ASSINE A TRIBUNA Clique aqui           ANUNCIE AQUI! Este espaço é seu           TRIBUNA DA BAHIA O Jornal que faz a diferença           ASSINE A TRIBUNA Clique aqui           ANUNCIE AQUI Este espaço é seu           TRIBUNA DA BAHIA O Jornal que faz a diferença           ASSINE A TRIBUNA Clique aqui
Cidade
Curiosidades
Economia
Esporte
Horóscopo
Lazer
Mundo
Municípios
Saúde
Polícia
Política
Propaganda
Roteiro
Turismo

Conta de Luz - 2ª via
Conta de Água - 2ª via
Consulta de Veículos
C. de Telefone - 2ª via


F@le Conosco
Contactos
Publicidade
Expediente
Mapa do Site
Home | Expediente | Links | E-mail
 


ACM deixa sua marca em quatro décadas


  Por Evandro Matos

Tribuna da Bahia 40 anos

 Foto:Divulgação
   Por estar entre as dez maiores economias do País, mesmo localizando-se na região Nordeste, a Bahia conseguiu ao longo destes quarenta anos se impor perante a economia nacional graças à sua forte atuação política. Goste-se ou não do seu estilo explosivo, foi pelas mãos de Antônio Carlos que o Estado viu o seu crescimento econômico fluir. Pragmático, ACM sempre atuou lado a lado com o governo federal, seja durante o regime militar ou após a redemocratização política do País, em 1985.
  Em 1969, Antônio Carlos Peixoto de Magalhães era prefeito de Salvador nomeado pelos militares. Dois anos depois, em 1971, o então presidente Médici o indicou para o governo da Bahia, quando ele iniciou a maior fase de domínio que um político já exerceu no Estado em toda a sua existência. Nesse período, foram implantados o Pólo Petroquímico de Camaçari e a Caraíba Metais, iniciando o processo de industrialização do Estado e a descentralização da economia nacional.
  Durante as décadas de 70 e meados de 80, além de ACM, apenas Roberto Santos e João Durval ocuparam o governo estadual. Roberto Santos se destacou com as obras dos centros sociais urbanos construídos no interior do Estado. Já João Durval, além de intervenções em Salvador, como a construção do conjunto residencial no bairro de Cajazeiras, também se destacou com a valorização do funcionalismo estadual e a construção de estradas e barragens no interior baiano.



  

Waldir derrota ACM, mas não soube fazer história

   Em 1986, um ano após o último período da ditadura militar, o Brasil passa a viver a fase da redemocratização, voltando à normalidade política. Depois de formar uma ampla aliança com os ex-governadores Luiz Viana Filho, Lomanto Júnior e Jutahy Magalhães, Waldir Pires é eleito governador com uma frente superior a 1,5 milhão de votos sobre Josaphat Marinho, o candidato do então ministro das Comunicações Antônio Carlos Magalhães. Waldir fez um amplo enxugamento da máquina do Estado, decretou a intervenção no Banco do Estado (Baneb), privatizou e fundiu órgãos. Tais medidas contrariaram alguns setores da aliança que o elegeu, além de provocar danos à economia do Estado, como o fechamento de órgãos, aumento da taxa de desemprego e instabilidade do setor produtivo. Para complicar, depois de se destacar como grande líder nacional nos trabalhos da Constituinte de 1988, Ulysses Guimarães saiu candidato à Presidência da República em 1989. Atendendo a um pedido de Ulisses, Waldir Pires deixou o governo da Bahia nas mãos do seu vice, Nilo Coelho, e foi compor a natimorta chapa presidencial. A derrota dos dois foi a senha para ACM dar a volta por cima e retomar o poder estadual.

  
Wagner vence eleições e inicia um novo ciclo

   A última fase desse período de quarenta anos da política baiana é novamente dominada por Antônio Carlos Magalhães. Com a entrega do governo estadual a Nilo Coelho em 1989, Waldir Pires selava a volta triunfal dele ao domínio da política estadual. Eleito em 1990 pelo voto popular, ACM manteve a mesma estratégia de modernização do Estado, revelação de novos quadros na política e economia e passou a exercer cada vez mais uma influência sobre o poder central de Brasília.
  Durante este novo mandato, ACM conseguiu impor um novo ritmo à economia baiana, com um índice de crescimento acima da média nacional. Além da reforma do Centro Histórico e do Teatro Castro Alves, a indústria do axé se transformou num grande filão turístico e o Carnaval de Salvador passou a ser visitado pelo mundo inteiro. Esta mesma política foi adotada pelos governos Paulo Souto e César Borges, que governaram de 1995 a 2006, com participações de Antônio Imbassahy e Otto Alencar. Em 2006, a Bahia experimentou uma nova transformação política em sua história. Com quase 80 anos e em declínio político, ACM viu o seu candidato Paulo Souto ser derrotado já no primeiro turno para o petista Jaques Wagner, que soube unir a fadiga de um poder dominante por uma nova proposta associada aos programas sociais do governo federal.
  Morto em 2007, ACM praticamente levou com ele esta época histórica da política baiana, marcada pelo pragmatismo e pulso forte, mas com um poder de liderança inquestionável e com resultados que não se podem apagar da história. Por fim, a eleição de Wagner abre uma nova era na política estadual, marcada pela modernidade.

Click abaixo para ler mais artigos
ACM deixa sua marca em quatro décadas
Crescem a indústria e a agricultura
Uma equipe experiente e comprometida com a verdade
 COLUNAS
Antônio Larangeira

Empresas

Ivan de Carvalho

Janio Lopo

Tasso Franco

Jolivaldo Freitas

Janete Freitas

Marcos Pinheiro

Michel Teles

JacquesdeBeauvoir

Raio Laser

   

© Todos os direitos reservados a Tribuna da Bahia. Este material não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização.