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Embalagem de agrotóxicos é grande ameaça

   Nos primeiros nove meses do ano, 1.136 toneladas de embalagens de defensivos agrícolas foram destinadas para a reciclagem ou incineração em todo o Estado. O volume recolhido é 6,2% maior em relação ao mesmo período de 2007, quando foram processadas 1.070 toneladas. Somente em setembro, as centrais de recebimento destinaram 85 toneladas de embalagens vazias de produtos fitos-sanitários, o equivalente a 4% do total processado no País. O material é recolhido em sete unidades de recebimento da Agência de Defesa Agrope-cuária da Bahia (Adab).
  O sucesso do sistema de destinação final de embalagens de defensivos agrícolas no Brasil é resultado da união de esforços entre indústria fabricante – representada pelo Instituto Nacional de Processa-mento de Embalagens Vazias (InpEV) –, produtores rurais, canais de distribuição, cooperativas e poder público, que na Bahia é representado pela Adab, pelo Instituto de Meio Ambiente (IMA) e pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh).
  A Adab é a responsável pela execução e fiscalização do programa no Estado. Além dessas atividades, a agência realiza em parceira com o InpEV, ações de educação sanitária, por meio de palestras, seminários e distribuição de material didático. Também auxilia nos trabalhos de recebimento itinerante junto às comunidades de pequenos produtores. O recolhimento itinerante visa beneficiar àqueles produtores que não têm condições de se deslocar às centrais para efetuar a devolução dos vasilha-mes.
  Segundo o secretário da Agricultura, Geraldo Simões, o projeto é o principal responsável pela considerável redução do impacto ambiental na Bahia. “É importante que toda a cadeia produtiva esteja envolvida nesse processo de devolução de embalagens vazias, difundindo os benefícios para o meio ambiente, promovendo a troca de experiências e estimulando a criação de novas unidades de recebimento”, concluiu. A Bahia ocupa o primeiro lugar no ranking de devolução de vasilhames no Norte/Nordeste e o oitavo na classificação nacional.



  
Neologismos da net versus reforma ortográfica


   Há 39 anos existia uma linguagem com gíria, mas poucas, e que não eram misturadas ao texto. Este era mais trabalhado, até porque nesta época, de acordo com o professor de Português e apresentador do programa Aprovado, Jorge Portugal, a comunicação visual estava dando os seus primeiros passos e as pessoas se encontravam mais próximas do livro e do jornal.
  Ninguém se deparava com supressões e modificações de palavras tão comuns hoje nos sites de relacionamentos da internet como Chat, MSN e Orkut, verdadeiros neologismos, em que a palavra sabe (do verbo saber) é escrita pelos jovens çab (contrariando a regra gramatical que diz que não existe palavras iniciadas com c cedilha) e akele ( aquele).
  Afirmam os jovens que é para ser mais rápido ao escrever a palavra, só que tanto uma como a outra só perdeu uma letra e foi acrescentada outra que destoa da escrita ortograficamente correta. Por exemplo, escrevem eh (é), vc (você), fds (fim de semana), bjs (beijos) rsp (responde), rpz (rapaz) e outros.
  As gírias antigas como papo firme (legal de conversa), pra frentex (moderno), chuchu beleza (bo,bonito), diga aí amizade (cumprimento) e outras eram gírias utilizadas pelos jovens da época que hoje contrasta com tô na bruxa (cansado, abafado, sem tempo) oi piva ( diminutivo de pivete), perigas (periguete, moças que dão em cima dos rapazes).
  Segundo Jorge Portugal, “ as gírias ocorrem em qualquer tempo da história da língua”, embora ele faça a ressalva de que os textos eram mais rebuscados “pelo fato de que a comunicação visual estava dando os seus primeiros passos e as pessoas ainda estavam mais próximas do livro, do jornal”.
  Porém, nesta época moderna com a internet na casa de quase toda a população, para o professor os jovens nas dissertações de vestibulares e concursos não utilizam muito, “pois os professores “marcam em cima” para que não se cometam tais modismos e demais oralidades.Entretanto, o texto mais informal já mostra intensa presença do “ internetês”, revelou.
  De 1969 para cá , os brasileiros e países de Lingua Portuguesa enfrentam a segunda reforma Ortográfica. E quem lê a primeira edição da Tribuna da Bahia, vai encontrar palavras com acentos que caíram na Reforma Ortográfica de 1971, como sôbre, conforto, imposto, dêle, boa e tôda .
  Nesta reforma houve a eliminação do trema nos hiatos átonos, bem como a do acento circunflexo diferencial nas letras “e” e “o” da sílaba tônica das palavras homógrafas, de significados diferentes, mas com a mesma grafia, além da extinção do acento circunflexo e do grave em palavras terminadas com “mente” e “z”. Êle passou a ser escrito ele, sómente, somente e bebêzinho, bebezinho.(Por Noemi Flores)



  
Agricultores fazem de Barreiras a capital do oeste


   A cidade de Barreiras, no oeste baiano , virou berço de migrantes na década de 1980 e hoje movimenta agronegócio nacional. E é considerada a capital do oeste baiano. A região atraiu milhares de produtores rurais no início da década de 1980, agricultores que encontraram nesta terra uma oportunidade para crescer.
  A cada amanhecer, o sol revela as belezas da história de uma cidade de 117 anos. Barreiras nasceu às margens do Rio Grande, águas que permitiram o desenvolvimento do pequeno vilarejo através da navegação, e que deram origem a uma economia que começou com o extrativismo da borracha.
  – Inventaram o carro e outros tipos de indústria que precisava de borracha, nos Estados Unidos, e quem tinha borracha? O Brasil. Seringueira na Amazônia, mangabeira aqui – conta a historiadora Ignês Pitta.
  A descoberta atraiu trabalhadores de todo o País. Na década de 1930, Barreiras já contava com uma usina de energia, um aeroporto e uma navegação forte. Mas com o fim do período da borracha, a recessão foi inevitável. Apenas na década de 1970, é que Barreiras voltou a crescer, e dois fatores foram essenciais: a construção das estradas da região e o desenvolvimento de sementes adaptadas ao Cerrado.
  – Como aqui no oeste baiano são grandes áreas de Cerrado, começou a atrair agricultores do Brasil todo, principalmente do Sul e Sudeste, inclusive estrangeiros – adianta Inês.Foi por causa da ousadia de imigrantes vindos do sul e do sudeste do País, para produzir em Barreiras, que a cidade se transformou num pólo agropecuário do oeste da Bahia. Hoje, o município ostenta uma produção bem diversificada, que vai desde a soja e do milho, até o café, o feijão, o algodão.
  O produtor de grãos Celito Breda é um personagem desta história. Natural do município gaúcho de Jacutinga, ele chegou a Barreiras no final dos anos 80.
  – Eu fiz estágio primeiro no oeste do Paraná, como engenheiro agrônomo, e lá conheci um produtor que morava lá e tinha uma fazenda aqui na Bahia. Aí ele me convidou para trabalhar aqui em 1988 e, hoje, faz 20 anos – conta.
  O produtor rural virou proprietário de quatro fazendas no nordeste do País. Hoje investe principalmente em milho e em algodão, culturas que só trouxeram  prosperidade para a vida do agrônomo, que garante não ter arrependimentos por ter deixado a vida no Rio Grande do Sul.
  E ele tem razão. Barreiras é um município promissor. O crescimento da população já é um indicador: passou de 20 mil habitantes, em 1970, para mais de 130 mil nos dias de hoje. A produção agrícola só cresce na cidade, onde são produzidas mais de 400 mil toneladas de soja e 120 mil toneladas de algodão. A principal rodovia de escoamento da produção regional, a BR-242, corta Barreiras e faz do local passagem obrigatória de milhares de caminhões.



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