A petroleira norte-americana Devon foi a primeira a produzir no Brasil sem a participação da Petrobras. A empresa é a operadora do campo de Polvo, no bloco BM-C-8, que está em operação desde 2007. Além do campo de Polvo, a Devon Energy possui no país a operação de seis blocos exploratórios no país: BM-BAR-3, C-M-471, C-M-473, C-M-61, CAL-M-314 e PN-T-66, nas bacias de Barreirinhas, Campos, Camamu e Parnaíba. Até esse ano, a Devon Energy já investiu US$ 947 milhões no Brasil.
A norte-americana anunciou no dia 16 deste mês a venda de seus ativos no Golfo do México e outras áreas internacionais, inclusive o Brasil. A estratégia da empresa é concentrar sua atuação em ativos terrestre nos EUA e também no Canadá. Os investimentos em águas profundas estavam, de acordo com a empresa, consumindo uma grande parte do seu orçamento exploratório. A expectativa é conseguir um retorno entre US$ 4,5 bilhões e US$ 7,5 bilhões com a venda dos ativos.
Já a empresa italiana do setor de energia Eni informou há poucos dias que vai comprar fatias em dois blocos de petróleo de Uganda da empresa com ações listadas no Reino Unido Heritage Oil por US$ 1,35 bilhão. De acordo com a Eni, “um montante adicional de US$ 150 milhões, em dinheiro ou ativos, também está previsto, caso certas condições sejam atingidas no futuro”. A empresa, no entanto, não deu detalhes. Cerca de 700 milhões de barris de petróleo foram descobertos até o momento na bacia do lago Albert Rift, na Uganda, e a Tullow Oil, parceira da Heritage, acredita que haja 1,5 bilhão de barris ainda a serem descobertos.
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Em 2006 a empresa multinacional de petróleo e gás natural El Paso anunciou o Projeto de Desenvolvimento da Produção da Bacia de Camamu-Almada, no Baixo Sul do Estado, e anunciou um investimento de US$ 90 milhões na exploração de petróleo no campo Pinaúna, Camamu. Até o ano de 2008 a El Paso investiu ainda US$ 200 milhões na região.