|
Feirões de moda feminina podem causar desemprego
As famosas feiras de moda varejista que chegam a Salvador quase que mensalmente e se instalam no Centro de Convenções da Bahia, em salões de hotéis e clubes, estão tirando o emprego de muita gente do segmento de vestuário. De acordo com o Sindicato da Indústria do Vestuário – Sindivest, as cerca de 500 indústrias instaladas em todo o estado estão encontrando dificuldades em manter seus funcionários. Empresários se mobilizam e pedem com urgência às autoridades uma fiscalização e regulamentação das feiras itinerantes que adentram a Bahia e comprometem o comércio local, em sua maioria, obrigado a reduzir o quadro de empregados ao mínimo para não ter de fechar as portas.
“São os goianos que se instalam na capital de maneira precária, contratam mão-de-obra irregular sem ao menos cumprir as exigências trabalhistas previstas em lei. Eles alugam galpões próximos aos centros comerciais mais movimentados em datas importantes (Dia das mães e Natal) que o comércio local poderia ganhar um pouco mais, transformando os shoppings da cidade em verdadeiros desertos. Infelizmente, o Estado não consegue barrar esta prática acredito que de origem ilegal, digo isso porque eles trabalham com preços fora da realidade. Desembarcam na cidade em um ônibus com apenas dez pessoas e entupido de mercadorias. Entendo que esses produtos são frutos de sonegação”, desabafou o presidente do Sindivest, Wiliam Moura.
Segundo informações de representantes do setor, em algumas cidades como Itabuna e Feira de Santana já vigora uma lei municipal que dificulta o livre comércio de feirões de varejo que permanecem nas cidade por mais de uma semana, sem sequer pagar os impostos. Para os empresários baianos a invasão descontrolada das feiras de moda não afetam apenas o comércio varejista, mas vários setores da cadeia produtiva. Segundo Moura, o micro empresário de confecção para permanecer no mercado, tem que ter um produto diferenciado. “Vendo porque fabrico roupas militares, se fosse confecção comum já teria desistido do negócio”, contou.
De acordo com Moura o prejuízo é enorme, pois em mais de 80% do que é consumido na Bahia vem de fora, e o movimento interno que poderia ter uma cadeia forte de produção, gerando milhares de empregos enfrenta realidade contrária.
“Mas a situação atual é inversa, as indústrias do setor fabril baiano têm encontrado dificuldades em se expandir por conta da concorrência predatória que age sem fiscalização”, disse o também empresário, Wiliam Moura.
O pedido de uma atenção maior para a concorrência desleal enfrentada pelo setor de vestuário baiano é feito também pela diretora da Associação Comercial da Bahia e administradora do Bahia Outlet Center, Rosemma Maluf. “A luta do setor é pela regulamentação das feiras que estão acontecendo todo mês. Pedimos uma fiscalização da Secretaria da Fazenda da Delegacia Regional do Trabalho para saber como os funcionários estão sendo contratados, se os direitos trabalhistas deles estão
sendo preservados”, explica Maluf.(Por Maria Rocha)
Shoppings registram queda
Rosemma faz uma crítica também ao Centro de Convenções que, segundo ela, virou um camelódromo e não está atingindo o objetivo que é fomentar o turismo. De acordo com a administradora do Shopping da Cidade Baixa a queda do movimento no shopping cai mais de 50% quando as feiras se instalam em Salvador.
O presidente da Associação Comercial da Bahia, Eduardo Moraes de Castro também afirma sua opinião contrária às instalações desordenadas das feiras que enfraquecem o empresariado local. “A Associação se coloca ao lado dos comerciantes baianos, infelizmente não podemos contar com uma lei municipal que impeça a prática que vem ameaçando o comércio baiano”.
Segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) a ação lesiva dos feirões de varejo, que nada contribuem para a geração de emprego e menos ainda para o desenvolvimento econômico da estado, continua acontecendo livremente sem o mínimo de fiscalização dos órgãos competentes.
Descontente com o prejuízo causado aos mais de 3 mil lojistas associados, a Câmara diz que a situação é mais grave ainda porque a indústria de outros estados tem alto poder de inibição as fábricas e lojistas de outros locais. “A CDL não parou sua luta nem um minuto. Continuamos tentando obter junto aos poderes públicos o apoio necessário e efetivo para coibir essas práticas prejudiciais ao varejo”, a
firma o presidente da CDL, Antoine Tawil.(Por Maria Rocha)
Salões podem ser ninhos de bactérias
Você vai ao salão de beleza com freqüência? Fazer unha e cortar os cabelos parecem procedimentos simples, mas por trás desses “pequenos” processos podem se esconder um ninho de proliferação de bactérias e consequentemente muitas doenças.
Para garantir o bom funcionamento desses estabelecimentos comerciais, além da satisfação e segurança dos clientes, a vigilância sanitária vem realizando constantes inspeções. Unhas, escovas nos cabelos ou depilações, são motivos de análise para os fiscais da central e dos oito distritos, que realizam mais de 230 inspeções por mês, apenas na capital baiana.
“Temos o dever de fazer com que o estabelecimento funcione em perfeito estado e garantir uma certa qualidade no atendimento”, disse o sub-coordenador da vigilância sanitária, Augusto Amorim. Segundo ele, é obrigação legal que os proprietários de salões de beleza, solicitem a licença sanitária.
A partir daí ele recebe um alvará de saúde concedido pelo município. O documento garante que o local está apto para as atividades em que foi inscrito.
Conforme Amorim, caso os responsáveis não cumpram as normas estabelecidas pelo órgão, como uma boa estrutura para o funcionamento, depois da fiscalização, o local pode receber uma notificação com orientações para se adequar e regularizar. Porém, quando apresenta um risco iminente à saúde pública como: presença de lixo ou roedores no local de produção, infiltração, mofo ou manipuladores de alimentos que apresentam doenças transmissíveis, o estabelecimento recebe um auto de infração e a partir daí
é aberto um processo administrativo, podendo pagar uma multa de até R$ 10 mil.
|
|