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Descoberto buraco em muro de penitenciária
Por Mariaceliavieira
A Secretaria de Justiça exonerou ontem o motorista envolvido com servidora que levava drogas para o Hospital de Tratamento e Custódia e fechou às pressas a abertura existente em muralha da “Casa do Albergado”, mostrada no início da tarde, por uma equipe de jornalistas do programa “Na Mira”, da TV Aratu. Moradores vizinhos ao Complexo Penitenciário da Mata Escura denunciaram existência de passagem na unidade. Entradas e saídas de presos albergados sem qualquer limitação há tempos estão sendo monitoradas pela comunidade, que teme pela insegurança na área. De acordo com um dos denunciantes, a passagem é antiga e havia sido denunciada ao coronel Leite e ao delegado Luciano Patrício.
Ainda segundo as mesmas denúncias, os albergados transitavam livremente a noite inteira e uso de armas e tóxicos é comum entre eles. Não há seguranças, o acesso é fácil e para qualquer um e as pichações existentes no lado de fora servem como código entre eles, conforme conseguiu apurar o repórter do programa policial da TV Aratu, “Na Mira”. Por mais de meia hora o jornalista Valdeck Filho e sua equipe estiveram na área sem serem abordados.
Os albergados são presos que ganham o direito da semiliberdade após parte da sentença cumprida. Trabalham durante o dia e a partir das 18 horas devem estar recolhidos nessa área da penitenciária, chamada albergue. No início da noite, a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos informou, através de sua assessoria de comunicação, ser a Casa do Albergado e Egresso localizada na mesma rua do Complexo Penitenciário, mas não no mesmo espaço. Ainda segundo a nota enviada, os fatos estão sendo apurados para comunicação à Vara de Execuções Penais. A responsabilidade da vigilância pelo acesso de pessoas estranhas ao estabelecimento e supostas saídas não
autorizadas dos sentenciados também merecerão averiguação.
Não foi a primeira vez que se detectou aberturas na muralha. De acordo com secretaria, antes do Carnaval se detectou outra passagem que sofreu reparos imediatos com reforço de placa de aço foi realizado.
Sobre a denúncia de que desde a administração do delegado Luciano essa passagem havia sido denunciada ao coronel Leite, que assim, teria passado a informação ao então diretor, nada foi comentado.
Sobre a prisão da servidora Jaqueline Silva Coni, incriminada por levar drogas para o Hospital de Custódia e Tratamento (HCT), a secretaria informou que o fato foi apurado e a funcionária exonerada, conforme portaria publicada no Diário Oficial de sábado passado, 28 de fevereiro, Caderno do Poder Executivo, página 51.
A SJCDH esclareceu ainda que Felix Nolis Santos Batista, com quem a servidora exonerada manteve um relacionamento, é servidor público efetivo desde 1977 e está na SJCDH desde 1988 onde serviu como motorista de vários secretários, inclusive do antecessor da atual secretária da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Marilia Muricy, que o manteve no cargo porque até o momento não tinha tido informação de qualquer fato que o desabonasse. “Hoje o servidor foi substituído no cargo de motorista e a Secretaria está estudando o encaminhamento que dará ao caso”,
consta na nota.
Semana da mulher começa violenta, com dez mortos
Em um período de 24 horas, a Central de Telecomunicação da Polícia Civil e Militar (Centel) contabilizou dez pessoas executadas a tiros, facadas e espancamento. Entre as vítimas, três mulheres, sendo uma adolescente e uma idosa. Esse índice de criminalidade torna-se alarmante com a chegada do Dia da Mulher, no próximo 8 de março.
No bairro de Santa Cruz, final da tarde do último domingo, um grupo formado com mais de 20 homens fortemente armados e usando capuz, executou com mais de 40 tiros, o acusado de tráfico Luciano Santana Conceição, de 23 anos. E na ação, uma bala perdida acabou acertando fatalmente o peito da cabeleireira Carina Costa Araújo, 30 anos, que se escondia na casa de uma vizinha quando os homens perseguiam Luciano. Uma vizinha de Carina, sem se identificar, contou que ela estava subindo uma escadaria para buscar ajuda para um irmão que estava doente, quando se deparou com os traficantes descendo as escadas correndo atrás de Luciano e atirando para todos os lados. Imediatamente a mulher buscou refúgio na casa da vizinha, mas foi atingida com um tiro certeiro no peito.
A cabeleireira foi socorrida para o Hospital Geral do Estado (HGE), e morreu antes mesmo de dar início ao procedimento cirúrgico. Os pais de Carina estavam em choque e precisaram ser medicados. A prima da vítima, Ioná Ferreira da Costa, 35 anos, contou que ela estava noiva, trabalhava em um salão no bairro do Costa Azul e estava feliz, pois iria montar o seu próprio negócio. A delegada titular da 28ª Delegacia do Nordeste de Amaralina, Jussara Santos, contou que a ação foi desencadeada por grupos rivais em decorrência da disputa pelo tráfico de drogas.
Outro crime bárbaro aconteceu na cidade de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador. No final da tarde de domingo, uma discussão entre homens que faziam uso de bebida alcoólica em um boteco na Rua Guarani, bairro do Phoc III, resultou na morte de Maria da Conceição Ribeiro Xavier, 64 anos. A idosa foi morta com dois golpes de faca desferidos por Joedilson Alves Santos, 27 anos, mais conhecido como Jú, que foi preso em flagrante e confessou o crime.
O esposo de Maria da Conceição, Roselito Vital dos Santos, 47 anos, ainda tentou impedir que o agressor golpeasse a vítima e acabou também ferido na cabeça. Ambos foram socorridos para o Hospital Geral de
Camaçari (HGC), mas Maria não resistiu e acabou morrendo durante a noite. (Por Silvana Blesa)
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