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quinta-feira, 28 de julho de 2016
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Joaci Góes

O aumento do estresse, provocado pela aceleração das mudanças sociais, acarreta crescente elevação das doenças psicossociais. Daí porque quando o médico cuida, apenas, da dimensão física dos males humanos é na condição de veterinário que o faz.

Com a vida econômica, política e social dos povos sucede algo semelhante, em razão da sensível interação dos fatores físicos, tangíveis, como população e riquezas materiais, com os emocionais, como confiança e autoestima, para determinar o grau de avanço ou de felicidade das pessoas. A reflexão vem muito a propósito do que acontece com o Brasil de nossos dias.

Com precisão cirúrgica, Dilma Rousseff desorganizou a vida econômica do País, como resultado de uma combinação perversa entre uma criminosa omissão, diante do assalto sistemático que membros da base de sustentação de seu governo praticaram contra o Erário, e um voluntarismo apoiado em convicções, característica dos semicultos que ignoram a lição de Nietzsche, segundo a qual “o oposto da verdade não são as mentiras, mas as convicções”.

Se ela não sabia que a Petrobrás, o BNDES, a Eletrobrás, os fundos de pensão e todas as demais organizações governamentais estavam sendo sistematicamente assaltadas, é o caso de perguntar-se o que ela fazia à frente de um Governo que exercia com inexcedível arrogância, cometendo o pecado mortal de confundir poder de autoridade com poder de competência. Como sabem os que conhecem os rudimentos da administração, poder de autoridade é de quem tem, e poder de competência é de quem sabe.

O dono tem autoridade para decidir se o seu avião pode ser emprestado, alugado, vendido ou, até, desmontado, enquanto a competência para definir os procedimentos do vôo é do piloto. Dilma incorreu no pecado mortal de desconhecer essa regra básica, e passou a agir como se o poder de autoridade derivado da Presidência tivesse o condão de lhe conferir competência para decidir sobre as mais diversas e complexas questões da Administração. Sua ignorância em assuntos de economia é tamanha que chegou a declarar que iria “modificar” certas regras de mercado. Algo como inverter o curso das águas de um rio caudaloso.

Segundo o depoimento de uma pessoa que trabalhou muito próximo a ela, quando titular da pasta das Minas e Energia, Dilma só faltava derrubar as paredes para atender um chamado do Presidente Lula ou do Ministro da Casa Civil, José Dirceu. Do mesmo modo, cobrava submissão canina de quem estivesse sob o seu comando. Consoante a interpretação dessa testemunha, essa postura derivava de sua experiência na clandestinidade, quando não havia tempo para discutir as decisões, tomadas de cima para baixo. Vários baianos que integraram o governo Lula conheceram os destemperos da futura Presidente defenestrada.

O ambiente recessivo que se instalou no País, com a tragédia social do desemprego recorde que tem trazido tanto sofrimento a milhões de famílias, resultou da completa perda de confiança dos agentes econômicos no comando da Nação. À proporção, porém, que se vem consolidando a confiança no impeachment, fator psicológico, nota-se um declínio na velocidade e intensidade da crise, aparecendo os primeiros sinais da “despiora”.

O anúncio de agências internacionais, avalizado pelo FMI, de que o Brasil voltará a crescer, já no próximo ano, deverá interromper, imediatamente, o aumento do desemprego, iniciando-se, ainda que, timidamente, o ciclo positivo das contratações. A confirmação do Impeachment tende a acelerar a retomada das contratações, evidência que o PT não desconhece, fato que não foi suficiente para levar a Presidente, apeada do poder, à grandeza da renúncia, evitando o cortejo avassalador dos desempregados, entregues ao desespero de não dispor dos meios mínimos com que atender as necessidades básicas de suas famílias.

Analistas de dentro e de fora do País são adamantinos ao afirmar que a deposição do governo bolivariano-petista reacenderá a confiança do mundo investidor nas possibilidades do Brasil num nível que poderá surpreender, positivamente, e restaurar a confiança dos brasileiros em seu futuro.
Já não é sem tempo!
 

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