ASSINE A TRIBUNA Clique aqui           ANUNCIE AQUI! Este espaço é seu           TRIBUNA DA BAHIA O Jornal que faz a diferença           ASSINE A TRIBUNA Clique aqui           ANUNCIE AQUI Este espaço é seu           TRIBUNA DA BAHIA O Jornal que faz a diferença           ASSINE A TRIBUNA Clique aqui
Cidade
Curiosidades
Economia
Esporte
Horóscopo
Lazer
Mundo
Municípios
Saúde
Polícia
Política
Propaganda
Roteiro
Turismo

Conta de Luz - 2ª via
Conta de Água - 2ª via
Consulta de Veículos
C. de Telefone - 2ª via


F@le Conosco
Contactos
Publicidade
Expediente
Mapa do Site
Home | Expediente | Links | E-mail
 

Só burburinhos


Editor de Política
------------------------

   Os burburinhos estão no ar. Tendem a ganhar proporções nos primeiros dias da campanha eleitoral na televisão e no rádio. E podem frutificar até a primeira quinzena de setembro, através uma série de consultas à população por meio de pesquisa de intenção de votos. Os quatro principais candidatos à prefeitura de Salvador escondem um nervosismo lancinante por detrás do largo sorriso e dos braços abertos durante as caminhadas e carreatas.
  Dois deles - ACM Neto (Democratas) e Antonio Imbassahy (PSDB) - têm a incumbência de manter o brilho que o tornam, no momento, as opções preferenciais do eleitorado, de acordo com as sondagens de diferentes institutos de pesquisas. João Henrique (PMDB), que busca a reeleição, e Walter Pinheiro (PT), precisam reverter o quadro que se molda desfavorável a ambos. Pelo menos por enquanto. O programa eleitoral é um instrumento importante para a virada, mas o é também para a consolidação das candidaturas que despontam na dianteira.
  É aquela velha história: quem está na frente não pode e nem deve retroceder. Já quem está atrás só há uma opção: avançar sobre os adversários para tomar-lhes o lugar. Neto e Imbassahy já foram farinha do mesmo saco. No entanto, hoje não se misturam: são água e óleo. Sob qualquer hipótese não concordariam em abrir mão ao que acham, em tese, que lhes pertence. Para todos os lados que mira o olhar de Neto só vê como paisagem o Palácio Thomé de Souza.
  Imbassahy sabe, de olhos fechados, para qual gabinete deve dirigir-se caso seja eleito. Ele tem intimidade com a casa cujo inquilinato durou oito anos. Se ambos - Neto e Imbassahy - desses uma do presidente Lula e de repente acordassem retados e resolvessem, num telefonema, formar uma única chapa (quem seria vice de quem não importa), a lógica determina que eles liquidariam a fatura no primeiro turno. Mas eles não se bicam.
  Um processo inverso ocorre entre João Henrique e Walter Pinheiro. Aliás, envolve diretamente PMDB e PT. Os dois partidos têm a necessidade de se afinarem politicamente. Seus interesses extrapolam 2008. Estão ligados também a 2010. Um racha agora pode significar o início do fim da união para o governo do Estado daqui a dois anos e, quem sabe, até para a presidência da República. A princípio, os principais líderes baianos de ambas as legendas - o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e o governador Jaques Wagner sinalizam para a possibilidade de impedir que a casa caia. Mas só sinalizam.
  Se a casa ruir, de fato, o cenário político não apenas de Salvador mas de todo o Estado tomará conotações imprevisíveis. Os amigos e aliados de hoje serão inimigos e ferozes adversários de amanhã. Interlocutores do PMDB e do PT tentam reprimir agora o choro pelo leite que ainda não foi derramado, mas está prestes a ser expurgado do balde. Basta um leve pontapé de um peemedebista ou de um petista mais exaltado. PMDB e PT já foram parceiros na administração João Henrique. Wagner considera o prefeito de sua base, apesar de acolher no lado esquerdo do peito a candidatura de Walter Pinheiro.
  Wagner também tem Imbassahy na moldura dos seus prefeituráveis, mas não quer nem imaginar uma vitória de ACM Neto. Não por temer uma reação violenta do democrata que um dia destilou toda a sua mágoa prometendo uns catiripapos no presidente Lula.
  Mas porque, na prefeitura, Neto poderia até trabalhar em favor da política da boa vizinhança, mas jamais seria confiável do ponto de vista político. O seu candidato para 2010 na Bahia chama-se Paulo Souto e, no País, José Serra.
  

 COLUNAS
Antônio Larangeira

Empresas

Ivan de Carvalho

Janio Lopo

Tasso Franco

Jolivaldo Freitas

Janete Freitas

Marcos Pinheiro

Michel Teles

JacquesdeBeauvoir

Raio Laser

   

© Todos os direitos reservados a Tribuna da Bahia. Este material não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização.