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domingo, 23 de abril de 2017
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Paulo Roberto Sampaio


Se precisava os dois times irem a campo se enfrentar para ficar evidente a diferença técnica entre Bahia e Vitória, o jogo de ontem foi decisivo. O Vitória armou um time para disputar a Série A e, com um pouco de sorte, para sonhar com uma vaga nas Libertadores. O Bahia, um time para matar sua torcida do coração, lutando para não cair, isso sendo muito otimista. Melhor seria para não ficar na rabeira.

A diferença, na verdade, não é só técnica. Começa na direção amadora (?) que o Bahia tem, passa pelo banco, onde seu técnico revelou-se um desastre nesse começo de temporada, passando mais de 3 meses para armar um time, que ontem se revelou frágil e despreparado até para sonhar com o título baiano. Mostrou garra no segundo tempo e só.

Há muito o Bahia não tem um treinador tão perdido na condução da equipe. Guto Ferreira fez tantas experiências, poupou tantos jogadores que acabou levando o Bahia à eliminação precoce na Copa do Brasil, a terminar a fase de classificação nove pontos atrás do Vitória e, mais que isso: hoje não sabe mais quem presta e quem não presta. Quem deve ser o titular e quem nem deveria ter desembarcado no aeroporto de Salvador. 

Foi um adorável trapalhão, se mantendo no cargo apenas por conta do milionário contrato assinado com uma diretoria que comanda sem brilho os destinos do clube. Clube que, na verdade, se restringe ao limitado time de futebol masculino, já que nem o feminino o Bahia tem. Basquete, rugbi, remo ou qualquer outro esporte, a marca Bahia segue virgem.

Falta visão no seu comando, maturidade e conhecimento gerencial. Um contrato malfeito amarra o treinador ao comando do Esporte Time Bahia e ele pode fazer todas as experiências, invenções ou que mais queira fazer e seu "dindin" estará garantido, estando no banco ou em casa. Fala-se em R$ 300 mil por mês para comandar esse bate-cabeça que se viu ontem na Arena Fonte Nova.

Enfim, assim foi o Ba-Vi de ontem. O Vitória superior no primeiro tempo e com um a mais no segundo, acomodado, deixando o tempo passar, como se estivesse fazendo um jogo-treino. Isso enquanto nas arquibancadas a sofrida torcida tricolor amargava mais uma derrota no clássico e saia mais uma vez de cabeça baixa de um Ba-Vi. Restam mais seis este ano e, com o futebol mostrado ontem, que a torcida do Bahia se prepare para mais sofrimento. 

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