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Cresce procura por próteses de mama nesta época do ano
Seios fartos e bonitos para o verão. Com a estação do sol às portas, aumenta a procura das mulheres por próteses de mama. “Não faço menos de 10 cirurgias desse tipo por mês. Tem sido as mais procuradas ultimamente”, conta o cirurgião plástico baiano Messias Maciel, que diz que o procedimento é aconselhado para quem tem certeza de que vai se sentir melhor com o próprio corpo se aumentar os seios e para quem quer reparar danos promovidos por retirada da mama ou de parte dela. “Em apenas 15 dias depois da intervenção, a mulher pode voltar a sua rotina”, afirma.
Para o representante comercial baiano Carlos Sampaio, “os seios são o símbolo da feminilidade. Não há nada mais bonito que uma mulher com busto cheio, redondo, que a gente vê pelo decote. Acho que o brasileiro finalmente vai deixar de lado essa tara excessiva por bumbuns”, diz. Tem gente que não concorda. “A bunda jamais será ofuscada pelos seios. Quem é rei não perde a majestade”, discursa o promotor de eventos Caio Henrique Santana, fã confesso de glúteos empinados e torneados.
Opiniões à parte, o fato é que os seios nunca receberam tanta atenção, tanto por parte dos homens quanto das mulheres. Para o cirurgião plástico Messias Maciel, a forma dos seios costuma ser mais importante do que o tamanho para a maior parte das pacientes. Além disso, “a indicação da plástica não depende da idade da mulher, mas da qualidade de sua pele. Mulheres de 20 a 50 anos, com seios grandes ou pequenos, mas pele firme, têm indicação para a cirurgia”, afirma. As de seios caídos, jovens ou de meia-idade, devem se submeter também à retirada de pele. São os casos de ptose mamária (queda das glândulas com excesso de pele), provocados por gestações ou variações de peso.
O tamanho de aumento dos seios depende do tipo físico da mulher, da mama e do desejo da paciente. “Normalmente é uma cirurgia que aumenta muito a auto-estima, com elevado grau de satisfação”, garante o médico. As cirurgias duram em média 50 minutos e, segundo Maciel, não são dolorosas. “No início, a paciente pode sentir alguns incômodos. O tempo de recuperação é de duas semanas dias”, tempo durante o qual deve-se ter o cuidado de não pegar peso, não fazer movimentos bruscos e atividades físicas. Além disso, recomenda-se deitar de barriga para cima durante este período. O retorno às atividades de escritório ou aulas é liberado após
15 dias, dirigir, 21 dias, e fazer musculação depois de 60 dias.
O exemplo de Pitanguy
Para um bom pós-operatório, Messias Maciel recomenda exames prévios e a escolha de um cirurgião credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Segundo ele, o Brasil é um dos países mais desenvolvidos em plásticas mamárias, graças às técnicas criadas e difundidas pelo professor Ivo Pitanguy. Na sua opinião, o desafio atual são as cicatrizes, cada vez menores.
Na área da mama em que a pele é mais fina e há menos gordura, a prótese é colocada sob o músculo, enquanto o resto dela fica sobre o músculo. A incisão pode ser feita ao redor da aréola, sob a aréola ou sob o mamilo. Há algumas contra-indicações.“A principal é a inexistência de patologias nas mamas. Além disso, é necessário que a paciente tenha uma idade apropriada (desenvolvimento completo) e estabilidade emocional. E que conheça a técnica que será aplicada nela”, explica Messias Maciel. E acrescenta: “esse tipo de cirurgia não altera a amamentação nem causa nenhuma patologia”.
A Sociedade Brasileira de Mastologia, Regional Bahia, sob a presidência do Dr. Mauro Assunção, promoverá entre os dias 24 e 30 A Semana Nacional de Incentivo à Saúde Mamária. Uma ação preventiva de combate ao câncer de mama, realizada simultaneamente em todo o país, com o objetivo de prestar esclarecimentos sobre a importância da prevenção. Em Salvador, os Hospitais Aristides Maltez e Santo Antônio apóiam a iniciativa oferecendo atendimento e exames de mamografia durante toda a semana. Na sede do CICAN, além de atendimento especializado, acontecerão palestras didáticas
sobre a importância da prevenção e detecção precoce da doença.
Defensoria fecha posto em Cajazeiras
Os moradores do bairro de Cajazeiras terão de disponibilizar agora tempo e dinheiro para serem atendidos por um defensor público. O núcleo do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) que disponibilizava um posto da Defensoria Pública à população local foi desativado e transferido para outras localidades. A idéia não agradou nem um pouco aos usuários do serviço que vão ter agora de desembolsar dinheiro de transporte e enfrentar a distância até unidades do SAC localizados na Liberdade, Comércio e faculdade de Direito da Ufba.
“Um absurdo um bairro grande desse, não ter um posto da Defensoria. Já precisei das orientações de um defensor e procurei este SAC daqui. Agora, se quiser, terei de procurar pelos postos distantes de minha casa. Sem contar, que agora teremos de disputar senhas com moradores de outros bairros”, reclamou o aposentado, Hermes da Silva, 61 anos, morador de Cajazeiras VI.
Reclamando muito da retirada do posto, a dona-de-casa, Rita de Cássia, 38 anos da Fazenda Grande III, que soube da mudança apenas quando chegou ao SAC, dizia que este era mais um obstáculo imposto para quem não tem recursos suficientes para contratar um advogado. “Agora que vai ficar mais difícil ainda, porque além do dinheiro do transporte, teremos que enfrentar a distância” completou.
A demanda diária do posto de atendimento de Cajazeiras, segundo a sub-gerente da administração do SAC, Adélia Muiños, não era das mais movimentadas, pois tinha dias de registrar apenas 11 atendimentos. “Nossas estatísticas mostram meses em que eram realizados menos de dez atendimentos diários. Um número considerado baixo, comparado aos atendimentos realizados pelo Balcão de Justiça que atende em média mais de 20 pessoas e dar suporte também à serviços antes procurados na Defensoria”, disse Muiños.
A diminuição gradativa da demanda foi também a explicação da coordenadora Cível e de Fazenda Pública, Mônica Aragão da Casa de Acesso à Justiça no Jardim Baiano, unidade que faz em média 300 triagens diárias de segunda à sexta, além dos atendimentos especializados de 17 defensores que atendem cerca de 15 pessoas por dia.
De acordo com ela, o posto de Cajazeiras, não estava tendo um movimento de usuários que justificasse deslocar uma equipe da Defensoria para lá, então, a alternativa encontrada foi oferecer outras opções à população local que antes mesmo da mudança, já procurava atendimento na Casa de Acesso.
Nós até orientávamos sobre a existência de um posto em Cajazeiras, mas eles alegavam que precisavam ir até o Fórum e, portanto, procuravam o posto mais próximo que no caso é este aqui. De acordo com coordenadora, esta foi uma iniciativa da chefia do órgão que ficará por um tempo em análise, e se estiver causando algum transtorno à comunidade, poderá se pensar em outra opção”. Ainda de acordo com Mônica, já é um projeto futuro do órgão, centralizar todos as
especializadas numa estrutura única. (Por Maria Rocha)
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