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Bahia estagna. Vitória ganha a hegemonia

   Os dois principais times de futebol baiano praticamente mudaram de papéis nos últimos 39 anos. O Bahia, então detentor da hegemonia estadual, está há seis anos sem conquistar um título sequer. Já o Vitória, que tinha a fama de ser vice em todas as competições que disputava, é o único time da Bahia presente na Série A do Campeonato Brasileiro e ganhou sete dos últimos dez campeonatos estaduais disputados.
  Esses 39 anos foram marcados pela hegemonia da dupla Ba-Vi no futebol estadual. De 1969 até hoje, apenas por duas vezes o campeão baiano não foi Bahia ou Vitória. No ano de fundação da Tribuna da Bahia, quem levantou o troféu foi o Fluminense de Feira de Santana.
  Depois disso, passaram-se 36 anos até que, em 2006, o Colo-Colo, de Ilhéus, surpreendesse o Vitória dentro do Barradão e conquistasse pela primeira vez o título. Fora estes dois anos, o que se viu no futebol baiano foi completo domínio de rubro-negros e tricolores. Apesar de sua administração ter parado no tempo e o time ficado para trás nas últimas décadas, o Bahia conquistou maior número de títulos que o principal rival no período. Por 22 vezes, o grito de “é campeão” foi da torcida tricolor. Inclusive com a inédita e, até hoje única, marca de heptacampeão baiano. Feito alcançado entre os anos de 1973 e 1979.
  Já o Vitória, venceu o Campeonato Baiano em 16 oportunidades. As conquistas rubro-negras aconteceram, em sua maioria, depois da década de 90, quando o clube passou a contar com o Barradão, se profissionalizou e passou a ter a hegemonia do esporte no Estado.
  A inversão de valores acontecida entre Bahia e Vitória no Campeonato Baiano também pôde ser observada no âmbito nacional. O Bahia, time de expressão e respeitado em todo o País, foi perdendo seu espaço aos poucos, enquanto que o Vitória, preocupado mais com sua estrutura e com a profissionalização, hoje disputa uma vaga na Taça Libertadores da América.
  Mas, nesses 39 anos, a única torcida baiana que pôde comemorar um título nacional foi a do Bahia. Com a força de seus torcedores, o time chegou à decisão do Campeonato Brasileiro de 1988, disputada somente no começo do ano seguinte contra o Internacional.
  Com um time formado basicamente por garotos revelados na Bahia, o tricolor venceu o primeiro jogo, na Fonte Nova, de virada por 2 a 1, com dois gols de Bobô.
  Na partida de volta, muita catimba e provocação. Apesar de toda a pressão, com direito a macumba na porta do vestiário tricolor, o zero não saiu do placar. O empate ao final dos 90 minutos garantiu, em solo gaúcho, o bicampeonato brasileiro do Esporte Clube Bahia. Já o Vitória não ficou tão atrás. Também com um time formado com pratas-da-casa, o rubro-negro iniciou seu crescimento com um vice-campeonato brasileiro. Foi em 1993, que, superando times como Flamengo, Santos e Corinthians, o Vitória chegou à decisão. A juventude baiana, no entanto, não conseguiu superar o Palmeiras. Na Fonte Nova revestida de vermelho e preto, 1 a 0 para os paulistas. A final, em São Paulo, foi vencida mais uma vez pelo Palmeiras. O placar de 2 a 0 sofrido em campo, abalou a torcida baiana, mas pode ser entendido como pontapé inicial para o crescimento do Leão da Barra nas últimas duas décadas.
  Dois mil e cinco foi um ano para ser esquecido pelo futebol baiano. As duas principais equipes do Estado, Bahia e Vitória, disputavam a Série B do Campeonato Brasileiro. Mal administradas, com problemas financeiros e jogadores limitados, os dois times não resistiram à 2ª Divisão e foram rebaixados para a Série C, o porão do futebol nacional. A queda fez com que o Vitória mudasse completamente seu modelo administrativo. Melhor estruturado, o rubro-negro aprendeu com os tropeços e em apenas dois anos retornou para a elite do futebol nacional. Já o Bahia, manteve sua estrutura e ainda está sofrendo para reerguer-se. (Por Raphael Carneiro)

  
Empresas que fazem sucesso vencendo o tempo

   Qualidade no serviço prestado, manter o nível do produto e a excelência no atendimento ao cliente são apontados por proprietários de experiência secular como um dos segredos de sucesso para atrair o público consumidor. Mas só isso não basta em meio às crises que surgem no comércio que vão desde problemas internos financeiros causados por péssima administração até influências externas do mercado, a inflação, a oscilação da Bolsa de Valores e por aí vai. Somente quem tem habilidade para enfrentar os obstáculos do comércio consegue sustentar o negócio por muito tempo.
  A loja de instrumentos musicais, a Primavera, a mais velhinha de todos os entrevistados para elaboração desta matéria tem nada mais, nada menos que 132 anos de existência.
  A primeira loja de instrumentos musicais a ser instalada em Salvador tem muito mais do que experiência, referência e tradição. “Passamos por várias crises e creditamos ter a superação de cada uma delas na perseverança e na insistência como a chave do segredo”, disse a proprietária Maria de Fátima Rivas.
  Hoje em dia é muito mais difícil, segundo Rivas que é neta do dono anterior. “A loja foi aberta pelo padrinho de meu pai e como não tinha filhos passou para meu pai que começou a trabalhar aos 14 anos e nessa época tudo era mais fácil.
  Como nós éramos a primeira loja da cidade, não tinha concorrência, todos os artistas compravam na nossa mão. Raul Seixas, Pepeu Gomes, Luiz Caldas, Chiclete com Banana, Osmar, criador da guitarra baiana. Hoje, tem muitas lojas de instrumentos musicais e as grandes bandas compram fora. Quem compra em Salvador são bandas pequenas ou iniciantes”.
  Mas não basta driblar a concorrência e os percalços da economia, segundo Maria de Fátima. “O atendimento é imprescindível. Servir bem o cliente, auxiliar na hora da compra faz toda a diferença. Outro detalhe é a quem é entregue o estabelecimento para dar continuidade. É preciso gostar da coisa, ter afinidade. Caso contrário, o negócio pode cair no vermelho e ir à falência. Por exemplo, eu comecei a vir parar no tempo e o time ficado para trás nas últimas décadas, o Bahia conquistou maior número de títulos que o principal rival no período. Por 22 vezes, o grito de “é campeão” foi da torcida tricolor. Inclusive com a inédita e, até hoje única, marca de heptacampeão baiano. Feito alcançado entre os anos de 1973 e 1979.
  Já o Vitória, venceu o Campeonato Baiano em 16 oportunidades. As conquistas rubro-negras aconteceram, em sua maioria, depois da década de 90, quando o clube passou a contar com o Barradão, se profissionalizou e passou a ter a hegemonia do esporte no Estado.
  A inversão de valores acontecida entre Bahia e Vitória no Campeonato Baiano também pôde ser observada no âmbito nacional. O Bahia, time de expressão e respeitado em todo o País, foi perdendo seu espaço aos poucos, enquanto que o Vitória, preocupado mais com sua estrutura e com a profissionalização, hoje disputa uma vaga na Taça Libertadores da América.
  Mas, nesses 39 anos, a única torcida baiana que pôde comemorar um título nacional foi a do Bahia. Com a força de seus torcedores, o time chegou à decisãcá aos 13 anos e gostava.
  Meu filho também adolescente por enquanto não demonstrou interesse. Chamo ele pra vir e nada. Já meu sobrinho parece mais interessado, quer vir, procura saber quanto faturou. Acho que gostar de ter uma loja é essencial para o negócio continuar dando certo”.
  O atual proprietário da Cubana, primeira sorveteria a chegar a Salvador, Marcos Porto Bouzas, lembrou de outros elementos indispensáveis. “O atendimento tem que ser excelente e produto tem que ter qualidade, mais ainda manter a qualidade para segurar a freguesia e, além disso, inovar. Na Cubana tem sorvete de iogurte com cereja italiana, chamado de Amarina. Essa cereja é silvestre, fruta nativa que dá no mato. Viajo para outras cidades para conhecer novos sabores e trazer novidades.
  Ter uma diversidade de sabores, dar opção de escolha ao cliente. Acho que o grande segredo é perpetuar em busca de inovações para o negócio não mornar”.
  Ainda falando de inovação, Marcos Porto faz mais uma ponderação. “Passamos a agregar outros produtos, pois o sorvete tem uma sazonalidade. Para não ter uma queda nos lucros durante o inverno que é um período de baixo consumo colocamos salgados, doces, outras iguarias. É que nem padaria. Hoje em dia ninguém vende só pão, faz lanches, vende bolos, doces”.
  Na lista de dicas e recomendações dos proprietários de estabelecimentos consolidados, uma recomendação de quem está no ramo há 99 anos, o proprietário da Casa Adornativa, Heriberto Bacelar.
  “Trabalhar com recursos próprios, pagar à vista e evitar fazer financiamento para não cair no vermelho. Banco para mim é só para fazer depósito, no máximo investir em ações de renda fixa que não sofrem variações. Não usar crediário, financiamento principalmente, pois os juros são lá em cima e acabam desequilibrando a empresa”. (Por Odilia Martins)

  
Malha viária do semi-árido será transformada

   O semi-árido baiano está prestes a passar por uma significativa transformação em toda a sua infra-estrutura. Somente este ano, o governo estadual já autorizou ações de melhoria e conservação de sete trechos, em sete estradas da região. Serão ainda elaborados projetos e executadas obras de recuperação e alargamento de cinco pontes na BA-220 no trecho Monte Santo-Euclides da Cunha.
  Todas estas ações vão beneficiar 1,3 milhão de baianos em 51 municípios da região Nordeste da Bahia e dos territórios do Sisal, Itaparica, Sertão do São Francisco e Litoral Norte. Os investimentos da ordem de R$ 387 milhões fazem parte da primeira etapa Nordeste do Programa Terra de Valor, que tem atuações voltadas para garantir melhorias nos indicadores sociais e econômicos do semi-árido baiano – programa lançado esta semana pelo governador Jaques Wagner.
  A iniciativa conjunta entre 19 secretarias e autarquias do Estado representa uma ação planejada do governo que vai garantir ações de infra-estrutura, saúde, educação e segurança para o desenvolvimento das cidades que têm os mais baixos índices de desenvolvimento socioeconômico do Estado.
   “Vamos atuar inicialmente neste programa no acesso do município de Itiúba a Queimadas, com 47 km de extensão. Já iniciamos os trabalhos nos primeiros 15 km do trecho que vai até o povoado de Covas”, ressaltou o diretor-geral do Derba, Jorge Tufic Derzi.
  A Seinfra, através do Derba, vai atuar na conservação e melhoria das estradas estaduais localizadas na região dos 51 municípios, além da recuperação e alargamento de cinco pontes na BA 220. Além disso, será realizado todo o trabalho de revitalização e atendimento de energia elétrica a 482 localidades, 6.345 domicílios e 31.725 habitantes beneficiados; instalação de 17 estações rádio-base de telefonia móvel e instalação de 18 estações de retransmissão de TVE.
  “Vamos dotar a área do Programa de infra-estrutura que permita a curto prazo melhorar o seu IDH”, reforçou o secretário estadual de Infra-estrutura, Antonio Carlos Batista Neves. O secretário ressaltou ainda que a Seinfra vai investir no Programa cerca de R$125 milhões.
  Estão sendo conservadas as estradas estaduais na BA 084, trecho Biritinga/BR-110, BA-411, trecho Serrinha / Barrocas, BA-084, trecho BR-235/Cel. João Sá, BA-386, trecho BR-235/Pedro Alexandre, BA 393, trecho Heliópolis/Divisa SE, BA-383, trecho BA-120 /Nordestina e BA-411, trecho Conceição do Coité/Salgadália, onde foram iniciados os serviços de restauração em Tratamento Superficial Duplo (TSD). Serão elaborados também projetos e execução de obras de recuperação e alargamento de cinco pontes na BA-220 no trecho Monte Santo/ Euclides da Cunha.

  
A camisinha resiste e ganha cores e sabores

   Durante anos, homens e mulheres têm procurado métodos seguros, para se proteger das doenças sexualmente transmissíveis ou até mesmo de uma gravidez indesejada. O uso de preservativos, como a camisinha tornou- se o método eficaz e de grande importância para a redução de doenças sexuais.
  Devido a isso, a cada dia aumenta o consumo de camisinha em nossa sociedade. A partir dos anos 80, com o surgimento da Aids, e o avanço da tecnologia os preservativos foram evoluindo suas formas, melhorando a confiabilidade e a durabilidade. Hoje, eles ganharam cores, sabores e tamanhos diferenciados. Tudo isso para proporcionar ao casal prazer e conforto no momento do ato sexual.
  Mas a caminhada não foi fácil. A camisinha ganhou a reprovação da igreja e dos puritanos. Inicialmente conhecida como “Camisa de Vênus”, foi mandada ao inferno pelos conservadores. Uma banda de rock teve a audácia de adotar esse nome e pagou caro. Quase não conseguia divulgação. Na Bahia, apenas a Tribuna da Bahia, sempre na vanguarda, tinha a coragem de divulgar a banda.
   De acordo com a ginecologista Maria do Socorro, a evolução da camisinha se deu a partir do momento em que a sociedade tomou consciência da importância que ela tem na vida de cada um. “As pessoas perceberam que é a forma mais segura de se prevenir das doenças sexualmente trans-missíveis, como a Aids, hepatite entre outras”, ressaltou.
  Mesmo com a grande evolução na qualidade dos preservativos, existem pessoas que não conseguem se adaptar ao uso da camisinha. Como é o caso da enfermeira E., 28 anos. “Tenho alergia ao látex. Toda vez que namoro a camisinha me incomoda. As de sabores são as piores, me deixa com pouca lubrificação, causa vermelhidão, tenho que trocar a todo o momento na hora da relação. Mesmo com todas as dificuldades, não deixo de usá-la. È a maneira mais segura que temos para evitar doenças, ou até mesmo uma gravidez indesejada”, disse.
  O que para alguns é motivo de transtorno, para outros é puro prazer. A estudante P., 23 anos, disse que no momento que vai transar com o namorado prefere os preservativos de sabores. “As camisinhas de morango e menta são maravilhosas. Me deixa mais excitada e me proporciona mais prazer. Foi a melhor coisa que inventaram”, resumiu.
  Ainda de acordo com a médica Maria do Socorro, o uso de preservativos vem evoluindo nos últimos anos, devido às campanhas educativas promovidas por instituições e fundações. “As campanhas publicitárias também têm grande importância na evolução do uso da camisinha, pois atinge um maior número da população. Isso faz com que as pessoas tomem consciência e começam a fazer uso do preservativo na hora do ato sexual”, falou.


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