Pressão de Doria acirra racha sobre futuro do PSDB

Parte da cúpula partidária avalia que Doria se excedeu ao defender publicamente a saída de Aécio da presidência do partido


Tribuna da Bahia, Salvador
17/07/2017 09:15 | Atualizado há 10 dias, 12 horas e 34 minutos

   

A pressão desencadeada pelo prefeito João Doria pela saída definitiva e imediata do senador Aécio Neves (MG) da presidência do PSDB agravou ainda mais a crise no partido, que está dividido entre permanecer ou deixar o governo Michel Temer. Os tucanos enfrentam agora outro racha, desta vez envolvendo a realização de uma convenção nacional tucana e a mudança da configuração de sua Executiva. 

Parte da cúpula partidária avalia que Doria se excedeu ao defender publicamente, anteontem, durante um evento na capital, a saída de Aécio "desde já" da presidência do PSDB. O prefeito também pediu mudanças na Executiva da legenda para acomodar um representante dos prefeitos eleitos em 2016 e indicou para a vaga o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando.

Até aliados de Aécio reconhecem que o senador deve renunciar à presidência da legenda, mas esperam uma "saída honrosa". Por isso, dizem acreditar que as declarações do prefeito dificultam o diálogo interno.

O grupo de Aécio resiste à ideia de uma mudança total do comando partidário, que viria acompanhada de uma "autocrítica" e "atualização do programa" da legenda. O meio-termo encontrado foi a realização, em agosto, de uma reunião ampliada com todos os membros do Diretório Nacional do PSDB. Nesse encontro, Tasso seria efetivado presidente do partido, e Aécio se afastaria.


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