Brasil Bancários decidem entrar em greve Publicada:
24/09/2009 06:18| Atualizada: 24/09/2009 06:01
LEIDIANE BRANDÃO E MANUELA MATOS
A partir de hoje os baianos irão encontrar as agências bancárias de portas fechadas. Os bancários estão de braços cruzados por tempo indeterminado. A decisão pela greve foi tomada na noite de ontem, em assembleia, no Ginásio de Esporte do Sindicato dos Bancários, na Ladeira dos Aflitos, em resposta à proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de 4,5% . Durante a mobilização, a categoria compareceu, demonstrando união na luta por melhores condições de trabalho e remuneração justa.
A aprovação da greve se deu após a quinta rodada de negociação entre a categoria e representantes da Fenaban que não teve sucesso. Há dois meses as pautas foram entregues pela categoria, que reivindica 10% de aumento, o que corresponde à inflação e o aumento real. De acordo com Adelmo Andrade, diretor de Comunicação do Sindicato, a contraproposta de 4,5 foi insuficiente no comparativo com os lucros que os banqueiros obtiveram neste primeiro semestre.
“Os bancos estão comemorando os lucros e os recordes, e esquecendo de quem está diretamente ligado aos bons resultados, que são os trabalhadores. Entre janeiro e julho de 2009, os bancos tiveram uma margem de lucro de R$14 bilhões, superando a área petrolífera. Portanto, não tem justificativa para não atender a categoria”, ressaltou o diretor de Comunicação. O mesmo informou que a categoria irá se reunir amanhã à noite, para avaliar o primeiro dia de greve. Em relação aos pagamentos de contas, saques e recebimentos de benefícios, Adelmo explicou que a população pode ficar tranquila, porque existem diversas alternativas para efetuar as transações. Podem ser feitos nos bancos postais, que funcionam nos Correios, nas casas lotéricas e alguns estabelecimentos que aceitam pagamentos variados. No Brasil, bancários das bases sindicais de São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rondônia, Florianópolis, Campina Grande, Santa Cruz do Sul e Juiz de Fora também paralisam as atividades por tempo indeterminado.