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PTC provoca polêmica no horário gratuito
Tribuna da Bahia
Notícias
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O horário eleitoral gratuito nem bem começou e já surge a primeira polêmica. Na apresentação de estréia ontem, destinada aos 902 postulantes às 41 vagas na Câmara Municipal de Salvador, o PTC resolveu inovar. No espaço reservado a legenda, nenhum candidato a vereador se pronunciou, como deveria acontecer, mas sim os representantes da chapa majoritária, leia-se o presidente do Democratas na Bahia, Paulo Souto, o prefeiturável também democrata ACM Neto e o presidente do partido, Rivailton Pinto, que também falou do candidato do DEM, o que é terminantemente proibido por lei. O fato causou estranheza até mesmo para os vereadores da legenda.
Admitindo ter consciência da ilegalidade eleitoral, no entanto sem demonstrar preocupação, o presidente do PTC justificou que esta foi a maneira encontrada pelo partido de fazer diferente. O artigo 28, inciso segundo, parágrafo 8º da legislação eleitoral diz que é vedada aos partidos políticos e coligações incluir no horário destinado aos candidatos proporcionais propostas dos candidatos majoritários ou vice-versa. Ressalvado a utilização de exibição de legenda, cartazes e fotografias, o que não foi o caso do PTC.
Segundo Rivailton, os vereadores só terão vez amanhã. “A nossa estratégia é primeiro mostrar a cara, a força do nosso partido, as propostas da convenção e o apoio que foi dado ao candidato ACM Neto, os vereadores vem depois”, enfatizou.
Questionado sobre a decisão do partido que integra, o vereador Téo Senna, que tenta emplacar seu terceiro mandato, não escondeu a surpresa. “Eu desconheço o fato. Deve ter sido uma atitude isolada do presidente”, afirmou, ressaltando que, inclusive, já havia gravado o seu material.
De acordo com o especialista em Direito Eleitoral, Ademir Ismerim a resolução é clara e, em caso de descumprimento, abre brecha para que os adversários entrem com representação na Justiça Eleitoral. As penalidades, segundo ele, podem variar de multa à perda de tempo majoritário.
“Ou seja, toda vez que se utiliza o tempo destinado a chapa proporcional o prejuízo recai na chapa majoritária”, explicou, ressaltando que no início fatos como este normalmente acontecem. “Depois os candidatos vão se adaptando”, complementou.
A brecha citada por Ismerim, era a esperada por alguns partidos, a exemplo do PMDB, legenda do prefeito João Henrique, candidato à reeleição, que já havia declarado estar atento a essa possibilidade. A promessa é representar na Justiça contra aqueles candidatos a prefeito que entrarem no horário dedicado às chapas proporcionais.
“Todo nosso corpo jurídico estará atento ao início da propaganda. O candidato majoritário que infringir a norma sofrerá representação”, disse uma fonte do partido que preferiu o anonimato. Contudo, até o final da tarde de ontem nenhuma representação havia chegado ao
Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA). É esperar para ver. (Por Fernanda Chagas)
Programa é esperança dos candidatos
O Programa Eleitoral Gratuito, que tem como objetivo apresentar aos eleitores o plano de ação dos candidatos que irão concorrer às eleições municipais deste ano, começou a ser veiculado em emissoras de rádio e televisão ontem e vai ao ar até o dia 2 de outubro, três dias antes da eleição. Às segundas, quartas e sextas-feiras, das 7h às 7h30 e das 12h às 12h30, candidatos a prefeito e vice-prefeito terão a oportunidade de apresentar as suas idéias no rádio.
Na televisão, o horário destinado a estes políticos será das 13h às 13h30 e das 20h30 às 21h. Já os candidatos a vereador, apresentarão as suas propostas às terças, quintas e sábados, nos mesmos horários estabelecidos para os candidatos majoritários.
Em razão da importância do horário eleitoral, todos os candidatos têm dado uma atenção especial ao chamado “palanque eletrônico”. Agora, mais do que nunca, os trabalhos dos marqueteiros vão ser determinantes nas campanhas dos candidatos. A estratégia dos que estão na frente será manter a mesma linha que os levou às posições atuais, e os que estão atrás farão de tudo para recuperar mais espaços. Assim, no debate de idéias, como reza a democracia, ganha o eleitor, que terá a oportunidade de analisar com mais comodidade qual a melhor proposta para administrar Salvador.
Dentro desse contexto, os candidatos traçam metas e objetivos. Como é praxe, os que estão atrás das pesquisas de opinião tendem a adotar um discurso mais agressivo, enquanto os que estão à frente adotam uma tática mais light. Mas todos eles terão de definir, também, além da linha de atuação do discurso, qual o foco de combate. Na guerra “democrática”, vale apresentar algumas idéias e combater outras.
Sabedores desta realidade, partidos e candidatos prepararam as suas estratégias para enfrentarem esta nova fase da campanha eleitoral. Assim, o papel dos marqueteiros passa a ser fundamental, praticamente norteando toda a campanha dos candidatos, com reflexos, inclusive, nas suas movimentações de rua. Sidônio Palmeira, responsável pelo marketing do candidato Walter Pinheiro, da coligação “Salvador-Bahia-Brasil” (PT/PSB/PCdoB/PV), acredita numa virada do petista, como aconteceu na vitória do governador Jaques Wagner para o governo do estado em 2006.
Seguindo esta lógica, Pinheiro adotará a mesma tática utilizada desde o início da campanha: associar ao máximo as imagens do presidente Lula e do governador Jaques Wagner à sua candidatura. Se antes, nas ruas, Pinheiro já usava os bonecos para representar estes personagens, agora, na TV, ele fará o mesmo. O petista é o candidato com o segundo maior tempo no horário eleitoral, perdendo apenas para o prefeito João Henrique (PMDB).
O deputado ACM Neto, candidato do Democratas, chega à segunda fase da campanha como o preferido dos eleitores, por isso tem a preocupação de não errar na sua estratégia durante o horário eleitoral. Com o terceiro maior tempo, Neto tem por trás da sua equipe de marketing o publicitário Fernando Barros, da Propeg, Apostando na força do novo e como um candidato de oposição ao atual prefeito, a equipe vai adotar uma linha de programa com esta roupagem, onde existirá críticas, mas haverá sempre propostas alternativas ao problema. O ex-governador Paulo Souto e o apresentador Raimundo Varela serão as principais estrelas para ajudar o brilho dos programas de ACM Neto.
O prefeito João Henrique, candidato à reeleição pelo PMDB, e apoiado por mais outros sete partidos, é o que tem o maior tempo no horário eleitoral. Considerado como bom de palanque, o peemedebista espera reverter os indicadores das pesquisas, que atualmente o colocam na terceira posição. O publicitário Maurício Carvalho, responsável pela produção dos programas eleitorais, promete reverter o quadro até o dia da eleição, mas sabe que a meta é difícil. Uma das suas grandes tarefas será diminuir a resistência dos que não querem votar em João Henrique. Feito isso, o prefeito se transformaria num candidato leve, pronto para crescer. E aí, o próprio João Henrique se encarregaria do resto, usando a sua boa oratória e o seu forte poder de persuasão.
Para o tucano Antônio Imbassahy, da coligação “Pra Melhorar Salvador” (PSDB/PPS), o horário eleitoral facilitará o seu acesso ao eleitor, já que alega não ter o mesmo poder de movimentação dos demais candidatos. Por isso, o palanque eletrônico também é uma aposta. Mesmo que não esteja conduzindo diretamente a campanha do tucano, o marqueteiro Duda Mendonça funcionará como uma espécie de consultor. A coordenadora de marketing e comunicação é a jornalista Alessandra Augusta,
mas Duda vai opinar, como já fez antes. (Por Evandro Matos)
Hilton ataca concorrentes em entrevista
Em entrevista a TV Bahia ontem à noite, Hilton Coelho (Psol) destacou seus projetos, frisou a extinção do Salvador Card, acusou os candidatos ACM Neto (DEM) e Antônio Imbassahy (PSDB) de querer fazer da saúde um “condomínio privado” e disse que existe um crescimento apontado nas pesquisas, mesmo que pequeno, que estimula o partido à disputa da cadeira no Thomé de Souza. “O predador card não beneficia os estudantes da escola pública, vamos acabar com ele que está devorando o dinheiro dos estudantes”, bradou o prefeituravél, que promete conceder privilégios inexistentes à população negra. Mesmo na lanterninha, Hilton Coelho afirma que a “simpatia” do partido evoluiu, citando inclusive, a pesquisa divulgada pela Tribuna da Bahia do Inesp em parceria com o site Jânio Lopo, onde ele apareceu com 2,4% da intenção dos votos.
Durante a semana o BA TV continuará fazendo entrevistas com os candidatos a prefeitura de Salvador. (Por Priscila Melo)
Horário político começa com destaques e absurdos gramaticais
Ontem foi dada a largada no horário político eleitoral, com os candidatos a vereador, que têm como funções principais à criação de projetos e fiscalização das contas do poder executivo. E é com essa responsabilidade que alguns se apresentaram aos seus eleitores falando “pobrema” e bombardeando erros de concordância, misturando singular com plural. Destacaram-se as coligações “A voz do povo”, que resgatou a história da Câmara Municipal relembrando a atuação de ACM e a coligação “Salvador, Bahia, Brasil” que usou a imagem do governador Jaques Wagner e do presidente Lula repetindo a mesma fórmula da propaganda do governo, “agora é o time de Lula e Wagner”. Os candidatos ligados ao prefeiturável ACM Neto (DEM) usam a palavra “experiência” aliada aos rostos conhecidos, para destacar os problemas da cidade e a
necessidade de renovação, com a volta do DEM ao poder. A candidata Kátia Alves ressurgiu exemplificando a sua atuação quando estava no comando da Secretaria de Segurança Pública (SSP), época em que foi protagonista de escândalos. Ressurgiu a tempo de quem sabe, a população ter esquecido dos “tais”. O “time” de Walter Pinheiro (PT) criticou o PDDU e a atuação da SET como “indústria de multas” e destacou a imagem da qual só a coligação tem o direito de usar: a do presidente.
A coligação “Força do Brasil em Salvador” do candidato João Henrique (PDT), não fez destaques à sua administração. Cristóvam Buarque participa e pede votos ao “número da educação”. Já a coligação “Frente Esquerda Socialista” que apóia o candidato Hilton Coelho (Psol), usa a imagem de Heloísa Helena como carro-chefe da campanha. Os candidatos da coligação “Pra Melhorar Salvador”,
que tem como prefeiturável Antônio Imbassahy, tiveram uma participação pouco perceptiva. (Por Priscila Melo)
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