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Rebelião deixa um morto
Publicada: 09/02/2010 00:45| Atualizada: 09/02/2010 00:33

mariacélia vieira

Após cerca de seis horas de negociações, não houve acordo entre os 25 amotinados do Conjunto Penal de Serrinha e a Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos. Segundo o  superintendente para Assuntos Penais, Isidoro Orge, as negociações serão retomadas por volta das 6 horas de hoje.

Quatro detentos foram feitos reféns, dentre eles o interno identificado como Joselito Alves da Silva, “Carioca”, que foi morto pelos companheiros. Os 25 amotinados também danificaram o sistema de automação das portas, além de fazer reféns os internos Alex Brito da Silva, Márcio Gledson Pinheiro Costa e Antonio Rodrigues de Souza. Todos estavam ameaçados de morte e por este motivo foram colocados em celas separadas.

De acordo com informações da assessoria de comunicação da Secretaria de Justiça, pelo menos 14 detentos pertencem à quadrilha de Cláudio Campanha e foram transferidos para aquele conjunto penal em setembro passado. O grupo não convive com a superlotação e a única reivindicação dos rebelados era o retorno para Salvador.

A direção do presídio optou por lacrar as portas e eclusa que dão acesso ao seguro (espécie de minipavilhão, com oito celas, onde ficam os internos mais perigosos e, numa cela separada, os que são ameaçados de morte) isolando os rebelados. A Polícia Militar reforçou a segurança externa.

O superintendente para Assuntos Penais, Isidoro Orge; a representante do Ministério Público, promotora Núbia Rolim; e agentes do Comando de Operações Especiais (COE) chegaram à cidade por volta das 16 horas. O fornecimento de energia elétrica e de alimentação foi imediatamente suspenso para pressionar o fim da rebelião.

O secretário Nelson Pellegrino disse entender que a rebelião é uma retaliação por conta da transferência dos presos para o presídio de segurança máxima.

Publicada: 09/02/2010 00:45| Atualizada: 09/02/2010 00:33

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