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sexta-feira, 26 de maio de 2017
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Paulo Roberto Sampaio

Não sou de fazer pedidos a políticos. Sempre estabeleci uma relação cordial, mas de respeito e independência. Mas hoje vou abrir uma exceção. Quero fazer um pedido não a um, mas a toda classe política.

O pedido não é para mim, mas para o bem do Brasil. Desse país que custou a se erguer, após tantos tropeços e que começa a ver sua economia se estabilizar. Um país que não suporta mais viver novos sacrifícios, novos martírios. De sangrar perdendo valor de mercado e valor de sua moeda.

Queria pedir aos senhores líderes do PMDB, DEM, PSDB, PSD e de todos os partidos da base do governo - e aí incluo o PSB e o PPS, que ameaçam se desligar dessa base - que firmem um pacto pela governabilidade, pela manutenção da política econômica e pela sequência das reformas ora em andamento.

Não importa quem venha estar sentado naquela cadeira maior do Planalto, pouco importa se Temer continue ou saia, que renuncie ou seja defenestrado pelos rigores da lei, quaisquer que sejam os desdobramentos para essa crise política, mas que nossa economia seja preservada.

Foi muito bom perceber que, ao menor sinal de que a turbulência política recuara um pouco, o mercado começou a reagir positivamente na sexta. As bolsas recuperaram parte das perdas da quinta-feira e o real, quase metade do que havia despencado diante do dolar na fatídica quinta.

O investidor quer apenas uma sinalização. Uma indicação de que somos adultos e maduros para administrar e resolver nossas querelas políticas nos campos devidos, no Congresso ou nas barras da Justiça, mas que não estamos sujeitos às forças do vento ou do humor do governante de plantão, principalmente sendo ele um interino.

O Brasil precisa mostrar a força da sua economia, devolver ao mercado interno e externo a certeza de que este é um país sério, que tem compromissos com o amanhã e homens suficientemente amadurecidos para não se valerem de uma crise qualquer para sacudir os alicerces desse gigante Brasil.

Daí peço, encareço, rogo aos senhores líderes e presidentes dos principais partidos nacionais - poupo do sacrifício os que por querelas políticas já se colocavam contra as reformas e o modelo econômico em andamento - que firmem esse pacto, independente, insisto, de que fim essa trama nauseabunda venha a tomar.

Em nome de uma nação, de 200 milhões de brasileiros, 14 milhões deles desempregados, que começavam a sonhar com uma nova oportunidade no mercado para alimentar suas famílias e veem tudo ameaçar se dissipar por conta de erros de um presidente trapalhão e de um empresário espertalhão. 

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