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Política

"Fui o único que saiu de campanha com dívida de R$ 11 mi", diz Rui

O petista ressaltou que recebeu menos que o seu oponente em 2014, Paulo Souto (DEM)

por
Guilherme Reis
Publicada em 19/04/2017 07:16:11

O governador Rui Costa (PT) reafirmou, ontem, que está com a consciência tranquila no que se refere a supostos repasses não declarados à sua campanha. Em entrevista coletiva, o petista ressaltou que recebeu menos que o seu oponente em 2014, Paulo Souto (DEM), e que até hoje tem dívida. “Eu fui o único candidato na história que saiu com uma dívida de R$ 11 milhões para o partido pagar. E não foi por falta de gente querendo contribuir. Limitei a minha campanha a contribuições legais, por isso saí com dívida. Sempre fui defensor de um fundo público de campanha”, assinalou.

“Não tenho receio nenhum. Cada atitude que tomo penso no orgulho que tenho dos meus pais e no orgulho que minhas filhas terão. Não perco cinco minutos de sono pensando em coisas erradas que não fiz. A Itaipava doou para Paulo Souto mais do que doou para mim. Olhe todas as prestações de contas das empresas, elas doam aos principais candidatos, de acordo com as pesquisas que vão fazendo. Quando o candidato tem mais chance de ganhar, elas aumentam a contribuição. Como sempre andei em baixa, sempre recebi menos”, prosseguiu, acrescentando que problemas como esse serão solucionados apenas mediante uma reforma política.

“Todas as doações estão declaradas. Precisamos tratar as coisas sem hipocrisia, olhando olho no olho da população. O Brasil precisa ser passado a limpo. A política é necessária no mundo todo, só não é necessária nas ditaduras. Precisamos encontrar o melhor modelo político. Sou a favor de não reinventarmos a roda. Criamos no Brasil 40 partidos políticos, temos 28 na Câmara. Converso com parlamentares de outros países e todos ficam perplexos. Todo mundo é unânime: é ingovernável, é impossível governar com 40 partidos”, avaliou.

Ainda de acordo com Rui, “a maior tarefa é dizer qual o modelo que vai levar o Brasil para frente”. “O povo quer ouvir solução. Tem que ter reforma política. Fazer partido no Brasil virou um grande negócio. Gostaria de ver nas páginas dos grandes jornais qual o modelo de financiamento que vai vigorar em 2018, e o prazo é até setembro. Se nada for feito, teremos o mesmo financiamento que na campanha de 2016”. 

“É prematuro discutir a composição de chapa majoritária”

Questionado sobre o próximo pleito, quando o senador Otto Alencar (PSD) pode se candidatar à sua vice, Rui não descartou a possibilidade. “Poder, pode. Estou sempre opinando. Mas é prematuro discutir a composição de chapa majoritária. Estamos muito longe das eleições, com muita água para correr. Meu foco são as nossas realizações. Se o governador sinalizar pela dispersão de objetivos nesse momento, a gente não faz o que tem de fazer. Minha cabeça está na entrega que precisamos entregar ao povo.

Ninguém sabe o que vai ser de reforma política, a política vive muita falta de previsibilidade”, ponderou. Nesta segunda-feira (17), entretanto, o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Jaques Wagner, deu sinais que o pessedista deve querer renovar o mandato no Congresso Nacional.

Em tom de brincadeira, disse que ele e Otto Alencar (PSD) seriam a dobradinha perfeita para compor a chapa. “Brinquei com ele e disse que lançaria o nome dele, já que ele lançou o meu”, disse, para em seguida mencionar a atual senadora Lídice da Mata (PSB), que também tem a intenção de se reeleger. “Tem outros nomes dentro da base, Lídice. Isso temos que discutir”, acrescentou.

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