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Empregos com carteira assinada chega a 1,5 mi
O número de empregos formais criados nos primeiros sete meses deste ano somou 1,56 milhão, segundo informou ontem o Ministério do Trabalho com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Contra o mesmo período do ano passado, quando foram criadas 1,22 milhão de vagas, o crescimento foi de 27,9%. Somente em julho, foram contratados 203 mil trabalhadores formais - novo recorde para o período.
Além de ser novo recorde histórico para o período de janeiro a julho, superando a marca de 1,23 milhão de empregos com carteira assinada registrados de janeiro a julho de 2004 (recorde anterior), o número também se aproxima dos empregos criados em todo o ano passado (1,61 milhão de empregos com carteira assinada).
O Ministério do Trabalho notou que o crescimento do emprego formal neste ano, frente a 2007, está ligado ao aquecimento da economia brasileira, o que gera maior demanda por produtos e serviços. “Há investimentos muito grandes sendo feitos em setores importantes do Brasil. A demanda continua em alta, mas não há falta de produtos”, avaliou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.
O grande destaque na criação de empregos formais neste ano foi o setor de construção civil, que gerou a abertura de 232 mil vagas formais de janeiro a julho de 2008, contra 116 mil em igual período do ano passado. “Pelo efeito dos financiamentos que estão dando na compra da casa própria e, também, por
causa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), além de eventos privados grandes. A tendência é de continuar forte”, disse Lupi.
Oito bancos podem ser obrigados a devolver as perdas dos planos
Os brasileiros que tinham poupança entre 1989 e 1991 poderão receber mais rapidamente as correções dos planos econômicos Verão, Collor 1 e Collor 2, que confiscaram parte da remuneração da caderneta.
A Defensoria Pública do Estado entrou com ação coletiva contra oito bancos para que eles paguem as perdas a todos os poupadores. Os bancos processados são: Bradesco, Itaú, Unibanco, Santander, Nossa Caixa, HSBC, Real e Banco do Brasil.
Se julgadas procedentes, as ações vão beneficiar todos os poupadores que tinham saldo nas datas devidas. Para isso, eles precisam ter em mãos os extratos comprovando a data de aniversário da poupança. Quem não tiver o documento deve pedi-lo ao banco, que poderá cobrar pela emissão. O prazo para pedir as perdas dos planos econômicos é de 20 anos. Quem tem direito às correções do Plano Verão deve se apressar: a data final é em dezembro deste ano.
Para o Plano Collor 1, o prazo vai até o dia 31 de abril de 2010. Já no Plano Collor 2, os poupadores têm até 31 de janeiro de 2011. A ação da Defensoria pede os índices máximos de correção, e não a diferença entre o que deveria ser aplicado e o que foi efetivamente corrigido.
A Defensoria também pede que os valores sejam acrescidos de juros contratuais, moratórios e correção monetária.
Arrecadação de imposto no ano encosta em R$ 400 bilhões
A arrecadação total de impostos e contribuições federais e de contribuições previdenciárias alcançou R$ 389,633 bilhões nos sete primeiros meses de 2008, em termos nominais. Com a correção pelo IPCA, o montante aumenta para R$ 396,934 bilhões, volume recorde para o período, de acordo com dados que serão divulgados amanhã pela Super Receita. O recolhimento total subiu 11,21% em termos reais, ou seja, também com correção pelo IPCA, frente ao mesmo período de 2007 (R$ 356,93 bilhões). O mês de julho sozinho também teve recorde. A Super Receita arrecadou um total de R$ 61,96 bilhões no mês passado, o maior valor para meses de julho. Essa arrecadação total inclui tanto os impostos e contribuições federais quanto a contribuição previdenciária. Foi o segundo melhor resultado do ano, atrás somente de janeiro, quando foram recolhidos R$ 64,87 bilhões (com correção pelo IPCA). Na comparação com julho do ano passado (R$ 53,605
bilhões, com ajuste pelo IPCA), houve aumento real de 15,59% na arrecadação total. O recolhimento apresentou elevação real de 10,56% perante junho deste ano (R$ 56,042 bilhões, corrigidos). No acumulado do ano, apenas os recolhimentos apurados habitualmente pela antiga Receita Federal com impostos e contribuições somaram R$ 276,791 bilhões no intervalo de janeiro a julho (R$ 282,017 bilhões com correção pelo IPCA), com crescimento real de 9,65% em relação aos sete primeiros meses de 2007 (R$ 256,201 bilhões). As receitas previdenciárias, por sua vez, somaram R$ 97,081 bilhões (R$ 98,888 bilhões atualizados pelo IPCA), com aumento real de 12,44% sobre o mesmo intervalo do ano passado. As demais receitas (principalmente royalties da extração de petróleo) ficaram em R$ 16,029 bilhões a
preços corrigidos, com variação positiva de 36,06% sobre os sete primeiros meses de 2007 (R$ 11,781 bilhões).
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