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Evolução da educação começa com aperfeiçoamento dos mestres à informática

  Nos 37 anos de existência da Tribuna o jornal noticiou fatos importantes para a vida dos baianos como a evolução da educação ao longo desses anos. A chegada da informática nas salas de aula, novos métodos de ensino e inclusão de pessoas portadoras de necessidades especiais e novas formas de tratar da temática dos negros em instituições de ensino, a partir da reciclagem dos professores. Entre as principais a Lei de Diretrizes e Bases – do ex- senador Darci Ribeiro, como marco na educação brasileira.
  Para o presidente do Sindicato de Escolas Particulares do Estado da Bahia, Sinepe, Natálio Dantas, a questão da evolução do ensino nos últimos 37 anos passa pela gestão governamental. “Vai depender de quem for ministro da Educação. Se for um educador com certeza a dinâmica na mudança será maior”, cita. Sobre a questão da inclusão, Natálio destaca a temática do negro e a mudança na forma de contar a história. “Esse fator foi determinante e exigiu a reciclagem de professores. Nunca houve um preparo do professor e surgiu um problema relacionado em como criar uma matéria sem um professor? A solução para adequação à lei foi com a realização de palestras e a reciclagem do professor frente às instituições de ensino”, revela.
  Para o secretário municipal de Educação, Ney Campello, é difícil comparar com os 37 anos atrás. Segundo ele “A educação como uma dimensão da cultura humana é um processo dinâmico e representativo do cenário político, econômico, social, cultural e antropológico vigente. Há 37 anos, vivíamos uma sociedade marcada pelo autoritarismo e as escolas expressavam esse modelo político-ideológico e , via de conseqüência, pedagógico. Escolas eram espaços de saber hierarquizado, hermético, professoral, conteudista, elitista em essência. Uma sociedade sem liberdade e sem democracia é incongruente com uma escola democrática”, comenta.  
   Campello cita que a educação sofreu enormes transformações. “O advento da internet, da comunicação globalizada e da mídia eletrônica demanda novos instrumentos didático-pedagógicos, uma nova perspectiva de formação em escala, seja de professores ou alunos, de novos signos na comunicação, de valores e crenças que alteraram profundamente os vínculos entre as pessoas e, via de conseqüência, entre gestores, professores, alunos, família. Temos uma escola mais democrática, maior acesso à informação e às novas tecnologias, mais espaço para formação do sujeito crítico, mas por outro lado, uma escola que perdeu a capacidade de interlocução de valores, uma escola que abandonou a leitura e submeteu o professor a uma posição extremamente desconfortável de aluguel de sua força de trabalho. Uma escola que se afastou da família e que se comunica muito pouco com a sociedade”, observa.

  Em destaque os novos projetos de inclusão digital

   O secretário Ney Campello destaca os projetos na área de inclusão digital, como o Programa de Inclusão Sócio-Digital, o Aluno-Monitor. Além dos programas, todas as escolas da rede possuem computadores com acesso a internet banda larga e 130 possuem laboratórios de informática. “Em parceria com o Instituto Stefanini e a Microsoft, lançamos o Projeto Aluno Monitor.
  A iniciativa utiliza um ambiente de educação a distância e de capacitação presencial para alunos de escolas públicas, que terão oportunidade de qualificação e iniciação profissional, com base em produtos Microsoft de mais alta tecnologia, como o Windows e o Office”, revela.
  Outros programas destacados pela Secretaria Municipal de Educação são o Programa Salvador Cidade das Letras/ Brasil Alfabetizado, para promoção do aumento da escolarização de jovens e adultos. Há ainda o Trem da Cultura, onde todos os domingos estudantes da rede municipal passam a aprender sobre a história do subúrbio e a cultura popular brasileira. A introdução da questão ambiental no currículo escolar, em que os alunos aprendem sobre o meio ambiente de uma maneira interativa e interdisciplinar, através das Diretrizes Curriculares da Educação Ambiental. E o Programa Escola Hospitalar Criança Viva, onde a escola vai até o aluno hospitalizado.
  O secretário aponta a reciclagem de professores, investimento na qualidade do ensino, o programa da cor da cultura por exemplo em que os professores da capital aprendem como lidar com a temática do negro como destaques.
  “Todos os professores são capacitados para atender cada vez melhor os alunos, com uma educação de qualidade. São realizadas com os professores formação continuada para inclusão educacional de estudantes com alguma deficiência”.
  Na esfera estadual, a secretaria de educação também promove a qualificação dos professores e investimento na qualidade do ensino e na educação. Uma das principais estratégias é centrada em investimentos na formação dos professores. “Para elevar a qualificação dos professores que atuam na rede estadual, a Secretaria da Educação implantou em 2003 o Programa de Formação de Professores, que contempla desde a formação inicial, ampliando o acesso à graduação, até a formação continuada, através dos cursos de extensão e pós-graduação.
  Toda a formação é gratuita para o professor da rede estadual”, revela a secretária Anaci Paim. Entre 2003 a 2006, foram ofertadas 4.930 vagas de formação inicial, em oito áreas do conhecimento. “Já em formação continuada, só este ano foram ofertadas quase sete mil vagas em especializações, mestrado e outros cursos de aperfeiçoamento de menor duração”, destaca Anaci Paim.
  De acordo com a secretária, A política adotada beneficia não apenas o professor, que se torna mais crítico na avaliação das ferramentas do trabalho, como também o aluno e a sociedade de modo geral, que tem como resultado dessa qualificação uma educação de melhor qualidade.
   “Além da formação de professores, o governo estadual tem priorizado os investimentos na infra-estrutura didático-pedagógica das unidades escolares. Todas as escolas construídas nos últimos anos têm laboratórios de informática e ciências, biblioteca ou sala de leitura, por exemplo”, cita. Outras unidades têm recebido novos equipamentos ou passado por reformas que garantam um ambiente mais receptivo para o aluno. A qualidade da educação é prioridade nesse governo, que investe mais de 30% da sua receita na área de educação, superando o limite constitucional.



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