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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
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Joaci Góes

O populismo é tão antigo quanto o poder. Com a oferta, em abundância, de “pão e circo”, os romanos o elegeram como princípio fundamental para a dominação das massas, incultas e ingênuas, em sua grande maioria. Como todo embuste, o populismo nunca se apresenta com sua verdadeira feição de mecanismo destinado a conquistar o apoio popular a qualquer preço, mas com a nobre roupagem da justiça social, expressa na extensão de direitos isonômicos aos segmentos menos aquinhoados da população. Resistir, quem-há-de?

O populismo, na maioria esquerdizante, não tem, necessariamente, coloração ideológica, de tal modo presente nos seus extremos de direita e esquerda. No Século XX, a intentona hitleriana encarnou a mais nefasta experiência populista da História, resultando na morte de quarenta milhões de pessoas, inclusive seis milhões de judeus, ao longo dos seis anos de duração da Segunda Grande Guerra.
Nos tempos modernos, o populismo figura como a mais grave doença dos povos, condenando-os ao atraso político, científico, tecnológico e social, não importando o caráter do regime dominante, ditatorial ou democrático. Tem sido o mal, por excelência, dos povos menos desenvolvidos, entre eles, os latino-americanos, com resultados trágicos, como são do conhecimento geral.

O avanço do Chile sobre os demais povos sul-americanos resultou do abandono das práticas populistas que o infelicitaram, travando, até recentemente, suas possibilidades de desenvolvimento. O progresso potencial da Argentina, universalmente reconhecido, tem sido abortado pelo cancro populista implantado por Juan Domingo Perón, com direito a metástase. Nicarágua, Cuba e Venezuela são as mais ostensivas vítimas recentes das práticas populistas, razão do seu exponencial atraso, em face do desperdiço de suas enormes possibilidades.

A Venezuela, não obstante suas colossais reservas de petróleo, foi transformada pelo líder bolivariano Hugo Chaves, mentor da ultrapassada esquerda brasileira, no mais notório mendigo internacional. Lá, como entre nós, ainda há quem tenha o fronteiriço Nicolas Maduro na conta de líder iluminado redentor!!!

Com uma população superior a duzentos milhões de almas e grande desigualdade econômica e social, o Brasil tem se revelado um terreno excepcionalmente fértil à propagação do populismo, como demonstraram, à saciedade, os governos petistas que, ao prometerem o céu na terra, comprometeram os alicerces de nosso desenvolvimento, gerando uma crise econômica sem precedentes, com desemprego e violência recordes, responsável por um atraso de pelo menos doze anos em nosso crescimento, consoante diagnóstico de especialistas nacionais e estrangeiros.

A marca dominante do populismo é a negação do mérito como medida de conquistas dos valores mais caros ao engenho humano. O resultado dessa prática suicida é o aparelhamento do Estado, dominado pela súcia dos cegos seguidores dos que se adonaram do poder. O assalto ao Erário e às grandes empres--as brasileiras, como a Petrobrás, Eletrobrás, BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica e os fundos de pensão, entre outros, é produto do populismo, essencialmente anético. Os 594 mil títulos agrários distribuídos, irregularmente, no Brasil, novo recorde mundial, é produto do populismo.

Quando houver espaço para a investigação desse monumental escândalo, ver-se-á que a Bahia lidera nessa prática criminosa. Além de quase dois milhões de beneficiários do bolsa-família não preencherem os requisitos legais, considerável número de estrangeiros, nacionais de países bolivarianos, come com os recursos do contribuinte nacional. A ausência de qualquer universidade brasileira com assento permanente entre as duzentas melhores do mundo é fruto do populismo, apesar de termos a universidade pública mais cara do Globo.

Encastelados nas posições de mando, os populistas valorizam o compromisso ideológico acima do mérito acadêmico. A rebelião inconstitucional dos policiais militares do Espírito Santo é filha do populismo, movimento que não se espraiou, Brasil afora, contido que foi pela ação firme do governo da União que não vacilou em usar tropas federais para pôr cobro a esse atentado à segurança pública.

Ao populismo interessa manter as massas dependentes de programas assistenciais, razão por que deixa em segundo plano o seu acesso libertador a educação de qualidade, postura que vem reduzindo a capacidade competitiva do produto brasileiro e retardando a redução das desigualdades interpessoais.  


É preciso dizer mais para demonstrar como o cancro do populismo traça a rota precisa na direção do fracasso dos povos?

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