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Lei Seca leva mulheres para as auto-escolas
Por Alessandra Nascimento
TRIBUNA DA BAHIA
Notícias
Com a entrada em vigor da Lei Seca desde o último dia 20 de junho, as auto-escolas de Salvador têm registrado um fenômeno: o aumento em 30% da procura pelas mulheres para aprenderem a dirigir. O presidente do Sindicato das Auto-Escolas e Centros de Formação de Condutores do Estado da Bahia, Sindauto, Abelardo José da Silva Filho, calcula que o faturamento tenha aumentado 30%, o que representa um lucro liquido de R$ 54 mil no último mês. A situação é nova já que obriga os homens a abrirem mão de um bem valioso, a direção do carro para a companheira. Segundo Rogério Silva, 32 anos, a opção veio da esposa. “Ela procurou a auto-escola para que nossos passeios não ficassem restritos as imediações de casa. Com ela no volante eu posso beber mais sossegado porque sei que minha co-piloto vai me trazer para casa com segurança”, brinca Rogério. Já a esposa, Ana Lúcia, 30, diz que o medo do bafômetro fez com que o maridão permitisse que ela dirigisse o carro da família.
“Ele sempre foi machista e dizia que mulher no volante era um perigo constante, mas agora com a Lei Seca ele precisou rever seu machismo e liberar o carro. Ele prefere que eu dirija a correr o risco de cair numa blitz. De qualquer forma quem saiu no lucro fui eu já que posso me deslocar de carro pelas ruas de Salvador com o Corsa dele”, revela.
O incentivo de Rogério veio em boa hora. Segundo o presidente do Sindauto, antes se registrava a proporção de 80% homens contra 20% de mulheres nos bancos das auto-escolas, mas agora os números apontam por 60% de homens contra 40% de mulheres de uma média mensal de 600 pessoas. “Nós acreditamos que os números continuem a subir. A Lei Seca influenciou muito nos hábitos e sentimos que as mulheres estão procurando mais as auto-escolas até para poder trazer o carro em segurança nas noites de Salvador, quando o casal sai junto para se divertir”, comenta.
Hoje o pacote com direito a 15h de aulas praticas mais 30h de aulas teóricas com o manual custa em média R$ 330. O futuro motorista recorre ao Detran ou a um posto do SAC, onde paga R$ 61,50 e pega o laudo do Renac. A seguir recebe um protocolo direcionando a uma clínica médica credenciada para fazer os exames. O valor custa R$ 111. A seguir é solicitada uma licença de aprendizagem ao futuro condutor. Após as aulas na auto-escola o professor autoriza o teste prático.
A Lei Seca prevê multas de R$ 957,70, além de apreensão do carro e da carteira de habilitação para quem for pego dirigindo depois de ter ingerido bebidas alcoólicas. A radialista Márcia Souza, 33 anos, diz que a legislação serviu como incentivo a ela.
“Meu namorado não abre mão da cervejinha nos finais de semana e eu acho uma excelente oportunidade para aprender a dirigir. Não me incomodo se com isso eu tenha também que levar alguns amigos dele para casa. Como não bebo, vejo isso como uma boa oportunidade para acompanhá-lo e ver o que ele e os amigos fazem quando estão sozinhos. Sei que ficam inibidos na hora de paquerar outras mulheres. Acho que essa lei prestou um bem inestimável, já que de certa forma acabaram os passeios do clube do bolinha. Eles agora precisam das namoradas
para ir para casa e com isso não vão paquerar ninguém às escondidas”, ri.
Inflação desacelera em seis capitais e sobe apenas em BH
A inflação no varejo, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apresentou elevação menos intensa de preços em seis das sete cidades pesquisadas para cálculo do índice. A única cidade a apresentar aceleração de preços, na passagem da primeira para a segunda leitura do indicador no mês, foi Belo Horizonte (de 0,43% para 0,60%).
Segundo a entidade, os preços na cidade de São Paulo perderam força, no âmbito do IPC-S. A inflação na capital paulista subiu 0,36% no índice apurado até a sexta-feira da semana passada (dia 15), em comparação com a alta de 0,51% apurada na leitura anterior do IPC-S, de até 7 de agosto.
Além de São Paulo, outras cinco cidades apresentaram elevação de preços menos intensa, no mesmo período. É o caso de Brasília (de 0,47% para 0,4%); Porto Alegre (de 0,65% para 0,23%); Recife (de 0,38% para 0,32%); Rio de Janeiro (de 0,2% para 0,15%); e Salvador (de 0,65% para 0,52%).
Embora todas as cidades contribuíam para a formação do IPC-S, a inflação na cidade de São Paulo é a de maior peso no cálculo do índice.
Ontem, a FGV informou que a segunda prévia de agosto do indicador também mostrou desaceleração, de 0,44% para 0,34%, na passagem da primeira para a segunda leitura deste mês.
Um dos principais motivos para a desaceleração da inflação é a queda do preço dos alimentos. Estes preços estão caindo há algumas semanas e este movimento é explicado pela forte queda do preço das commodities no exterior. O fato é que o preço de alguns produtos subiram muito com a expectativa de demanda maior e como ativos para especulação financeira.
Esta tendência de alta foi revertida nos últimos dias e o preço dos alimentos despencaram no exterior.
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