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Seleção de Dunga é vergonha nacional
Até quando a Confederação Brasileira de Futebol, sob o comando do "eterno" presidente Ricardo Teixeira, vai manter Dunga, um projeto de técnico, que nunca treinou um time de futebol, no comando da seleção? A eliminação do time brasileiro pela Argentina da luta pela inédita medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, por 3 a 0, é mais uma advertência do risco que corre o Brasil, hoje 5º colocado nas Eliminatórias do Grupo Sul-Americano, de ficar de fora da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.
Com a eliminação dos Jogos da China, o Brasil corre o risco de nunca mais ter a oportunidade de conquistar a medalha de ouro da maior competição esportiva do planeta. Em 100 anos de Olimpíadas da era moderna, a equipe mais vitoriosa do futebol mundial só conquistou um bronze (em Atlanta, 1996) e duas pratas (Los Angeles, 1984, e Seul, em 1988). E essa pode ter sido a última chance da conquista da medalha de ouro. Por causa de alguns conflitos com a Fifa, o COI (Comitê Olímpico Internacional) estuda a possibilidade de não incluir mais o esporte mais popular do mundo já para a próxima edição dos Jogos, em 2012, na cidade de Londres.
Mesmo contando com jogadores de alto poder ofensivo e muita qualidade técnica, Dunga optou mais uma vez por um esquema muito defensivo, com dois volantes e apenas Rafael Sóbis isolado na frente. A estratégia, obviamente, deu a oportunidade necessária para craques como o experiente Riquelme e os jovens Lionel Messi e Aguero atormentarem a defesa da seleção brasileira. Mesmo assim, no primeiro tempo, o Brasil ainda conseguiu o empate. Mas no segundo tempo, veio o chocolate. Com dois gols de Aguero, aos 7 e aos 13 minutos, a Argentina já começava a colocar as mãos na vaga. Atrás do placar, Dunga se viu na obrigação de sair para o jogo, colocando Alexandre Pato e Thiago Neves nos lugares de Rafael Sóbis e Hernanes, respectivamente. Com a mudança o Brasil melhorou e chegou até a colocar duas bolas na trave. Mas no final, aos 30 minutos, Breno cometeu pênalti infantil e Riquelme cobrou com muita categoria, encerrando o sonho brasileiro da medalha.
Como se já não bastasse a humilhação no placar, o Brasil ainda saiu com a fama de equipe violenta. Com duas faltas graves sobre Mascherano, Lucas e Thiago Neves foram expulsos. Ronaldinho e Anderson também poderiam ter sido expulsos, mas o árbitro
não aplicou o cartão vermelho.
Agora, eles querem o bronze
Sem o ouro, os jogadores da seleção brasileira terão que se contentar com a medalha de bronze, caso vençam a próxima e última partida nas Olimpíadas, que será contra a Belgica, na sexta-feira.
Para tentar honrar a camisa do Brasil, o meia Diego ressaltou que a seleção brasileira não pode se abater com a derrota de 3 a 0 para a Argentina."Vamos honrar a camisa e fazer o necessário para a medalha de bronze", disse o o jogador. A segunda eliminação na disputa por uma medalha de ouro olímpica abalou também Ronaldinho Gaúcho. O meia-atacante foi um dos atletas mais abatidos com a derrota de ontem, mas fez questão de chamar para si a responsabilidade de também motivar o grupo para tentar a medalha de bronze. "Meu papel como capitão é buscar motivação. É difícil, mas vale medalha e esse é o nosso papel agora. Nosso maior objetivo era voltar com o ouro, mas ainda tem essa medalha em disputa e nós temos que nos focar nela", disse.
Já a atual campeã olímpica, a Argentina encara a Nigéria no sábado, à 1h (de Brasília), na disputa pelo ouro. O Brasil volta a campo contra a Bélgica, sexta-feira, às 8h (de Brasília), em Xangai, para ver quem fica com a
medalha de bronze.
Baianos decepcionam e boxe do Brasil se despede de Pequim
Ainda não foi desta vez. Depois de conseguir classificar dois pugilistas para as quartas-de-final dos Jogos de Pequim, o boxe brasileiro foi eliminado da competição com duas derrotas humilhantes. O baiano Paulo Carvalho foi o primeiro a cair diante do seu adversário, o cubano Yampier Hernandez, pelo placar de 21 a 6 pela categoria dos médio-ligeiros (até 48kg). Logo depois, foi a vez do paulista criado em Vitória da Conquista, Washington Silva, que era a principal esperança de medalha do País. Mesmo assim, a experiência do irlandês Kenny Egan falou mais alto, e Washington foi derrotado pelo placar de 8 a 0, na categoria dos meio pesados (até 81kg).
Mas mesmo com a eliminação dos dois pugilistas, esta foi a melhor campanha do boxe brasileiro em Olimpíadas desde 1996, em Atlanta, quando também classificou dois atletas para as quartas-de-final. A única vez que o Brasil conseguiu conquistar uma medalha na história do boxe olímpico, foi com o pugilista Servílio de Oliveira, que ficou com o bronze nos Jogos da Cidade do México, em 1968. Em Pequim, seis brasileiros representaram o país, dos quais cinco são da escola baiana do esporte, sem contar com o treinador Luis Carlos Dórea. Além de Paulo Carvalho e Washington Silva, subiram ao ringue do Ginásio dos Trabalhadores de Pequim Robson Conceição (até 57kg), Robenilson Vieira (até 51kg), Everton Lopes (até 60kg) e Myke Carvalho (até 64kg). Deste grupo, Robenílson foi mais longe, sendo derrotado na
s oitavas-de-final pelo tadjique Anvar Yusunov. Everton, Myke e Robson foram eliminados em suas lutas de estréia.
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