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Grupo português administrará o Hilton

   O administrador do Brasil do grupo português Imocom, Pedro Viriato, assinou anteontem com o vice-presidente da rede de hotéis Hilton para a América do Sul, Tomas Potter, o contrato de administração do Hilton Salvador. O hotel de luxo terá 170 quartos e será construído na região do Comércio de Salvador, em frente ao cartão-postal Mercado Modelo, com início das obras em janeiro do 2009 e previsão de inauguração em dezembro de 2010. O investimento total do empreendimento será de R$70 milhões e vai criar 1.500 postos de trabalho indiretos e 250 empregos diretos.
  O Imocom adquiriu em 2006 seis casarões, entre eles a casa de azulejo, uma das referências do Comércio e que será a principal fachada do hotel. O projeto arquitetônico do Hilton Salvador teve aprovação do IPHAN em junho de 2008 e da prefeitura de Salvador em outubro e vai aliar história e modernidade para criar um design marcante, característica das obras do Imocom Construções. Para o diretor geral, Luís Varandas, além de trazer o Hilton para Salvador – o primeiro hotel da rede no Nordeste e o segundo do Brasil -, o Imocom vai recuperar quatro casarões históricos.
  A instalação do Hilton deverá representar um marco na hotelaria da capital baiana e no processo de revitalização do Comércio, uma das mais importantes e belas regiões de Salvador. Luís afirmou que os baianos vão se beneficiar com a geração de mais receita para o município, de renda e com a revitalização do seu patrimônio histórico e cultural. Já os turistas, sobretudo americanos interessados no turismo étnico, vão dispor de infra-estrutura, conforto, comodidade e segurança indispensáveis à hospitalidade de alto padrão.
  O grupo português, com sede em Lisboa, atua nos ramos da construção, imobiliário, do turismo, da indústria de material de construção, da exploração de pedreiras e de água. A primeira empresa foi a Imocom Construção, que surgiu em 1990, em Santarém (Portugal).
  Atualmente, além de presente nos países de língua portuguesa, expandiu para Argentina e África. A internacionalização se concretiza com a abertura de escritórios em Luanda (Angola/África), Salvador (Bahia/Brasil) e Buenos Aires (Argentina). O escritório de Salvador (BA) funciona desde janeiro de 2006.
  No segmento turístico, o Imocom Turismo inaugurou o primeiro resort da marca Hilton, parceira do grupo nos países de língua portuguesa. O Hilton Vilamoura As Cascatas, Resort, Spa & Golf (Portugal), tem cerca de 50.000m2 de construção, incluindo um hotel cinco estrelas, uma SPA e apartamentos turísticos-residenciais. Um resort em Carvoeiro e o Conrad Palácio de Valverde Resort e Spa, ambos da rede Hilton, são outros projetos para a região.

  
Governo federal cria regime de concessão em portos


   O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem o decreto que cria o regime de concessão à iniciativa privada para a construção e operação de novos portos no Brasil destinados a movimentar cargas de terceiros. O ministro Pedro Brito, da Secretaria Especial de Portos, informou que o decreto será publicado hoje no Diário Oficial da União. Segundo Brito, os contratos terão validade de 25 anos, prorrogáveis por mais 25.
  O ministro Pedro Brito adiantou que os dois primeiros novos portos a serem oferecidos pelo governo a investidores deverão ser instalados em Manaus (AM) e em Ilhéus (BA). O terminal baiano será destinado ao transporte de granéis sólidos, como minérios e soja. Enquanto o de Manaus movimentará contêineres. “Queremos licitar esses dois portos no segundo semestre de 2009”, disse.
  O ministro esclareceu que o governo fará licitações públicas para definir quais serão as empresas privadas que ganharão o direito de construir e explorar os portos. Segundo ele, o decreto elimina a exigência de que esses investidores possuam carga própria.
  Na prática, isso significa que qualquer tipo de investidor poderá ter a concessão de um porto para prestar serviços a outras empresas. Ou seja, se um banco quiser entrar no ramo, poderá fazê-lo. “Até um jornalista poderá ganhar a concessão de um porto”, brincou o ministro, em entrevista coletiva.
  Hoje, a iniciativa privada pode construir terminais privativos para a movimentação de carga própria ou também para prestar serviços a terceiros, mas precisa necessariamente usar também o porto. Brito esclareceu que o regime de autorização para a construção de portos privativos continuará em vigor. A novidade é justamente a abertura de concessão para prestação de serviços a terceiros.
  Os locais onde serão construídos os portos a serem concedidos serão selecionados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em um plano de outorgas que deverá ser apresentado ao governo em até 180 dias.
  Além disso, as empresas também poderão apresentar sugestões de projetos para novos portos e caberá ao governo definir se vai ou não colocá-los em licitação.
  A Secretaria de Portos ainda não definiu qual será o critério para escolher quem vencerá os leilões de concessão. “O decreto que sairá amanhã nos dá um prazo de 180 dias para definir isso. Mas queremos concluir o trabalho até o fim de novembro”, disse o ministro.

  
Comércio receberá pilhas de volta


   Uma resolução do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que deverá ser publicada no “Diário Oficial” da União até sexta, obrigará comerciantes que vendem pilhas e baterias a receber esses materiais após o uso.
  O material recolhido será devolvido aos fabricantes, que farão a reciclagem. A medida será obrigatória dentro de dois anos. Estados e municípios deverão fazer a fiscalização.
  “Vamos criar a possibilidade de que o consumidor que queira, tenha um local correto para descartar esses produtos”, afirma Zilda Faria Veloso, coordenadora-geral de qualidade ambiental do Ibama.
  A resolução atual permite que pilhas e baterias sejam depositadas em aterros sanitários. Mas, segundo Zilda, 90% dos municípios brasileiros usa lixões -e não aterros-, que não oferecem tratamento e armazenamento adequados.
  Para André Luis Saraiva, diretor de responsabilidade socioambiental da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), a resolução não resolve o principal problema, que são as pilhas falsificadas -que representam hoje 40% do consumo no país e normalmente excedem os limites de metais estabelecidos por lei.
  “As pilhas ilegais não vão ser recebidas porque eles [comerciantes] não vão ter como encaminhar para o fabricante”, diz. Veloso ressalta, no entanto, que comerciantes e fabricantes serão orientados a receber todos os tipos de pilha e baterias.

  
Bahia reúne em Nova York 300 profissionais de turismo


   A Bahia esteve presente em Nova York, a bordo de um navio, que reuniu 300 operadores, agentes de viagens, jornalistas e lideranças afro-religiosas. Durante a ação promocional realizada em parceria com a Embratur, American Airlines e Brazil Tour Operators Association (BTOA), a Secretaria de Turismo e a Bahiatursa apresentaram os produtos turísticos do Estado para o mercado norte-americano.
  O novo vôo da American Airlines (Miami/Salvador) foi um dos assuntos em destaque, pela sua importância comercial, porque é esperado pelo menos 40 mil estrangeiros por ano na Bahia. “Começaremos a operar no próximo domingo e estamos muito confiantes. Este evento foi muito profissional, à altura da exigência do mercado norte-americano. Os participantes ficaram encantados com o que a Bahia tem a oferecer”, afirmou a gerente de contas da American Airlines, Tathiana Campos.
  A presidente da Bahiatursa, Emília Salvador Silva, considerou os resultados da ação muito positivos. “As pessoas elogiaram a criatividade da Bahia. Desta vez alugamos um pequeno navio, onde mostramos aos profissionais de turismo as potencialidades dos nossos destinos, através de vídeos e materiais publicitários, aliadas às apresentações culturais, como a capoeira e o samba-de-roda. Conseguimos manter por quase sete horas todos os participantes num só lugar, prestando atenção às nossas apresentações, com um tour pelo Rio Hudson”, disse.
  O vice-presidente da BTOA, Jorge Gherard, explicou que a Bahia é o destino oficial da BTOA, onde as grandes operadoras, como Hotur, Abreu, Travel Impressions, American Express Vocations e Brazil Nuts, já estão vendendo pacotes às lideranças afro para a Bahia.


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