Janot comemora veto de Fachin a inclusão de Temer em inquérito

A estratégia do PGR é usar os elementos do inquérito para mostrar que Temer é uma peça importante da organização criminosa do PMDB


Tribuna da Bahia, Salvador
12/08/2017 07:58 | Atualizado há 4 dias, 19 horas e 6 minutos

   

Por incrível que pareça, Rodrigo Janot deve estar vibrando com a decisão em que Edson Fachin negou o pedido da Polícia Federal para incluir o nome de Michel Temer num inquérito que apura se deputados do PMDB formam uma quadrilha. A estratégia do PGR para apresentar a segunda denúncia contra o presidente é justamente usar os elementos desse inquérito na tentativa de mostrar que Temer é uma peça importante da organização criminosa peemedebista. Mas então, por que a decisão do Supremo foi comemorada por Janot? Simples: caso atendesse ao pleito da PF, os outros investigados poderiam apresentar agravos, questionando a medida, o que atrasaria o andamento da investigação e, consequentemente, a conclusão da denúncia.

Era tudo que Janot não queria. Claro, ele deixará o cargo em pouco mais de um mês.E se a batida de martelo já levou alívio, a justificativa de Fachin não poderia ser mais perfeita para a PGR. Ao negar a inclusão, o ministro deixou claro que os elementos contidos na investigação à turma do PMDB da Câmara podem perfeitamente ser usados em outros inquéritos que miram a conduta de Temer. Bingo. Ou seja, para Janot, melhor do que isso, só se Gilmar Mendes se aposentasse. 

Com informações da Revista Veja

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