheiros “heróis”, como José Dirceu, Vaccari, Delúbio, Palloci, Genoino e mesmo Delcídio do Amaral. De nada sabia, e de nada fez para se solidarizar nos crimes no qual é também acusado e responde como réu. 

Lula, ao que se comenta, tenta reeditar Tiradentes, comportando-se como mártir, para convulsionar o país. Tiradentes, contudo, tinha um ideal, o de libertação do Brasil ainda sob jugo português. Lula tem como ideal o poder como forma de não ser imputado pelos crimes no qual é acusado.

E por isso mesmo não hesita, aproveitando-se de um fanatismo que beira a histeria, o Lulupetismo, em adotar o mesmo tipo de política de culto personalista que os grandes ditadores, antes e ainda na atualidade, adotaram, como Stalin, Mão Tse Tung , Pol Pot, Fidel Castro, Saddam Hussein e agora o norte coreano,  Kim Jong-woon. 

O messianismo político-eleitoreiro que Lula e seus seguidores adotam, sempre apostou no caos para se manter, valendo-se do fanatismo ideológico ou religioso dos que preferem viver sempre à espera do milagre. E Lula sabe trabalhar isso como poucos, não hesitando em usar os mais torpes artifícios e situações, se vislumbrar possibilidades de ter os seus interesses atendidos, pouco se importando com  os meios utilizados.

Lula e Bruno, cada um no seu quadrado, mas como resultados das novas concepções de valores éticos morais que o País vive, guardam similaridades que espelham, em parte, a realidade do Brasil. Tanto nas manifestações populares na recepção do goleiro, pelo time de Varginha (MG), como na recepção e vigílias que se costumam fazer à cada vez que o ex-presidente tem que responder na Justiça. Coisas do Brasil.

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