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Desemprego cai na RMS e existem 3.229 vagas

  Por Noemi Flores


   A crise atinge algumas empresas que estão demitindo um número considerável de funcionários. Por outro lado, há cerca de 3.229 vagas à espera de trabalhadores tanto no Serviço Municipal de Intermediação de Mão-de-obra (SIMM) como no Serviço de Intermediação para o Trabalho (SineBahia), afirmam os coordenadores dos dois órgãos. No mesmo instante em que estudos da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) apontam que a Região Metropolitana de Salvador reduziu o desemprego, considerado fenômeno para esta época.
   De acordo com o SEI, a taxa que era de 19,8% em dezembro, caiu para atuais 19,4% da População Economicamente Ativa (PEA), baseados em dados fornecidos pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) e pela Secretaria do Trabalho Renda e Esporte do Estado da Bahia (Setre), pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e pela Fundação Seade, órgãos parceiros na pesquisa. A estimativa é de que aproximadamente 354 mil pessoas estão desempregadas, nove mil a menos que em dezembro. A causa desta queda do desemprego foi apontada pela coordenadora de pesquisa do SEI, Vânia Moreira, “decorrente da saída de 8 mil pessoas da população economicamente ativa combinando com a criação de mil ocupações . Neste período do ano a taxa começa aumentar, mas neste ano isto não ocorreu, o que consideramos um fenômeno”, explicou.
   Em relação aos próximos meses, Moreira afirmou que é difícil prever se haverá continuidade deste percentual, mas ressalvou que não estão incluídos somente os empregos informais, comuns nesta época do ano, mas os formais também. Esse resultado foi obtido da redução da PEA em oito mil pessoas, combinada a criação de mil vagas no mercado de trabalho.
   Tanto a taxa de desemprego aberto (pessoas que no período pesquisado realmente procuraram trabalho) quanto o desemprego oculto (inclui os que não procuraram emprego por desalento ou porque exerciam trabalho precário) tiveram reduções, enquanto o aberto caiu de 11,7% para 11,5%, o oculto diminuiu de 8, 2% para 7,8%.
   Em janeiro de 2009 o SIMM captou 2.077 vagas, 27% a mais do que em janeiro de 2008. E inseriu 801 pessoas no mercado de trabalho, ou seja, 2,3% a mais do que o mesmo período do ano passado. Desde março de 2005 até janeiro de 2009 já foram captadas pelo SIMM um total de 79.881 oportunidades de emprego e colocadas no mercado 37.539 pessoas.
   A coordenadora de Recursos Humanos do SIMM, Márcia Brandão, disse que há 329 vagas disponíveis no serviço atualmente o que ela atribui a “nós estamos em uma cidade que o turismo está em alta.
   E também o fato de se necessitar de pessoas para atendimento ao cliente no telemarketing. Houve a cultura de diminuição no tempo de espera, o que gerou a contratação de mais pessoas”, explicou.
   No entanto, muitas destas vagas ficam sem preencher por falta de habilidade dos candidatos lamenta a coordenadora, o que levou o SIMM a investir em oficinas e palestras gratuitas para os candidatos. Nestas oficinas tem curso de dicção, de apresentação de apresentação vocal, matemática e motivação para a função.
   "Os candidatos demonstram que não tem capacidade. Quando vamos, entrevistá-los no final ficam poucos para encaminhar", lamentou, acrescentando que muitos candidatos de telemarketing tem problemas de dicção, o que resulta em um total de 40 pessoas ficam de 8 a 10 selecionados.
   Vagas que exigem candidato bilingue, que domine o idioma fluentemente são dificilmente ocupadas, constatou a coordenadora. “Os candidatos aparecem, mas não dominam com fluência o idioma. O exemplo é esta vaga de coordenador jurídico. As pessoas que se apresentam o currículo é bom, mas é preciso que falem o inglês como falam o português”, destacou Brandão.
   O gerente do Sine, Joviniano Queiroz, está otimista com o número de vagas disponibilizadas para a entrada de março. “Para esta semana temos a expectativa de 2.500 a 3 mil vagas. O mercado está sofrendo uma diminuição de postos, muitas demissões em empresas, mas estamos tentando o contato com empresas que ainda não tinham a parceria com a gente”,
   Na avaliação de Queiroz o mercado como um todo tem sofrido bastante, mas mesmo assim esta busca de empresas parceiras trará vantagens para o serviço e aos trabalhadores desempregados. Ele também reconhece que a maioria das vagas é destinada para operadores de telemarketing, pois só no Sine há 150 vagas, exigência do 2o grau completo e seis meses de experiência, mas há para outros profissionais empacotadores, zeladores, auxiliares de depósito e repositores de mercado.
   Mas Queiroz frisa que estes seis meses de experiência não precisa ser demonstrado na carteira, basta que a pessoa tenha a habilidade para trabalhar em telemarketing, destacou.


  
Remédios ficam 6% mais caros em abril


   Os remédios vão ficar mais caros a partir do próximo mês de abril. O aumento, de até 6%, está baseado no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumulado por um ano e fechado no último dia do mês de fevereiro. A notícia entristeceu o baiano, que já consideram os analgésicos e antitérmicos caros. Conforme pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas o aumento para esses tipos de medicamentos foi de 47,83% em três anos. Índice superior ao da inflação que, no mesmo período, subiu 27,67%.
   O acréscimo de valor acima da inflação para alguns medicamentos tem motivo, apontado por especialistas, baseado no fato de o governo controlar somente o reajuste dos medicamentos de uso contínuo. Por conta disso, fabricantes acabam compensando as perdas nos valores de remédios com preços não controlados.
   Já os medicamentos genéricos, mais baratos do que os patenteados e também o controle de preços, sofreram aumento de 3% desde a última sexta-feira. Neste caso, entram para a lista 20 mil remédios com preços controlados.
   O aumento pode ter impacto expressivo nas contas da família baiana, já que os medicamentos estão entre os principais gastos das famílias brasileiras. Nos lares em que há a presença de idosos o acréscimo pode ser ainda mais preocupante, pois – neste caso – os remédios são o segundo item de maior impacto no orçamento. Para as famílias com renda até R$700, o custo dos remédios também tem grande expressividade na hora de calcular os gastos do mês: Conforme especialistas, para as famílias que ganham entre um e dois salários mínimos a importância dos remédios chega a ser de 4,6%.
   Em Salvador, gerentes de farmácias ainda não confirmam o aumento no preço de alguns medicamentos a partir do mês de abril, porém a questão já preocupa as donas-de-casa. “Aumentos são sempre preocupantes, pois a gente com renda apertada. Então, se uma coisa aumenta – ainda mais remédios que são tão importantes, sem dúvida, o impacto no final do mês é grande”, disse a dona-de-casa Guilhermina Gomes, 47 anos.
   A boa notícia, no entanto, é que cerca de 300 medicamentos de uso contínuo, com tarja preta ou vermelha, poderão ter preços reduzidos em até 11%. A razão é um decreto do governo federal que vai isentar esses remédios dos impostos PIS e Cofins. Para isso, é preciso que as empresas solicitem uma reavaliação à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). (Por Lorena Costa)


  


  


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