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terça-feira, 30 de maio de 2017
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Osvaldo Lyra

A chegada do ex-governador Jaques Wagner ao Conselho de Desenvolvimento Econômico da Bahia, o Conselhão, está sendo festejada por aliados de todos os partidos que integram a base do governador Rui Costa. Muito mais pela possibilidade de distensionamento nas relações políticas, como pela capacidade de aglutinação que o petista, que é ex-ministro da então presidente Dilma Rousseff, possui. Para Wagner, a política, como missão, é a mais nobre das experiências. Na segunda-feira, durante sua cerimônia de posse, o petista disse que “o diálogo é o revés da violência. E a democracia é o império da lei e do diálogo. Eu não sou grau de recurso das decisões de Rui, quem decide é o governador do Estado. Minha definição por voltar foi para contribuir”. 

Como coordenador-executivo do Conselhão, Wagner vai atuar para estreitar o relacionamento do governo petista com a sociedade civil organizada, incluindo ai trabalhadores e empresários. A ideia é que ele chegue para suprir a lacuna do Executivo estadual na área política, já que, como o próprio Wagner disse em entrevista recente à Tribuna, o atual governador concentra 70% de sua atuação na área de gestão e apenas 30% na seara política, o que compromete seriamente o projeto de reeleição de Rui. Wagner já admitiu, inclusive, que vai trabalhar fortemente pela reeleição do atual governador em 2018, já que ele deverá ser candidato ao Senado na chapa petista.

Na máquina estadual, o ex-governador terá como atribuição ainda atuar para fortalecer o desenvolvimento sócio e econômico dos 27 Territórios de Identidade, sobretudo, na atração de investimentos e capacitação de mão de obra, ações tocadas pela Secretaria de Planejamento, mais precisamente, pelo vice-governador João Leão. Além disso, o que se diz no núcleo duro do governo é que Wagner se integrará a outro projeto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, que está construindo um plano estratégico para projetar o desenvolvimento da Bahia para os próximos 30 anos.

A ideia é que Wagner não seja, sob hipótese nenhuma, uma sombra para Rui. Mas uma coisa é certa: ninguém duvida da influencia que ele terá nas mais diversas áreas do governo, sempre, diz outro aliado do petista, “com o objetivo de somar”. A expectativa, inclusive, é que o ex-ministro funcione como um interlocutor entre o governo Rui Costa e o presidente Michel Temer, sobretudo, pelo bom trânsito que tem em Brasília, mesmo após a mudança no comando da Presidência da República, minimizando assim a dependência de uma interlocução de Geddel Vieira Lima, um dos seus maiores adversários na Bahia. Além, é claro, de aliviar um pouco o peso da cruz carregada por Josias Gomes, que passa a ter uma sobrevida na pasta de Relações Institucionais. A conferir.

 

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