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Bahia

Cidades Inteligentes?

por
Leonel Leal Neto e Yasmin Dantas
Publicada em 13/05/2017 08:11:07

A expressiva redução da atividade econômica ocorrida nos últimos meses, e a consequente queda nas receitas municipais, aliado à crise política por que passa o País, têm nos conduzido a uma importante reflexão:que modelo de cidades queremos, e quanto estamos dispostos a pagar pela convivência social e pelos serviços públicos que nos são prestados?

Três pontos merecem atenção para a construção desta resposta. Inicialmente, há que ser pensado qual o papel, e quais as capacidades, do poder público como instância indutora do desenvolvimento neste início do século XXI.

Se, por um lado, não nos parece razoável que ao estado continue sendo atribuída toda a responsabilidade pelo desenvolvimento e inclusão social, também não há indícios de que a sua completa ausência conduza a melhores dias para a população mais carente, ao contrário.  

Em segundo lugar, cabe alertar para a urgente necessidade de repactuação do pacto federativo brasileiro. Não é razoável que as cidades, instância mais próxima do cidadão e, portanto, mais demandada, fique com a menor parte dos tributos que pagamos.
Por fim, há que ser efetuada uma reflexão acerca do protagonismo econômico e político dos municípios.

Ao longo da história mundial das sociedades e dos assentamentos urbanos, as cidades foram a primeira instância implantada. As cidades podem, e devem, assumir crescente papel na construção das suas estratégias de desenvolvimento por meio de novos mecanismos de governança local e de diálogo internacional .

A atuação internacional da cidades tem sido objeto de produtivos encontros entre os mais dinâmicos municípios do mundo, durante suas reuniões periódicas.

Por meio das mais prestigiadas Associações Internacionais de Municípios, como a CGLU, o CIDEU, o ICLEI, a Rede Metropolis, ou a Rede Mercocidades, cada uma com seu foco e com suas prioridades,têm-se buscado a construção de um novo modelo de gestão, menos pesado para a sociedade, com maior capacidade de entrega, e com governança e transparência mais sólidas. 

Em época de crise, sobretudo, a saída para as cidades pode estar na sua internacionalização, iniciativa também conhecida como para diplomacia.Internacionalizar para atrair novos investimentos externos e para que o fluxo de cooperação, tanto entre entes públicos quanto entre instâncias privadas, seja produtivo.

Internacionalizar para que a gestão municipal aprenda a ampliar as entregas à sociedade, com menores gastos. Internacionalizar para que o diálogo com organizações multilaterais seja mais efetivo e resulte em recursos financeiros e em capacitação técnica para os municípios.

Cidades que têm fortalecido as suas iniciativas internacionais já desfrutam dos benefícios concretos das suas ações, com novas empresas instaladas, obras realizadas com recursos externos, e mais visitantes estrangeiros, movimentando a importante cadeia produtiva do turismo.

Mais ainda, muitas cidades de outros países, e também no Brasil, já começam a compartilhar as suas melhores práticas em implementar processos que resultam na redução da burocracia pública, num conceito internacionalmente conhecido como “smartcities”, ou cidades inteligentes. 

Fica, por fim, um questionamento: por que as inovações tecnológicas, que tanto têm influenciado as nossas vidas e as rotinas das empresas em que trabalhamos, com expressiva diminuição dos custos operacionais, ainda não impactaram significativamente as nossas gestões municipais, possibilitando expressiva redução dos custos operacionais, com consequente diminuição dos impostos que pagamos?

Se você acha que o município em que mora deve melhorara sua atuação internacional, tornar-se mais competitivo e menos dependente dos recursos federais, conheça o primeiro Núcleo de Para diplomacia da Bahia, através do site: http://ceeri.org/paradiplomacia.html.

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