Joaci Góes - Tribuna da Bahia
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sexta-feira, 31 de outubro de 2014
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Joaci Góes

Diante do fato consumado da reeleição de Dilma Rousseff, graças ao voto abundantemente majoritário dos nordestinos, só resta aos que querem o bem do Brasil desejar e contribuir para o êxito de seu segundo mandato. Um dos requisitos para essa questionada possibilidade reside no desarmamento dos espíritos, chocados com a nítida divisão do país entre os vitoriosos que sabem menos contra os derrotados mais esclarecidos que compõem o eleitorado brasileiro.

Impensável que possamos conviver com o panorama de ameaçadora intolerância do tipo denunciado pelo governador Jaques Wagner, ao ser desacatado por um comensal, à saída de um restaurante em São Paulo.

De plano e de logo, desfaçamos um equívoco que se generaliza: o Nordeste brasileiro não é petista, é governista, como sempre o foi, característica de todas as populações carentes que mantêm diante do governo estabelecido uma reverência prenhe de uma espécie de síndrome de Estocolmo, como se verificou até muito recentemente com o domínio do PFL sobre as populações incultas do Brasil, em geral, e do Nordeste e do Norte, em particular, do mesmo modo como se comporta hoje diante do PT.

Para dar o exemplo, aqui vai nossa contribuição para extrairmos merecida compensação pela retumbante votação que a maioria desinformada dos nordestinos deu a Dilma: fazer valer o artigo 165 e seus parágrafos 5° e 7° da Constituição Federal que impõem a observância de critérios populacionais na feitura do Orçamento da União, com o propósito de “reduzir desigualdades inter-regionais”.

Com quase um terço da população brasileira, o Nordeste tem sido contemplado, com, apenas, cerca de dez por cento do Orçamento, diante da omissão das lideranças nordestinas que deixam de acionar esse poderoso dispositivo que Rômulo Almeida, seu inspirador, considerava a mais importante conquista do Nordeste brasileiro, em todos os tempos.

Uma vez aplicada a cogente norma constitucional, o Nordeste passaria a dispor dos recursos necessários com que vencer suas deficiências na infraestrutura física e social, tais como: saneamento básico, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, educação, saúde, segurança pública e geração de emprego.

Qualquer liderança nordestina que encampar essa gincana cívica logo verá formada atrás de si uma legião de acompanhantes, algo assemelhado à caminhada pelo sal, na direção do mar, iniciada por Gandhi na década de 1930.

À sociedade civil organizada cabe relevante papel nessa iniciativa, como o exercido, há dois anos, pela Associação Comercial da Bahia, sob o comando do empresário Marcos Meirelles. Sugerimos que as entidades de classe, patronais e sindicais, a exemplo da Associação Baiana de Imprensa, Ordem dos Advogados do Brasil, Associação Comercial da Bahia, Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas, Federação do Comércio, Federação da Agricultura, Federação das Indústrias, sindicatos patronais e dos trabalhadores, se associem na convocação dos novos eleitos de primeiro mandato de nossa bancada federal, com a inclusão do deputado Antônio Imbassahy, o único parlamentar que compareceu ao chamamento coletivo, para concitá-los a se unirem em torno da perseguição desse propósito, verdadeiramente redentor das mazelas sociais do infeliz povo nordestino, cujo estado catártico de ignorância constitui a fonte essencial da pobreza mental e material que o expõe ao injustificável escárnio e discriminação dos segmentos mais esclarecidos da sociedade brasileira, como temos visto a mancheias, nas redes sociais.

Políticos, profissionais liberais, empresários e trabalhadores, de mãos dadas e em caráter apartidário, buscariam envolver na operação os seus congêneres nordestinos para forçar o cumprimento de um dispositivo que, feito para corrigir as históricas distorções que golpeiam os maiores interesses da Região, tem sido, de modo inexplicável, relegado a ominoso olvido.

Estima-se que os recursos que deixam de ser aplicados, anualmente, no Nordeste brasileiro, em razão dessa inominável incúria, sejam da ordem de cem bilhões de reais! As disputas políticas, então, passariam a ser dominadas por uma mentalidade de abundância, em lugar da mentalidade de escassez hoje predominante.

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