Joaci Góes - Tribuna da Bahia
TRÂNSITO AO VIVO
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
FIQUE SABENDO AGORA
PUBLICIDADE

Joaci Góes

No último 21 de agosto, uma semana após a trágica morte de Eduardo Campos, escrevi neste mesmo espaço um artigo sob o título Três opções para o Brasil, que, em face do acerto de previsão, transcrevo abaixo:

“Em cinco de outubro próximo, o Brasil terá um grande embate eleitoral para escolher entre três correntes de pensamento: com a presidente Dilma ficarão, majoritariamente, os segmentos menos esclarecidos de nossa sociedade, os iletrados, acompanhados dos grupos beneficiários das benesses do poder; em Marina da Silva votarão os que pretendem fazer omeletes sem quebrar ovos, acompanhados dos alternativos, dos destituídos de senso pragmático e dos anarquistas; com Aécio Neves ficará a racionalidade operacional que sabe que o País não tem mais tempo a perder.

No momento, a única conclusão, aparentemente inevitável, a que se pode chegar, é que duas dessas correntes se enfrentarão no segundo turno, sendo possível que qualquer das três fique de fora, desfecho impensável enquanto Eduardo Campos vivia.

Numa tentativa de análise, porém, em terreno tão pantanoso, quanto o momento que atravessamos, parece-nos que a presidente Dilma, ainda que oscilante na faixa dos trinta, já bateu no teto, daí resultando a probabilidade de sua derrota contra o adversário que a enfrentar, se for ao segundo turno, já que nada é discernível na linha do horizonte que lhe possa favorecer até o dia das eleições. Muito pelo contrário. Essa nada alvissareira realidade é a razão, inclusive, do aumento do número dos desiludidos com as promessas que o PT fez de dar ao povo brasileiro o céu na terra. Em troca, o que salta aos olhos é o crescimento da violência, da corrupção e da queda de qualidade dos serviços públicos fundamentais, sobretudo no campo da infraestrutura física e social, como saúde e educação. Até mesmo as pessoas de precária escolaridade percebem que não faz sentido emprestar bilhões de reais a Cuba, a fundo perdido, quando nosso saneamento básico, nossas estradas e portos se encontram em petição de miséria, comprometendo a saúde das pessoas e a competitividade de nossas exportações. Em troca de tamanho esbanjamento do dinheiro do povo brasileiro, alguns potentados do PT, incluídos aí os que se encontram na Papuda, exibem, com empáfia, charutos enviados pelo ditador Fidel Castro.

O perfil messiânico de Marina da Silva não lhe dará mais do que um quarto do colégio eleitoral, uma vez que é decrescente o apelo emocional da morte trágica do jovem e talentoso ex- governador de Pernambuco. Ao longo dos debates que se intensificarão, as fragilidades da acreana para governar um país da complexidade do Brasil ficarão evidentes. Sem falar na enorme demanda de energia física para ocupar cargo tão tumultuário!

A biografia administrativa de Aécio Neves, consolidada em duas sucessivas administrações como governador do segundo estado mais importante da Federação, Minas Gerais, tem tudo para promover a lenta, gradual e segura confiança do eleitor brasileiro, vindo a elegê-lo, finalmente, Presidente da República.

Quem viver verá!”

A primeira parte da previsão já ocorreu. No próximo dia 26, teremos o capítulo final, com a eleição de Aécio Neves.

Mais uma vez, quem viver verá!

Colunas anteriores
Outras notícias: mais recentes · mais antigas
SIGA A TRIBUNA
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE