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Casa Cor mostra conceito de galeria
Tribuna da Bahia 39 anos
Foto:Arquivo
A onda de modernidade embala também o setor de arquitetura e decoração. As novidades estão sendo mostradas até o dia 26 deste mês, no Hotel da Bahia, onde acontece a Casa Cor Bahia 2008. Estreando neste evento, o maior do gênero do Nordeste, os arquitetos Marcos Jucá e Marcos Alan Hora apresentam novidades na concepção de uma Galeria de Arte, onde buscam valorizar a arte da arquitetura, em perfeita harmonia e equilíbrio com as artes plásticas.
A mostra tem parceria com as Galerias de Arte Roberto Alban e Fábio Pena Cal e conta com obras de Frans Krajcberg, Pierre Verger, José Bento, Eliana Kértesz, Floriano Teixeira, Liliane Dardot, Fernando Lucchesi, Maria Tereza Louro, Luiz Áquila, dentre outros.
O projeto foi cuidadosamente elaborado, partindo do conceito de um ambiente aconchegante, convidativo e elegante, com destaque para as obras de arte, sem desprezar elementos arquitetônicos inovadores e modernos.
Foram utilizados materiais diferenciados, assim como o silestone, pedra artificial vermelha que reveste detalhes do piso e da coluna, e o piso de madeira de reflorestamento em vários tons de eucalipto, que inicia no piso e, de forma contínua, finaliza no topo da parede. Papel de parede que remete a uma tela virgem de pintura, pastilhas de vidro na cor branca e sal grosso completam os detalhes de revestimento escolhidos. Destaque para a porta pivotante, com 2,82m de altura, em madeira de lei, com fechadura eletrônica da Kaba do Brasil.
O escritório foi projetado de forma contextualizada, através de uma estante em laca branca com porta de correr espelhada, onde são expostas esculturas e livros de arte. O espaço também é composto por uma mesa com base em alumínio e tampo em vidro preto da Básica Home e cadeiras da Ravad e Atec, que retratam a preocupação com o aspecto ergonômico associado ao design. A iluminação completa o clima de harmonia, buscando valorizar e destacar as peças.
Além deste ambiente, muitos outros atraem a atenção do público e deixam claro que a imaginação dos arquitetos e decoradores baianos não tem limites.
A moda é sempre revisitada em décadas passadas
A moda do final dos anos 60 acompanhou os grandes movimentos juvenis que se desencadearam nesta época, embora muitos estilistas a vejam como uma moda atemporal, de grande glamour e individual, feita sob encomenda e que podia ser usada em todas as épocas bem ao estilo de costureiros baianos como Ney Galvão, Maurício Nonato e Luciano Habib .
De acordo com a especialista em style, consultora de marcas e coordenadora do Projeto Novos Talentos,do Shopping Barra, Tininha Viana, “se formos fazer um paralelo com a moda do final da década de 60, esta de agora é igual. Exatamente agora estamos usando a minissaia e a moda está sempre revisitando os anos 60, 70 e 80”, afirmou.
Em 1969 era época que se falava muito no futuro e hoje se está vivendo o futuro que era comentado nestes anos, a exemplo da internet, celulares e a tecnologia moderna. “1969 é o futuro que se falava e se vive hoje”, disse.
A constatação feita pela estilista é para comprovar que a moda está sempre sendo revisitada nestes anos, porém o que mudou foi a tecnologia. “Por mais que seja revisitada, o tecido muda com a nova tecnologia e não se pode apresentar um tecido tão fiel à época”. Para o estilista Robério Sampaio, designer e estilista da IO, desde então “a moda evoluiu bastante no fim da década era comum se usar os vesti-dinhos arquitetônicos, entrando nos anos hippies”, destacou, concordando com Tini-nha Viana de que os anos 60 eram futuristas. Sampaio lembra que foi nesta década que a inglesa Mary Quant inventou a minissaia, até hoje usada pelas mulheres. Esta época que prosseguiu nos anos 70 para o estilista é encarada como “entramos no movimento da contracultura, o apogeu do rock, o movimento hippie”.
Já na década de 80 foi a era do japonismo, segundo Sampaio “os estilistas japoneses trouxeram uma nova linguagem para a moda, sendo que a partir daí o mundo virou”, comentou. A referência dos anos 90 para o designer não teve uma grande corrente pensante.” Era tudo ao mesmo tempo, coleções com anos reinterpretados como os anos 30 e 40.”
Hoje para ele a moda continua com uma grande evervescência em que todas as tendências podem ser relidas simultaneamente dentro de uma mesma roupa, pois reflete o modo de pensar do mundo atual. “Fica acessível para todos, como se não houvesse só uma corrente e quase todas as tendências coexistem, daí a liberdade para escolher”, explicou.
A moda atual difere das de décadas passadas, onde existia um padrão dominante, de acordo com Sampaio. “Hoje as referências são as estrelas da música, da televisão e do cinema, sendo o padrão o da multiplicidade”,
destacou (Por Noemi Flores)
Olhar atemporal é o grande segredo
A estilista Luciana Galeão, do ateliê que leva o mesmo nome, se refere a moda do final dos anos 60 como a “de grandes roupas mais charmosas”, desenhadas por nomes ilustres da moda baiana como Ney Galvão, Maurício Nonato e Luciano Habib.
“O estilista tinha cuidado da roupa que até hoje pode ser usada. O olhar atemporal é o grande segredo dos estilistas de moda porque as pessoas só têm a visão de uma moda descartável. Usa-se hoje e joga-se fora amanhã”, afirmou.
Galeão, que está no ramo da moda há dez anos, não viveu esta época de glamour, mas como estudiosa no assunto conta que “tenho um cuidado para a moda ser atemporal, talvez seja uma grande lição para a gente”.
Para a estilista Salvador vive hoje um dos melhores momentos da moda, com várias opções de estilistas e tudo isto teve início “com o lançamento de Novos Talentos no Barra Fashion, em 1999. Havia o evento, mas não tinha a participação de estilistas baianos”.
De acordo com a estilista, “o Barra Fashion colocou a moda como uma cultura de comportamento as partes de criações, dando oportunidade a novos criadores. No início foi difícil encontrar profissionais de moda, bem menos que se tem hoje, depois que abriram as faculdades”.
Em comparação a anos anteriores, Galeão afirma que antes se conhecia todo mundo que trabalhava com moda, hoje o mercado cresceu, trazendo bastante opções. “E hoje vejo que as pessoas já estão participando de
eventos de moda em circuito nacional”, comemorou. (Por Noemi Flores)
Salvador ganha 30 mil novas bicicletas ao ano
Ainda em meados do século passado, as bicicletas representavam mais do que uma inovação que veio para agilizar o transporte ao trabalho. A cidade possuía limites definidos e as distâncias eram bem menores do que nos dias de hoje. Substituir os bondes por uma bicicleta contribuía para reduzir o tempo de deslocamento ao trabalho.
Com o desenvolvimento da cidade, da tecnologia automobilística e urbanização desordenada, Salvador foi invadida pelos automotores. A bicicleta perdeu o posto de principal meio de locomoção de muitos cidadãos ao trabalho e passou a ocupar posto de veículo de passeio.
As ruas e avenidas foram pensadas e construídas para os carros, ônibus e caminhões. Até as motocicletas vieram a reboque, uma versão em motor sobre duas rodas, que teimam ainda hoje em disputar espaço com os grandes veículos. Porém, engana-se quem pensa que a bicicleta vai virar peça de museu.
Há pouco mais de cinco anos, Salvador possuía apenas um pequeno grupo organizado de ciclistas e as bicicletas marcavam presença em bairros populares e parques públicos. Hoje são 28 grupos cadastrados na Associação dos Bicicleteiros do Estado da Bahia (Asbeb).
Para o presidente da entidade, Maurício Cruz, a população tem abraçado o transporte “limpo” sob duas rodas e já é latente a necessidade de criação de ciclovias para trabalho.
“Agora no final do ano, os lojistas devem vender na cidade cerca de 20 mil bicicletas e ao ano esse número chega a 30 mil.
Porém, apenas 20% consegue andar nas ruas. As pessoas têm medo do trânsito por não haver via exclusiva para bicicletas.
Os motoristas de ônibus, taxis, caminhões e carros não costumam respeitar os ciclistas”, explica Maurício Cruz. Ao todo, Salvador possui 15 quilômetros de ciclovias, no entanto, concentradas na orla e destinadas a passeio.
A idéia apresentada pelo presidente da Asbeb, entidade que reúne mensalmente mais de mil associados em passeios ciclísticos que visam ressaltar que os benefícios à saúde e ao meio ambiente do uso das bicicletas, adapta para a capital baian????Ó?>??????†††††††††††????????????????????????????????††††††††??????????†††††††††?????††††††††††???†††††††††††????????????????????????²?=?????††††††???????a um conceito de ciclovias aplicada em grandes cidades européias.
Atualmente, a ciclovia instalada próximo ao Bompreço de Armação, se assemelha aos itens necessários de segurança, por possuir piquetes que trazem proteção ao ciclista.
Os trechos de ciclovias sugeridos por Maurício Cruz são: São Cristóvão/Iguatemi (via Paralela), Iguatemi/Lapa (via Bonocô) e Calçada/Paripe. (Por Livia Veiga)
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