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Os trintões da folia
Publicada: 09/02/2010 00:36| Atualizada: 08/02/2010 23:13

mayra ilnah

Tudo começou há 30 anos, no ano de 1980, quando o Carnaval de Salvador ainda era desconhecido e os conhecidos blocos de hoje, no início, nada mais eram que reuniões de amigos. Foram dessas reuniões que nasceram três tradicionais blocos, que com o passar dos anos, transformaram os cordões em grandes cordas e nem mesmo seus idealizadores poderiam imaginar que um encontro anual de amigos se tornaria o grande palco de divertimento para milhares de pessoas de todo o mundo.

O Eva surgiu da união de um grupo de estudantes do Colégio Maristas, que acontecia em um sítio na Estrada Velha do Aeroporto. Foram as iniciais desta localidade que deram origem ao nome do bloco. As maiores atrações da axé music estiveram à frente do bloco nestes 30 carnavais: Durval Lellys, Ricardo Chaves, Ivete Sangalo, Daniela Mercury e há 08 anos é comandado pela voz apaixonante de Saulo Fernandes.

Foi no Eva que as mortalhas e macacões abriram espaço para os abadás, em uma ideia criativa de Pedrinho da Rocha, que ao ver as mortalhas sendo dobradas e cada vez mais curtas, resolveu apresentar a proposta de algo diferente. Não deu outra, no ano seguinte todos os blocos usavam o abadá e no mundo, saía a notícia de que na Bahia foi criada uma nova fantasia de Carnaval, o chamado abadá.

Em meados dos anos 80, no bairro Caminho de Areia, surgia um bloco onde seus componentes ofertavam rosas às mulheres na avenida durante o desfile, enquanto o carro principal lançava jatos de água perfumada. Era o Cheiro de Amor que lançou cantoras como Laurinha, Márcia Freire, Carla Visi e há seis carnavais é liderado por Alinne Rosa. E foi no Bloco Cheiro a ideia do uso de três abadás, inovando ainda mais a recém-lançada fantasia.

Assim como o Cheiro e o Eva, nascia no subúrbio ferroviário de Salvador, no bairro de Periperi, um novo bloco, o AraKetu. Alguns admiradores do Carnaval, resolveram formar uma agremiação para desfilar na folia de Momo. O nome AraKetu tem o significado de “Povo do Ketu” e de todos os blocos afros, ele foi o primeiro a adotar uma postura antirracista, ao aceitar pessoas das mais diversas situações sócio- econômicas, sem discriminação de cor, sexo ou religião. Do bloco surgiu a banda que mostrou ao mundo a voz potente de Tatau e há três anos o talento da jovem Larissa Luz.

Em média, por dia, cada bloco recebe cerca de 3 mil pessoas que pagam entre R$250 a 340 reais.

Publicada: 09/02/2010 00:36| Atualizada: 08/02/2010 23:13

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