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Marcelinha fica em 5° na maratona aquática

  

   A medalha não veio, mas a primeira participação da baiana Ana Marcela Cunha, a Marcelinha, em Jogos Olímpicos, é digna de aplausos. Com apenas 16 anos, a nadadora não se abateu com a pressão em Pequim e, com a experiência de vice-líder do ranking mundial de maratonas aquáticas, terminou na quinta colocação na prova de 10 quilômetros, disputada na noite de ontem (manhã na China), na raia olímpica do Parque Shunyi de canoagem.
  Após fazer uma boa prova, Ana Marcela terminou na frente da paulista Poliana Okimoto, considerada uma das favoritas, mas que ficou na sétima posição. A atual pentacampeã mundial, a russa Larisa Ilchenko se tornou a primeira campeã olímpica de maratona aquática. Em uma chegada emocionante, Larisa superou no sprint final a dupla britânica Keri-Anne Payne e Cassandra Patten, que ficou com as medalhas de prata e bronze, respectivamente.
  Em sua primeira edição em Olimpíadas, a prova de maratona aquática teve momentos emocionantes, principalmente para as brasileiras Poliana e Ana Marcela, que passaram praticamente as quatro voltas de 2,5km no primeiro pelotão. Desde o início, o ritmo da prova foi ditado pelas britânicas Cassandra Patten e Keri-Anne Peyne, que fizeram um trabalho de equipe, nadando na frente, lado a lado. Ainda nos primeiros 40 minutos de prova, as duas britânicas passaram a contar com a companhia da pentacampeã mundial Larisa Ilchenko, que desde então não deixaria mais o grupo.
  Larisa vinha sempre na esteira de Cassandra, controlando a distância para as duas líderes. Poliana Okimoto se revezava na sétima e oitava posições, com Ana Marcela vindo na sua esteira, a poucos segundos atrás. Na última perna da prova (a 1km para o fim), a emoção aumentou ainda mais, com Poliana lutando lado a lado com a pentacampeã mundial por um lugar ao pódio, com Ana Marcela vindo logo atrás. A baiana até que tentou surpreender com uma arrancada nos metros finais, mas prevaleceu a experiência da russa Larisa Ilchenko que soube o momento certo de decidir a prova.

  
Márcio e Fábio Luiz estão na final do vôlei de praia

   Não deu para o baiano Ricardo. Jogando ao lado de Emanuel, a dupla foi derrotada na noite de ontem pelos também brasileiros Márcio e Fábio Luiz por 2 sets a 0. Com o resultado, Ricardo e Emanuel irão disputar a medalha de bronze contra os brasileiros naturalizados georgianos Geor e Gia (Jorge e Renatão) às 22 horas de amanhã. Já os vencedores do duelo verde-e-amarelo, farão a final do vôlei de praia, marcada para a 0h de sexta-feira, contra os norte-americanos Phil Dalhausser e Todd Rogers. Márcio e Fábio Luiz vão tentar o segundo título brasileiro no vôlei de praia masculino.
  Em Atenas-2004, a medalha de ouro ficou justamente com Ricardo e Emanuel, pentacampeões do Circuito Mundial. Pelo retrospecto, Ricardo e Emanuel eram considerados favoritos no confronto, mas Márcio e Fábio Luiz se superaram na Arena de vôlei de praia de Chaoyang e, com méritos, ficaram com a vaga na decisão. A partida entre os brasileiros foi marcada pelo excessivo número de erros.
  Enquanto Ricardo e Emanuel falharam bastante no saque e no passe, Fábio Luiz e Márcio pecaram nos contra-ataques.

  
Único brasileiro, Allan do Carmo espera surpreender

   O baiano Allan do Carmo vai cair na água hoje na prova que vai encerrar definitivamente as competições da natação nos Jogos Olímpicos de Pequim. Na estréia da modalidade da maratona aquática em Olimpíadas, Allan chega para tentar surpreender seus adversários. A prova de 10km, é a única não realizada no Cubo D´Água, palco principal do esporte nos Jogos, e vai ter o seu lugar no Parque Aquático de Remo e Canoagem de Shunyi, às 22h (horário de Brasília).
  O garoto de apenas 19 anos chega à competição dos Jogos Olímpicos com uma considerável coleção de conquistas na carreira. Allan já ganhou a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, no ano passado, é bicampeão do Campeonato Sul-Americano Juvenil, nos 10km (2005 e 2007), campeão dos Jogos Sul-Americanos, nos 5km (2006) e vice-campeão brasileiro (2006). A vaga para os Jogos veio na sua terceira tentativa, no evento teste da competição, que garantia vaga para os dez melhores. Com a marca de 1h59min13s8, Allan ficou com a sexta posição e a vaga olímpica. Na preparação para os Jogos Olímpicos, o baiano, ainda venceu a etapa de Vitória do Campeonato Brasileiro de Águas Abertas.
  A boa atuação do atleta em competições internacionais despertou a confiança do presidente da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) Coaracy Nunes. Segundo ele, o baiano pode chegar ao pódio. "O Allan pode surpreender, porque é um atleta jovem e já vem mostrando muitos bons resultados", declarou confiante o presidente.

  
Herói brasileiro, Cielo volta pra casa com festa

   Principal nome do Brasil nas Olimpíadas de Pequim até agora, o nadador César Cielo chegou ao Brasil ontem trazendo na bagagem as suas duas medalhas, uma de ouro conquistada nos 50m livre, e uma de bronze nos 100m livre. Logo quando pisou no aeroporto internacional de Cumbica, em São Paulo, Cielo teve a exata noção de que se transformou em uma celebridade no Brasil. O campeão olímpico desfilou em um caminhão do Corpo de Bombeiros pelas principais ruas da capital paulista e foi ovacionado pelos torcedores.
  Depois de uma longa viagem da China até São Paulo, o brasileiro foi recebido pelos familiares em uma sala reservada. Depois de muitos cumprimentos, beijos e abraços, Cielo recebeu uma triste notícia. Seu avô Alcides, que sofria do mal de Alzheimer, faleceu no último mês de julho. Mas os familiares preferiram poupar o nadador da notícia para não atrapalhar a sua preparação para os Jogos. O recebimento da notícia foi o único momento de tristeza para César Cielo. “É uma pena receber uma notícia dessa assim, mas sei que ele está feliz onde está. Dedico esta medalha ao meu avô, aos meus pais e a todos que me ajudaram”, declarou.
  Depois de almoçar em um restaurante ainda no aeroporto de Cumbica, César Cielo concedeu a sua primeira entrevista coletiva em território nacional. Pra começar, o brasileiro pediu para que mais competições de natação sejam realizadas no País para que o Brasil possa se tornar competitivo com as principais potências do esporte, como Estados Unidos e Austrália. “Tudo o que falta no Brasil é competição. Nas competições nos Estados Unidos, eu olho para o lado e está o Phelps (dono de oito ouros nessas Olimpíadas). Aí você se acostuma a competir com os melhores. No Brasil temos competições boas, mas é diferente do nível do exterior. No meu caso, qualquer centésimo vale muito.
  E se os patrocinadores olharem com mais carinho, a nossa natação tem tudo para dar um salto enorme”, pediu o medalhista olímpico.


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