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quarta-feira, 24 de maio de 2017
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Joaci Góes

“Os povos inteligentes aprendem com a experiência alheia; os medíocres aprendem com a própria experiência; os ineptos, simplesmente, não aprendem”. Bismark

A toada bolivariana que promoveu a baderna do último dia 28, a título de greve geral contra as imprescindíveis reformas em curso, tem DNA muito conhecido dos brasileiros: é o mesmo que foi contra a promulgação da Constituição em vigor; contra o Plano Real que acabou com a inflação que comia o salário dos mais pobres; contra a Lei de Responsabilidade Fiscal que põe limites ao voluntarismo de quem lida com o dinheiro do contribuinte; contra a Reforma do Ensino, que introduz inegáveis medidas benfazejas; contra tudo que ponha o Brasil em sintonia com os avanços que seu povo aspira e de que necessita, com urgência histórica.

Por último, o movimento Contra-Brasil alcança níveis paroxísticos na reação da velha e carcomida esquerda nacional à moralizadora Operação Lava Jato.

Registre-se que esses vanguardeiros do atraso nunca se dispuseram a discutir, civilizadamente e com argumentos sólidos, os pontos que recusam nas reformas, pela simples razão de não os terem, como ficou evidenciado nas poucas e frustradas tentativas de apresentá-los, em diferentes palcos, Brasil afora. Como os interesses dos minguantes segmentos que os integram oscilam entre manter o poder a qualquer preço e continuar mamando, esplendidamente, nas tetas do Estado, só resta apelar para o despreparo da patuléia ignara, infeliz parcela da população destituída do mínimo de capacidade de reflexão, sensível, portanto, aos apelos da irracionalidade, da mesma natureza dos que levaram à ruína o povo da rica Venezuela, transformada em mendigo internacional, apesar de suas imensas reservas petrolíferas.

Quando percebemos algumas pessoas inteligentes, autodenominadas de esquerda, engrossando o coro dos que impatrioticamente clamam contra as Reformas, tão urgentes para tirar o País do buraco em que o lançou a incompetência de mãos dadas com o populismo e a corrupção, lembramos do pensamento cáustico de J. O. Meira Penna, segundo o qual “os marxistas inteligentes são patifes; os honestos são burros; e os honestos e inteligentes nunca são marxistas”. 

É verdade que a pomposa convocação da greve geral, na semana passada, resultou em estrondoso fracasso transformado em abjeto proscênio para a prática dos mais torpes atos de violência gratuita contra o verdadeiro espírito da Democracia, em nome, predominantemente, da manutenção do obsceno imposto sindical, cobrado pelas centrais, como moeda de troca para apoiar as Reformas, já reivindicadas por Lula e Dilma, nos momentos finais do governo da dama de barro, como se viu dos pronunciamentos de ambos, largamente difundidos nas redes sociais. Não adianta cobrar coerência de princípios de quem não os possui. Inocentes úteis serviram de massa de manobra na defesa do pior peleguismo obreiro e estudantil da história do continente americano. 

Já apresentando rachas em suas bases, como se ouviu do pedido de prisão de Lula vozeado por membros da esclerosada CUT, o trêfego e irresponsável movimento teve, como motivação oculta, o propósito imediato de intimidar o juiz Sérgio Moro e, subliminarmente, manter acesa a crença na possibilidade do retorno ao poder de quem traiu a confiança do povo brasileiro. Quem quer que tenha uma dezena de neurônios sabe que não existe a mais remota possibilidade desse tragicômico e serôdio retorno, seja porque Lula é um iceberg que derrete sob a claridade solar, seja porque já supera dois terços o percentual de sua crescente rejeição, sem falar de sua inescapável prisão, a ocorrer nas próximas semanas, conducente à inelegibilidade que lhe é inerente. 

O desmoronamento da imagem moral de Lula é tamanho que QUALQUER pessoa o derrotaria em eleições majoritárias.
A falta de patriotismo dos que se opõem às Reformas é a prova dos excessos de irracionalidade a que podem conduzir a ignorância, as paixões políticas e interesses subalternos.

Louve-se, nesse panorama de insensatez, a serena determinação do Presidente Temer em dar as costas aos apelos de fácil e suicida popularidade para, corajosamente, realizar o que é necessário para reconduzir o Brasil aos trilhos da prosperidade econômica e social de que a restauração dos milhões de postos de trabalhos perdidos é a faceta mais dramática. 

O Congresso Nacional tem, nos próximos dias, a oportunidade única de minorar a severidade de sua inapelável condenação no Tribunal da História.
 

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